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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

15
Jul18

O dia em que mais vergonha tive de mim mesmo


Estava sentado no autocarro, perdido num daqueles jogos de fazer combinações, na esperança do tempo passar mais depressa enquanto não chegava ao meu destino.

 

Algo faz-me desviar os olhos do pequeno ecrã do telemóvel.

Um senhor pergunta a uma senhora se vai sair na próxima estação. Ela diz que não, e perante esta resposta ele começa a reclamar pelo facto de ela estar a impedir a saída dos outros.

 

É que não lhe pediu para ela se afastar, ou para trocar de lugar com ele, simplesmente começou a rosnar uma data de coisas, mas nada que fosse ofensivo, apenas extremamente antipático.

 

Porém sentia que aquilo não iria ficar por ali, por isso mantive a minha atenção focada no par, ele continuando a reclamar, ela maioritariamente muda, dando apenas uma tímida resposta que eu tivesse ouvido.

 

Até que o autocarro para e abre as portas. O senhor começa a sair, e no alto da sua arrogância vira-se para a senhora e diz:

 

Vê-se mesmo que és preta!

 

E enquanto as palavras ainda flutuam dentro do autocarro salta para o passeio e muito calmamente ruma ao seu destino.

 

Fiquei parado. Estático. Sem acreditar no que tinha ouvido.

 

As portas do autocarro fecharam-se e ele arrancou, e eu percebi que uma sensação de vergonha gigantesca tinha subido naquela paragem e colado-se ao meu corpo.

Vergonha por ter visto toda a cena e não ter dito nada.

Vergonha porque podia ter-me levantado e gritado ao senhor que fosse para o Inferno.

Vergonha porque vi alguém a ser maltratado por uma característica intrínseca à sua pessoa e devido ao meu silêncio de certa forma ter compactuado com o abuso.

 

Ninguém naquele autocarro disse algo sobre a situação. E tenho a certeza que não fui eu o único a ouvir aquela barbaridade.

 

A senhora permaneceu muda, com duas crianças pequenas a brincar ao pé das suas pernas. Crianças que mereciam ser protegidas da maldade que habita este mundo e não expostas a ela numa singela viagem de autocarro.

 

Ela tocou no botão de Stop, para sair na próxima paragem. Não era a minha.

 

Senti o corpo colar-se-me ao banco, mas soube que se não o fizesse nunca mais conseguiria olhar-me nos olhos. Levantei-me e aproximei-me dela. Perguntei se estava bem e pedi-lhe desculpa, desculpa por ter de ouvir uma coisa daquelas.

 

Ela sorriu-me e disse que não havia problema, que estava tudo bem. Mas eu sabia que não estava.

 

Por mais que a nossa capa seja dura, que a nossa armadura não enferruje, que estejamos prontos para todas as batalhas, dói sermos humilhados por uma característica nossa, que alguém pega e considera que é inferior e desprezível. Dói quando alguém nos cospe na cara que somos pretos, que somos gordos, que somos gays, que somos velhos.

 

Esta história não tem como objectivo apontar o racismo que existe escondido por detrás de sorrisos inclusivos, como foi um branco a criticar um preto podia ser um preto a criticar um asiático, ou um indiano a criticar um paquistanês, ou um ucraniano a criticar um finlandês.

O relevante não é a característica do agressor e a do agredido, é o facto de haver pessoas que se acham superiores a outras e por isso pensam ter o direito de as esbofetear verbalmente.

 

Por pior que tenha sido o dia de alguém, por mais desgastante que seja a sua vida ou que esteja consumida por uma doença que não a larga, ninguém, mas ninguém tem o direito de humilhar outra pessoa.

Temos todas as nossas diferenças, mas no fim estamos em pé de igualdade, porque somos todos seres humanos.

 

Quando chegou a minha estação saí com lágrimas nos olhos.

