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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

13
Fev18

1001 Noites numa Noite Só


Olá!

 

Já há algum tempo que guardava em mim umas saudades de aqui vir!

 

Mentira. Vim à força porque o Trip me obrigou. Mas, como é Carnaval, ninguém leva a mal :’)

 

Ontem, para celebrar o aniversário de uma amiga nossa, fomos conhecer o mundo escondido dos novos restaurantes de Lisboa. E como as coincidências são já muitas nos últimos tempos, entre restaurantes escolhidos e os destinos de férias pelos quais optamos, ontem, a nossa amiga escolheu o restaurante “1001 Nights Iranian Restaurant”, ficando claro que visitar o Irão é já um dos nossos objetivos há algum tempo.

 

Com respeito ao restaurante, bem escondido ali para os lados do Areeiro, tem um ar simples, decorado com motivos persas e os donos - de Teerão e de uma cidade-mais-pequena-que-não-fixei - encerram em si uma simpatia e um saber-receber típico daquela zona do globo que é partilhada ora em inglês, ora em português.

 

Quanto à comida, começámos com um naan. O que achámos que iria ser uma agradável surpresa foi, na verdade, um desastre. Com medo que tal nos penhorasse o jantar, achámos que o facto de os naans serem ali tortillas pudesse indiciar o fiasco em que se iria tornar a refeição. Mas, por acaso, até não… Só o naan é que estava deslocado!

 

Como nenhum dos quatros convivas tinha alguma vez experimentado comida iraniana, optámos por pedir entradas e pratos para dividir.

Para acompanhar o nosso naanilla, optámos por um Mast Bademjan que o mesmo é dizer uma excelente Beringela fumada com alho, molho de iogurte, “cremoso e saboroso” e nós atestamos. O falafel, que dispensa apresentações, estava também magnífico. Mas as naanillas com a beringela… Hummmm!

 

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Como pratos principais – igualmente para dividir – pedimos Koobideh, Joojeh e Chenjeh. Três preparados de carne (semelhantes aos Koftas de toda a região do Médio Oriente) bastante deliciosos e todos parte de um só prato. Pedimos também um prato de perna de cordeiro –  Baghali Polo ba Mahicheh – cuja estrela, para mim, era o arroz. O arroz de aneto que o acompanhava era absolutamente delicioso: com aneto qb (que nós em Portugal pouco usamos, mas que tem um potencial aromático incrível) e manteiga mais do que qb (e nós adoramos!).

 

Pedimos ainda o Khoresht, uma espécie de ensopado iraniano, mas, quanto a este, pouca história para contar. Neutro, com arroz e molho.

 

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Menu étnico que se preze deve ter igualmente bebidas étnicas que se prezem. E nós fomos optar pelas duas do menu: Doogh, uma espécie de lassi salgado, e ainda uns copos de Tokhm Sharbati (que tinha uma semente com o mesmo nome, semelhante à chia). O primeiro salgado e o segundo doce.

 

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Para a sobremesa, não pudemos fugir muito da já customeira Baklava que foi uma das opções disponíveis. O gelado – Bastani Sonati – revestiu-se de algumas particularidades fruto da inclusão do açafrão, água de rosas e do pistacho num gelado. Apesar de diferente, acabou por se revelar igual a muitos dos sabores a que já estamos habituados.

 

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Genericamente, a refeição foi agradável com alguns momentos de descoberta. No final, a dona, que identificou o meu gosto pela culinária, ainda me falou de um outro prato – o Abgoosht - que ali não servem mas que se faz num Dizi que tem exposto e que é uma espécie de estufado de grão e cordeiro que servirá como mote para voltar 😉

 

O Cara-Metade

 

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1001 Nights Iranian Restaurant Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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