Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Pernas para que te quero

13.07.17, Triptofano!

Existem três coisas que definitivamente herdei dos meus progenitores

  1. Facilidade para a lágrima no canto do olho
  2. Um feitio assim a atirar para o especial (mas para o especial bom cof cof)
  3. Uma saúde dos membros inferiores infernal

Neste post vou falar do terceiro tópico, ou seja das minhas belas pernas e como elas me dão que fazer. Agora que estou recuperado a 100% das maleitas que me atingiram no último domingo convém não me descuidar muito e passar a ouvir o que o meu corpo têm para me dizer.

Ora e o que ele me diz é que basicamente estou tramado!

Os meus pais sofrem de doença venosa crónica, o que em miúdos se traduz em derrames e varizes nas pernas. Já foram os dois operados, um por laser, o outro pelo tradicional método "corte e costura", mas a doença não desaparece.

Existe uma predisposição familiar para este tipo de doença e juntando esse factor ao meu (ligeiro) excesso de peso, à minha prática de exercício físico que é igual a zero e às longas horas que passo em pé no trabalho, talvez deva deixar de ignorar as dores nas pernas que sinto ao chegar a casa. E os pés inchados nos dias de maior calor. E começar a acreditar que talvez as veias salientes possam começar a evoluir para derrames e varizes.

 

Decidi então adoptar algumas medidas que vão-me custar no início mas vai ter que ser:

  1. Passar a lavar as pernas com água fria. O calor dilata os vasos e torna mais díficil o retorno do sangue ao coração.
  2. Usar meias de descanso. Já ouvi dizer que são mais complicadas de usar neste tempo quente mas são fundamentais para prevenir que a doença evolua. Comprei umas específicas de homem numa promoção na farmácia (2 = 3) e fiquei com um par preto, um castanho e outro azul. Assim sempre posso ir intercalando de cor, não que isto me vá dar muito consolo se estiver a agonizar com elas.
  3. Tomar comprimidos específicos para o problema. Descobri em casa uma caixa de Daflon de outras núpcias. E uma do genérico que alguém me trouxe de Espanha. É sacudir o pó e tomar.
  4. Ao fim do dia usar um creme mentolado para massagem. O creme não tem efeito terapêutico na doença em si mas alivia o desconforto causado por ela. A massagem deve ser feita de baixo para cima e se os pés estiverem elevados o retorno venoso fica facilitado. Das mesmas núpcias que o Daflon encontrei uma bisnaga de Fito Cold quase cheia.

Pode parecer complicado mas a saúde e felicidade das minhas pernas é o mais importante.

 

WP_20170713_09_13_31_Pro.jpg

 

 

A culpa não é minha é dos outros

12.07.17, Triptofano!

Como disse no post anterior depois de divagar nos meus pensamentos descobri uma das possíveis razões para o meu débil estado de saúde. Alguns de vocês que lerem este post vão achar completamente ridículo e outros provavelmente irão-se rever no seu todo ou em parte.

Muitas vezes um choque emocional é o trigger, o factor-pistola da doença.

O meu trabalho é atender o público. E como qualquer trabalho que envolva o público é cansativo do nível psicológico. Mas gosto do que faço, gosto da interacção com as pessoas, de falar com elas, de ajudar quando posso. Parte do meu trabalho consiste em aconselhar, em tentar vender o melhor produto de acordo com as necessidades daquela pessoa. E felizmente aparentemente sou bem sucedido e colho a simpatia e reconhecimento por grande parte de quem me visita.

Porém, neste sábado, um familiar contou-me que uma determinada cliente, não sabendo que eu era família da pessoa com quem ela desabafava, achava que o senhor X que estava na loja Y (eu!) era um aldrabão, um empurra-produtos e que queria era defender os interesses do patrão e não do cliente.

Isto custou-me a engolir. Primeiro porque eu considero que não seja verdadeiro de todo, segundo porque se as pessoas têm essa necessidade de dar feedback que o partilhem com quem a este se dirige e não a terceiros. Sei que muitos irão dizer que não me devia sequer chatear com isto, que as pessoas são tontas, que não se pode agradar a gregos e troianos, mas quando são coisas que põem em causa o meu brio pessoal fico realmente afectado, psicologicamente e aparentemente fisicamente.

 

Por isso acho que a culpa da minha doença não é minha, é dos outros. Mas sei que a culpa de deixar que afectem a minha felicidade não é dos outros, é minha!

Recuperando

11.07.17, Triptofano!

Estou melhor :)

As pernas já estão normalizadas e a barriga apesar de ainda não estar a 100% para lá caminha.

Resolvi acatar os conselhos sábios dos meus colegas bloggers e reduzi a ingestão de água durante estes dias. Talvez o meu organismo não estivesse preparado para uma mudança tão radical. 