Esperançoso olhei para dentro do autocarro à espera de ver que a vergonha tinha seguido caminho. Mas há coisas que simplesmente não deixamos tão facilmente para trás, e esse dia vai ficar marcado na minha memória como aquele em que podia ter dito algo, mas preferi a segurança da minha bolha.

 

E se fosse comigo? Não teria eu gostado que alguém me tivesse defendido?

 

14
Jul18

Socorro! 15 dias Sozinho!


Hoje o cara-metade partiu em viagem para a Hungria, deixando-me sozinho com as porcas a cuidar da casa.

 

Apesar de obviamente ir sentir saudades dele, encarei esta temporária separação de forma completamente pacífica, muito ao contrário dos meus amigos e família que parecem estar convictos de que não tenho as capacidades necessárias para sobreviver sem ajuda externa.

 

Claro que fico muito feliz com a preocupação alheia, mas não será estranho ter recebido propostas de imensa gente para ir jantar a casa deles, ou me levarem comida, ou telefonarem-me todos os dias para não me sentir sozinho, quando já tenho mais de trinta anos de idade?

Até a minha sogra se disponibilizou a vir ter comigo caso eu precisasse, o que é realmente amoroso, mas ela vive na Guarda!!!

 

Mas o extremo da preocupação, ou direi, da falta de confiança em eu conseguir sobreviver 15 dias sem o cara-metade, é a minha mãe.

 

Hoje, ainda nem eram 8 horas, telefona-me ela:

 

Então filho, o cara-metade já se foi embora?

Sim mãe, já apanhou o avião!

Então, quando é que vens cá para casa e trazes as porquinhas?

Já te disse que vou ficar em minha casa mãe, mas obrigado pela preocupação.

Mas e a comida?

Tenho uma Bimby por alguma razão mãe!

Mas de certeza que vais comer?

Sim, não tenciono jejuar durante duas semanas.

E as compras?

Tenho um supermercado ao pé de mim e o Colombo a cinco minutos a pé!

Mas e sabes fazer as compras?

Tenho um curso superior mãe, acho que não vai ser assim tão complicado.

Então e quem é que vai limpar a casa?

Já és tu que nos limpas a casa mesmo quando o cara-metade está cá!

Ah pois, e a roupa?

Também és tu que nos lavas a roupa...

Sim mas como é que a vais trazer? 

De comboio mãe.

Era mais fácil quando ele cá estava, vinhas de carro e não te cansavas.

Não te preocupes, o exercício faz-me bem!

E não te vais sentir sozinho?

Tenho as porquinhas...

Mas elas não são como um cão ou um gato!

Tenho o trabalho, televisão, Internet, natação, amigos, relaxa...

E o sexo?

Hummm..............não vai haver!!

Duas semanas?

Sim duas semanas!

Olha, usa o vibrador azul que tens na gaveta. Não passes fome!
ADEUS MÃE!

 

13
Jul18

Código Promocional Zomato Gold


Como já devem ter reparado 90% dos últimos posts tem sido acerca de comida.

 

É verdade que eu adoro comer, mas a minha alegria em encher o bandulho é directamente proporcional à minha falta de memória. Por isso, o escrever aqui no blog onde fui, o que comi, se apanhei uma intoxicação alimentar ou se fiquei a sonhar eroticamente com aquele gelado de limão, é uma forma de me lembrar das experiências que tive.

 

Não há nada mais frustrante que alguém me perguntar o que achei daquele restaurante indiano que calhei comentar há meio ano atrás e não me lembrar de nada, nem do nome, nem de onde fica, nem do que comi ou se os empregados de mesa eram jeitosos ou assim-assim.

 

Escrever no blog é como se fosse um diário alimentar, e o acto de passar da recordação para o digital serve tanto para a comida, como para as viagens ou para os cremes.

 

Quem não anda muito satisfeito com esta minha veia de explorador gastronómico é o cara-metade, que começou a ver um desfalque perigoso na conta bancária de tantas saídas para jantar e brunchar e petiscar e afins.

Por isso, ele como namorado querido e prevenido ofereceu-me o Zomato Gold.

 

Ora o Zomato Gold para quem não sabe é um serviço pago que permite que em restaurantes seleccionados possamos ter um segundo prato de graça ou, novidade deste ano, na compra de duas bebidas, a oferta de outras duas.

 

Confesso que nunca gostei muito destas modalidades de desconto, porque já tive experiências menos boas em que me olharam de lado por usufruir de uma oferta (se o restaurante não quer oferecer então não se inscreva...) ou quando é preciso reservar com antecedência incrivelmente nunca há vagas.

Como com o Zomato Gold basta depois de nos sentarmos e antes de sermos servidos mostrar a aplicação no telemóvel resolvi dar-lhe uma oportunidade, com a certeza que a primeira pessoa que me franzir a testa quando lhe disser que sou Gold vai ser alvo de queixinhas minhas aqui no blog!!!

 

Como eu e o cara-metade somos um bocado nabos no que toca a descontos e códigos promocionais, não sabíamos que havia a possibilidade de termos um desconto extra na subscrição, usando-se para isso um código de referenciamento.

 

Por isso quem quiser subscrever o Zomato Gold pode usar o meu código de referenciamento e beneficiar de um desconto de 25%, sendo que eu também recebo algumas regalias por usarem o meu código (uma verdadeira win-win situation!).

 

Podem saber mais na página do Zomato Gold e se quiserem beneficiar do desconto de 25% basta usarem o código de referenciamento

 

TRIPTO

 

Quando usar pela primeira vez o Gold eu digo-vos como foi, para saberem se correu tudo às mil maravilhas ou se tive de ameaçar atirar o telemóvel à cabeça de alguém!

 

Código Promocional Zomato Gold

 

12
Jul18

Sinal de GPS Perdido


Sabem quando vão a conduzir e o GPS diz-vos que o caminho mais rápido para o vosso destino é uma estrada secundária assim meio que abandonada?

E quando dão por ela já estão no meio de nenhures cercados de cabras e mesmo assim o aparelhómetro insiste em mandar-vos para o meio de um monte de silvas?

E quando finalmente admitem que provavelmente houve um engano qualquer e não era suposto estarem ali e param o carro é quando ouvem a irritante mensagem Sinal de GPS Perdido?

 

Pois bem, é assim que eu me sinto, como se o sinal do meu GPS interior tivesse emigrado para a Lua. 

 

Talvez seja uma crise dos trinta, mas neste momento não tenho certezas nenhumas em termos laborais.

 

Não é que desgoste do que faço de momento, mas não sei se é realmente isto que eu quero fazer para o resto dos meus dias.

Mas depois também não sei o que é que eu quero realmente fazer!

 

Estarei mais inclinado para continuar a trabalhar por contra de outrem ou o meu destino é ter o meu próprio negócio? Será que serei mais feliz com uma ocupação que me permita laborar em casa ou andando de um lado para o outro qual nómada dos tempos modernos?

 

Será que devo voltar a estudar?

Algo me diz que sim, mas as pós-graduações na minha área são maioritariamente tão aborrecidas que me dá sono só de pensar nelas. Nas outras áreas existem temas que puxam por mim mas não tendo um background académico apropriado seria um tiro no pé! 

 

Se calhar o melhor seria voltar a fazer um curso universitário, de forma a ter mais opções de escolha.

Mas voltar para a faculdade também é algo que não me seduz totalmente, por um lado é como se fosse dar um passo atrás depois de tudo o que sofri para acabar o meu curso, por outro todo o ritmo universitário parece que já não se coaduna com a minha pessoa!

E o dinheiro? E o tempo? E a vida pessoal? E conseguir conjugar com o emprego actual?

Não posso simplesmente despedir-me e esperar que algum anjo caridoso desça dos céus para me sustentar.