Porém ao perder-me nos meus pensamentos descobri outra possível razão para este meu estado de saúde débil. No próximo post partilho convosco.

Doente - de novo!

10.07.17, Triptofano!

Existe algo de muito errado e o meu corpo não tem qualquer pudor em gritá-lo aos sete ventos.

 

Depois de um dia de domingo extremamente bem comportado, onde bebi as minhas duas garrafas de água, não abusei na comida e até fiz um pequeno passeio para desentorpecer as pernas, chego ao fim do dia e tudo me aparece.

 

Primeiro começo com uma azia e sensação de enfartamento que há muito não sentia. Fui para a cama descansar, com duas almofadonas debaixo da cabeça para minimizar o refluxo e um anti-ácido para o bucho. Pouco tempo depois começo a sentir umas dores insuportáveis nas pernas, que sinceramente se pudesse desatarraxava-as e atirava-as janela fora. Presumi que fosse má circulação por isso coloquei duas almofadonas debaixo das pernas. Nesta altura o meu corpo estava com o formato dum V gigante.

Para piorar houve o raio duma melga que me picou todo durante o processo de ajeitar as almofadonas por isso estava com uma comichão tremenda.

Dormi horrivelmente mal, sempre com dores e mau estar, acordei eram três da manhã com a sensação que tinha passado oito horas a fazer zumba, tive uma data de sonhos vívidos, em suma péssimo.

Acordei tinha o intestino feito num oito e a sensação de ter sido atropelado por uma camioneta. E pior, tive que vir trabalhar.

 

Urgentemente tenho de perceber o que está errado na minha vida porque não é de todo normal o meu corpo reagir assim.

Prós e Contras

09.07.17, Triptofano!

Tenho cumprido religiosamente a ingestão de água à qual me propus.

 

Prós: Estou com uma urina tão transparente que faria as delicias de qualquer analista.

 

Contras: Descobri que tenho uma bexiga do tamanho duma castanha. 

Litros e litros de água

08.07.17, Triptofano!

Primeira mudança: beber água.

 

Estamos todos carecas de saber que beber água é extremamente importante não fosse a maior parte do nosso corpo constituído por ela. 

  • Sem água não há transporte de nutrientes nem eliminação do que não presta. É crucial beber água para a saúde renal.
  • Regula a temperatura corporal e dá maior elasticidade à pele. Por isso é que as grávidas devem beber bastante água se não quiserem ficar com estrias.
  • Promove a digestão
  • Sem água o nosso rendimento físico e cognitivo vai por água abaixo. Por isso é que quando está muito calor as perdas de água são maiores e sentimos-nos mais cansados.

Eu não bebo quase água nenhuma por dia e no Inverno ainda é pior. Como com a idade sentimos cada vez menos sede quando chegasse à altura de me reformar provavelmente iria estar mais desidratado que um carapau seco ao sol. E os meus rins já deveriam ter parado - ter a urina sempre tão amarelada não me parece um muito bom sinal. E se calhar a minha fraqueza física e confusão mental não se deve tanto ao trabalho mas à falta de consumo de líquidos.

 

Para resolver esta situação retirei o pó da minha garrafa Tupperware que tinha perdida na dispensa e prometi a mim mesmo que irei beber todos os dias 2 garrafas cheias, que equivalem a dois litros. Só para ver como me passo a sentir!

 

WP_20170708_13_31_51_Pro.jpg

 

 

Tirando Medidas

07.07.17, Triptofano!

No post anterior partilhei as opiniões dos meus colegas de trabalho relativamente ao meu perímetro abdominal mas precisava de ter a certeza se havia algo que deveria mudar em prol da minha saúde e felicidade ou se poderia sossegadamente continuar a minha velha rotina.

 

Para isso tive que tirar medidas porque o velho método de observação ao espelho muitas vezes é enganoso, tanto para mais como para menos.

Fui então a uma farmácia e medi o peso e a altura.

 

Peso:85.800

Altura: 1.87

I.M.C: 24.5

 

Segundo a máquina um IMC entre 20 e 25 é normal por isso supostamente ainda estou dentro da dita normalidade. Porém o IMC é um indicador não 100% fiável. Basta pensar que um fisioculturista pode ter um IMC acima de 25 mas o peso ser todo devido a massa muscular que é mais pesada que a massa gorda.

Como a balança da farmácia também calculava o índice de gordura (espertas estas máquinas) fiquei a saber que tinha um índice de 22.9% que corresponde a 19.6 kg de gordura. Fiquei então situado entre o Bom (21.5%) e o Regular (24.5%).