 

Mas e se voltasse para a faculdade, escolheria uma coisa que me desse prazer ou algo que me trouxesse a possibilidade de ganhar mais dinheiro do que aquele que ganho de momento de forma a melhorar a minha qualidade de vida?

 

Ou será que devia optar por algo em que eu realmente fosse bom e aperfeiçoar-me nessa área?

 

Só que no que é que eu sou bom?

 

É que há pessoas que parece que nasceram para certas áreas, e eu sempre senti que era bom em muita coisa mas não era excepcional em nada. Uma espécie de mediocridade vocacional mas que me permite safar no mercado de trabalho.

 

Às vezes questiono-me ainda se o meu caminho não é este que eu estou a trilhar de momento, que aquilo em que eu sou bom é no que eu faço presentemente, e que devia deixar de ter dramas existenciais e obrigar-me a ser feliz e grato por ter um trabalho que me paga as contas.

 

Mas  não queria nada que fosse este o meu destino. Melhor, não queria nada que esta fosse a única viagem pela qual a vida me levasse.

 

Sinal de GPS, volta por favor!

11
Jul18

Pastilhas Elásticas de Carvão Activado - Curaprox


Chew for White é o slogan das novas pastilhas elásticas da Curaprox com carvão activado, que prometem um sorriso mais branco através da mastigação de pastilhas de cor preta, cor esta conferida pelo carvão activado presente na sua composição.

 

Estas novas pastilhas veganas, sem açúcar e com sabor a limão proporcionam um branqueamento natural graças ao carvão activado que adsorve as partículas responsáveis pela descoloração dos dentes sem danificar o esmalte dentário. Ao contrário de outros produtos mais abrasivos que existem no mercado, as pastilhas Black is White não causam sensibilidade dentária.

 

Além de branquearem, também cuidam e protegem, graças a três compostos. A hidroxilapatite, que forma uma camada protectora sobre o dente, remineralizando-o naturalmente; o xilitol que fortalece os dentes prevenindo o aparecimento de cáries; e a enzima glucose oxidase que proporciona uma flora oral equilibrada, impedindo que haja um aumento descontrolado de bactérias nefastas para a nossa dentição.

 

Por isso já sabem, se quiserem ter dentes branquinhos é começar a mastigar estas pastilhas!

 

Pastilhas Elásticas de Carvão Activado

 

11
Jul18

Kin ou um Dragão na Mouraria


No need to worry, you will have everything you need!

 

Foi esta mensagem que me calhou quando abri o meu biscoito da sorte no restaurante Kin e que me fez ficar totalmente convicto de que mais dia menos dia vou ganhar o Euromilhões ou descobrir que um tio-avô que nunca conheci me deixou uma fortuna em barras de ouro.

 

Se há uns anos atrás me dissessem para ir jantar ao Centro Comercial Martim Moniz eu provavelmente sorria educadamente e fingia que tinha tido um ataque de diarreia.

Hoje em dia, graças à reabilitação da zona que a tornou muito mais apelativa para locais e turistas, mesmo que estivesse com um ataque de diarreia eu bebia um litro de chá de folha de marmeleiro e punha-me a caminho.

 

É no sexto piso do C.C.M.M. que fica o Kin, um restaurante de sabores orientais.

A sua presença é sinalizada com luzes néon vermelhas eléctricas, e quando dobramos a esquina é quase impossível não ficarmos com a boca aberta de espanto.

 

Com uma decoração extraordinária, o Kin remete-nos para um ambiente de bar chinês assim meio que ilegal, não me espantando nada se num canto houvesse uma mesa de blackjack ou um grupo a jogar animadamente aos dados, mas com todo o requinte e polimento que um restaurante de topo precisa.

Mas o que salta logo à vista é o colossal dragão que desce dos céus e ocupa grande parte do espaço, fitando-nos ao desafio, provavelmente pensando se nos lança ou não uma labareda.

 

Kin

Kin

 

Antes de falar da refeição em si tenho que deixar já aqui assente uma coisa.