Verdade seja dita ficaria mais feliz se estivesse com valores mais perto do Excelente (14.5%) mas estes valores pareciam-me totalmente aceitáveis. Até que me lembrei que o problema pudesse estar realmente na barriga, já que a gordura abdominal é uma das mais perigosas. Como tirar a teima? Medir o perímetro abdominal com a velha mas sempre correcta fita métrica.

 

Perímetro Abdominal: 98

 

Segundo a Direcção Geral de Saúde um perímetro abdominal igual ou superior a 94 nos homens tem um nível de risco aumentado para o desenvolvimento de problemas de saúde associados à obesidade como a diabetes, doenças cardiovasculares e pressão sanguínea elevada.

 

Afinal tenho mesmo que fazer algumas mudanças na forma como encaro a vida.

Gordura ou quase formosura?

06.07.17, Triptofano!

Trabalho num local simpático e amigável com pessoas de todas as formas e feitios. Há pessoas baixas e outras altas, mais magrinhas ou mais gordinhas, homens e mulheres; mas todos têm uma coisa em comum.

 

São opinativas.

 

E ao que parece o hot topic desta season é o quão barrigudo eu estou. E não, eu não pedi a opinião de ninguém sobre o meu perímetro abdominal mas ao que parece toda a gente está interessadíssima em partilhar a sua opinião comigo.

Claro que eu poderia ficar aborrecido mas ainda compreenderia se houvesse uma preocupação acerca dos riscos de desenvolvimento de doença metabólica devido à minha gordura abdominal.

Mas não, simplesmente é o facto de já estar nos meus trinta e não devia estar assim tão barrigudo porque depois é mais difícil de perder e que a roupa já nem me fica bem e que se houvesse uma epidemia de raptos alienígenas nem estes me iam querer.

 

Uma pessoa tenta ignorar e passar à frente mas são coisas que quer se queira quer não moem e deixam marcas.

 

E eu penso seria mais feliz se fosse mais magro?

Ou estarei realmente demasiado gordo e essa gordura está a tirar saúde ao meu corpo e a afectar a minha felicidade?

 

Sou totalmente a favor do body positivity mas não quero comprometer os meus 20% de felicidade a mais por 10% de peso extra.

Porquê escrever um blog?

05.07.17, Triptofano!

Quando era mais novo tinha um blog no qual me divertia a escrever coisas leves e que eu considerava interessantes ou engraçadas. Naquele tempo a blogosfera ainda era do tamanho dum Sistema Solar e havia muita camaradagem entre os colegas blogueiros. Pessoas que nunca tínhamos visto mas que estavam lá para nos apoiar ou para nos contrariar ou simplesmente para marcar presença.

E foi por causa dessa rede de apoio que tantos anos depois decidi voltar a esta espécie de diário virtual.

Embora a blogosesfera tenha expandido para o tamanho duma Galáxia acredito que ainda seja possível entrar em contacto com pessoas que se identifiquem com a nossa caminhada, pessoas que nos ajudem a ir mais longe ou que simplesmente queiram partilhar a sua história.

Escrever um blog é uma forma de me comprometer perante os outros. Outros que não sei quem são e talvez nunca venha a saber. Se fizesse apenas para mim, é triste dizê-lo mas provavelmente desistiria muito mais rapidamente. Mas se o fizer por aquela pessoa que lê o blog e até nem diz nada terei mais forças para ser bem sucedido.

Poderão dizer que é um mau principio este. Mas para mim o mais importante é não parar precisamente no princípio.

Como sei que não sou feliz?

05.07.17, Triptofano!

Esta poderia ser uma pergunta filosófica.

A felicidade é algo imaterial, não é palpável, por isso definir um estado de espiríto é uma tarefa complicada, controversa e muito própria de cada um de nós.

Então porque assumo que não sou feliz?

Primeiro porque o meu corpo grita-me todos os dias que poderia ser mais feliz. Estou constantemente doente, situações ligeiras é verdade, mas tantas constipações, dores de garganta e ataques de alergia parecem-me um sinal mais que evidente de que o meu corpo não está de todo feliz.

Além da falta de energia. Estar sempre cansado. Não ter motivação para coisa alguma. Passar o dia sentado a ver televisão e chegar ao fim do dia amargurado por não ter feito nada de diferente. Mas não conseguir fazer nada de diferente. Acordar todos os dias com esperança de ser um dia novo e emocionante mas a rotina acordar-nos para a realidade mesmo antes da hora do almoço.

Ter inveja da vida perfeita que os outros escarrapacham nas redes sociais. Provavelmente não é sequer perfeita mas ter inveja não me parece um sinal de alguém feliz.

Já pensei se não estaria deprimido. Mas honestamente acho que simplesmente não sou feliz. E não há nenhum comprimido mágico que vá resolver esse problema.