O atendimento que recebi no Kin foi dos melhores, se não o melhor atendimento em local de restauração que tive nos últimos meses. A jovem que nos atendeu foi espectacular, tinha o equilibro certo entre simpatia, cuidado, dedicação e sentido de humor, e isso eleva o espaço a um patamar completamente diferente.

 

Relativamente à refeição, este restaurante foi o melhor exemplo de como é que pessoas que vão juntas jantar conseguem ter todas elas uma impressão diferente da refeição.

 

Para mim foi tudo maravilhoso, espectacular, divinal. Para uma amiga que nos acompanhou, a pontuação foi 2 em 3. Para o cara-metade, infelizmente o resultado final foi um 1 em 3. E isto tudo por causa das nossas escolhas individuais.

 

Mas deixem-me elucidar-vos sobre o assunto.

 

Começámos com umas entradas, uns Bao Porco, com molho Hoisin, e uns Bao Wasabi, que além do wasabi tinham hortelã e cebola crocante.

Kin

 

Os de porco eram fantásticos, estive a um passo de pedir mais meia dúzia de tão bons que eram; os de Wasabi eram muito saborosos mas o wasabi só se sentia no fim, de uma forma mais despercebida.

Explicaram-nos que no início punham uma quantidade muito maior, mas devido às queixas que receberam tiveram de diminuir a quantidade do tempero.

Já sabem como são os tugas, querem comer coisas diferentes em locais diferentes mas que não sejam assim tão fora do normal a que estão habituados.

 

A acompanhar as entradas chegaram os mocktails, e aqui foi consensual, eram de beber e chorar por mais. Para a nossa mesa veio o Tiger's Love, com laranja, gengibre e alecrim, e o Panda's Dream, com jasmim, chá verde, canela e lima kaffir. Para quem apreciar também há cocktails, sendo os cock e os mock acompanhados pelo belo do biscoito da sorte.

Kin

Kin

Kin

 

No prato principal a minha onda de boa sorte continuou com um Bobun, uma salada fria vietnamita com soja, cebolinho, massa de arroz e spring rolls vegetarianos, à qual adicionei frango. Mais uma vez o molho picante anunciado não era assim muito picante, por isso não tenham medo da malagueta que figura no menu e escolham esta salada.

A nossa amiga lançou-se num caldo de camarões, lulas, amêijoa e massa de arroz, chamada Tom Yum, que estava um espanto.

Kin

Kin

 

O cara-metade, que se encontrava entusiasmado depois da entrada, viu a sua sorte diminuir quando pediu o Crying Tiger, um naco da vazia grelhado com molho tigre e arroz thai perfumado.

 

O prato estava muito bem confeccionado, disso não havia dúvida alguma, mas além de estar ligeiramente frio na parte mais externa do naco (talvez tenha ficado algum tempo à espera dos outros pratos antes de ser servido), enquanto o meu prato e da nossa amiga tinham uma quantidade muito generosa de comida, o dele ficava um bocadinho aquém. Faltava algum acompanhamento extra, uma salada ou uns legumes de forma a aconchegar melhor a vista e o estômago.

 

Kin

 

Na sobremesa tanto o cara-metade e a nossa amiga ficaram decepcionados com o Creme Brulee de Erva Príncipe, não pelo facto da sobremesa estar má, que não estava, mas porque não se sentia o sabor da erva príncipe que seria o elemento de novidade a um doce tão conhecido por todos. Ou seja, o creme brulee estava muito bom, só que prometeu e acabou por não cumprir.

Eu, novamente bafejado pela sorte, delirei com um Bolo Esponjoso Pandan com Sorvete de Yuzu, que vinha acompanhado com um crocante de amêndoa. Alertaram-me para comer todos os elementos juntos, porque o yuzu poderia ter um sabor demasiado ácido, mas para mim se fosse ainda mais ácido melhor seria. Todos juntos, separados, uns em cima outros em baixo, esta sobremesa foi uma apoteose na minha boca.

Kin

Kin

 

No fim demos o nosso feedback à jovem que tão bem nos atendeu, e mais uma vez percebemos que estava ali um atendimento de excelência. Falou connosco, quis perceber o que correu menos bem e o que poderiam melhorar, e ficámos a sentir que havia ali uma real atenção para com o cliente.

 

Certamente vou voltar ao Kin, e se for um dia em que não estiver a sentir-me com vontade de arriscar pelo menos já sei quais são as escolhas vencedoras para uma refeição formidável!

 

Kin Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

10
Jul18

10 Coisas que eu espero conseguir fazer neste Verão


Primeiro que tudo, quando é que alguém vai processar a Maria Leal? É que aquela canção dela sobre o Verão ter chegado acho que espantou o dito cujo, que isto está um frio aqui para os meus lados que nem imaginam.

 

Muito Obrigado Filipe e Muito Obrigado Alfa por me terem desafiado a responder a esta tag de Verão. Espero que as minhas respostas não vos desiludam!

 

Regras da Tag:

 

  • Agradecer a quem o nomeou, fazendo uma ligação para o blogue em questão;
  • Fazer uma lista de dez coisas que gostaria de fazer - e que sejam exequíveis - este Verão!
  • Nomear cinco bloggers para fazer o mesmo.

 

Dez coisas que eu espero conseguir fazer este Verão

 

1- Passar uma noite inteira a ouvir a canção do Toy - Coração não tem idade

 

Vou beijar,vou dançar

Vou hum hum até me cansar 

Toda a noite, toda a noite

Vou beijar, vou cantar

Vou hum hum até me cansar 

Toda a noite, toda a noite

 

2 - Dar-lhe forte na Bimby e fazer muitos gelados e granizados (especialmente um de limão com vodka que estou mortinho para experimentar)

 

3 - Dar paz à Bimby durante um dia e comprar um litro de gelado no supermercado e enfardá-lo todo enquanto vejo um reality show qualquer na televisão

 

4 - Não acordar sistematicamente às quatro da manhã em modo zombie e com os olhos cheios de remelas porque a ranhosa de uma melga decidiu que não me ia deixar dormir. É que se ela quer picar que pique, mas que não faça um cagaçal de todo o tamanho a anunciar que o vai fazer.

 

5 - Estourar 20 euros numa quermesse de uma terrinha qualquer, na esperança que me saia uma rifa premiada e possa passar a ser o orgulhoso detentor de um pato de cerâmica, um must have de decoração de qualquer casa que se preze.

 

6 - Fazer um cartaz a dizer Ana Malhoa Sobes-me a Temperatura, colocar na janela de casa e tocar à campainha do vizinho do terceiro andar que é pivot na CMTV. Finalmente vou ser reconhecido como fã número 1 da Diva Portuguesa.

 

7 - Ir à praia e não apanhar um escaldão. Sou aquele tipo de pessoa que passa do branco para o vermelho, não havendo tom intermédio, mesmo gastando uma embalagem de protector solar por dia. Equaciono seriamente a hipótese de ir de burka apanhar banhos de sol.

 

8 - Nadar nuzinho no oceano. Se ainda não o fizeram não percam mais tempo. É uma sensação espectacular.

 

9 - Melhorar a minha média semanal de relações sexuais, que isto anda assim um bocadinho para o fraco. Se me apetece o cara-metade está cansado, se apetece ao cara-metade eu estou a dormir, ou de barriga cheia, ou a escrever no blog ou já tomei banho e não vou voltar para lá tão cedo. Pode ser que isto com as hormonas do Verão vá lá!

 

10 - Sobreviver. O cara-metade vai 15 dias para a Hungria num projecto internacional e eu vou ficar sozinho com as porcas. Se porventura virem neste blog um apelo desesperado contra a desnutrição já sabem que sou eu que estou a passar fome, por isso todos os tupperwares com comidinha caseira serão bem vindos!

 

 

E agora os nomeados para responder a esta tag

Terminatora

Leandro

Charneca em Flor

a dESarrumada

Genny

 

 

09
Jul18

O mundo encantado dos cereais


Quando era pequeno os únicos cereais que entravam em minha casa eram o Nestum de Mel para a minha pessoa e o Nestum de Chocolate para o meu irmão.
 
Por alguma razão que ainda hoje desconheço, a minha mãe abominava todos os outros cereais. Uma simples menção a umas inofensivas Estrelitas ou a uns supostamente saborosos Chocapic eram suficientes para a fazer revirar os olhos e untar-nos com água benta para nos tirar o demónio do corpo (metaforicamente falando claro!).

Quando cresci e me tornei ligeiramente independente (não nos podemos considerar totalmente independentes se a nossa mãe ainda nos lava a roupa pois não?) pude comprar todos os cereais que eu quisesse, mas como normalmente acontece, agora que já não me era negado o acesso os cereais tinham perdido uma grande parte do seu encanto.
 
Verdade seja dita que se fosse fácil encontrar cereais como os Unicorn Froot Loops a história seria outra, e muito provavelmente a minha pirâmide alimentar seria mais uma recta, sendo constituída toda ela de cereais açucarados multi-cores.
 
Como não era fácil, pronto, tornei-me um adulto de pão e manteiga.
 
Mas isso foi até agora, porque após visitar o Pop Cereal Café a minha paixão cerealística renasceu qual Fénix das cinzas.
 

Pop Cereal Café

 

Bem no coração do Bairro Alto, o Pop Cereal Café reúne duas temáticas pelas quais sinto grande apreço, os cereais e a Pop Art. Confesso que ainda equacionei se conseguiria roubar a fantástica pintura das vacas, mas era logisticamente difícil.
 

Pop Cereal Café

 

 
Ao entrar no Pop Cereal preparem-se para receber centenas e centenas de estímulos, alguns provenientes da decoração, mas a maior parte vindo das coloridas caixas de cereais que decoram o espaço e que estão à espera de serem escolhidas para alimentar as barrigas mais exigentes.
 

Pop Cereal Café

Pop Cereal Café

 

 
Há a possibilidade de criarem a vossa combinação, escolhendo entre cereais nacionais ou internacionais, se querem leite ou uma bebida vegetal, com ou sem gelado, adicionar toppings..., um sem fim de opções.
 
Depois para aquelas pessoas como eu que são extremamente indecisas e que tem a tendência de ficar 45 minutos só a tentarem perceber se querem o tamanho pequeno ou grande, já há combinações pré-definidas.
 
Eu atirei-me a um ForFruity Frootloopers, composto por Froot Loops, Rice Krispies, Mini Marshmallows, morango desidratado, topping de morango, bolacha belga e gelado de nata. O cara-metade enterrou a cara num Heaven is Made of Chocolate, com Lucky Charms de chocolate, Crunch, Chocapic recheados, Mini Oreos, topping de chocolate e bolachas de chocolate crocante.
A acompanhar cada taça uma garrafinha personalizada de leite frio, que é para não empapar os cereais. Porém, se quiserem muito, eles também vos o aquecem!
 

Pop Cereal Café

Pop Cereal Café

 

Não provei nenhum FreakShake, mas que fiquei com vontade de experimentar fiquei, visto que tem um aspecto assim pecaminosamente delicioso. O que estava muito bom era o mocaccino, apesar de ter achado que era um nadinha mais pequeno do que aquilo que estava à espera.
 
Apesar do atendimento ter sido extremamente simpático e nos terem posto à vontade para esclarecer qualquer dúvida, senti que havia um bocadinho de fricção entre os dois empregados presentes na loja. Não que fosse o suficiente para criar mau ambiente, mas às vezes certas tensões conseguem influenciar a vibração energética geral, e isso é algo que se deve evitar ao máximo acontecer.
 
Numa zona dominada pelas caipirinhas XXL que congelam as mãos incautas, é uma lufada de ar fresco este café repleto de cereais.
 
Talvez um dia, em vez de irmos para uma interminável fila comer bolos às quatro da manhã para recuperar energias, nos possamos sentar tranquilamente a devorar uma taça de cereais num pequeno-almoço muito matutino!
 
 

Pop Cereal Café Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

09
Jul18

Eu fui ao Sumol Summer Fest


Ir ao Sumol Summer Fest é sentirmos-nos idosos por sermos das poucas pessoas a quem não pedem o documento de identificação para comprar uma cerveja.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é perceber que o tráfico de droga em Portugal deve ter crescido 2000%, porque na nossa altura não era fácil encontrar erva e agora tudo o que é criança acima dos 14 anos fuma descansadamente o seu charro, ou isso ou estão a inalar óleos essenciais de louro e rosmaninho.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é ficar com ar de cu quando o nosso sobrinho adoptado nos pede veemente para tirar uma foto com um tipo qualquer a quem ele se alapou, e que nós temos a certeza que nunca vimos na capa da Caras nem da Maria, e depois descobrimos que é um Youtuber que ganha mais por mês do que nós num ano.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é fazer o nosso melhor para vibrar com um cartaz onde ouvimos remotamente falar de uma pessoa e o resto nem sabíamos que existiam.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é como nos filiarmos num partido anárquico, já que constantemente ouvimos um Fuck the Police, e um bando de crianças que provavelmente todo o inglês que aprenderam foi com o Noddy a gritarem descontroladamente em resposta, agitando ferozmente ao alto os seus copos biodegradáveis.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é como estar num comício da ONU, onde se fala de imigração, de diferenças raciais, de perseguição a minorias, tudo num tom exaltado que tem como objectivo fazer com que a nova geração se lance nos seus instagrams e tweeters com hashtags em prol da igualdade e da não violência.

 

Ir ao Sumol Summer Fest é perceber que os artistas podem ter a melhor das intenções, mas que esta juventude virtual-dependente domina o boomerang e as técnicas de edição do photoshop, mas não tem a mínima noção de política internacional nem de história de conflitos étnicos, e apesar de gritar enraivecidamente a favor dos refugiados ou de jurar a pés juntos que a vida no gueto it's the real deal, quando os papás os vierem buscar para os levarem para o conforto das suas casas, a única coisa que se vão lembrar no dia seguinte é que deviam ter caprichado mais na roupa que levaram ao festival porque aquela foto espectacular do Instagram ainda só vai com 120 likes.

 

Sumol Summer Fest

 

 

08
Jul18

Se o mundo fosse perfeito....


Se o mundo fosse perfeito, hoje quando estava na fila no supermercado para pagar as minhas compras, tudo tinha acontecido de forma diferente.

 

Encontrava-me eu perdido nos meus pensamentos sobre como as porcas-da-índia me estavam a levar à falência devido à quantidade abismal de legumes que comem, quando começa a entoar a música da Anitta, Sua Cara.

 

Numa fracção de segundo inicio um lip sync de arrasar e reparo que a menina da caixa, enquanto pesava a melancia do cliente que estava à minha frente, entregou o corpo à batida e está também ela a dar-lhe forte no lip sync.

 

Num mundo perfeito eu tinha fitado a moça olhos nos olhos, e enquanto lançava folhas de couve à minha volta em toda uma entoação dramática, começaríamos num dueto para alegria e rejubilação de todos os clientes daquela superfície comercial - mas não se equivoquem, eu seria a Anitta e ela o Pablo Vittar, que se alguém tem que ser a Diva popozuda esse alguém serei eu, ok?

 

Infelizmente o mundo não é perfeito, por isso acabei por terminar a minha muda cantoria fitando o chão, num misto de timidez, vergonha e frustração por não ter a coragem de me deitar em cima da passadeira das compras enquanto esfregava sensualmente uma alface na minha zona púbica....

 

O Leitor Decide

 

 

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