Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

14
Nov18

Síndrome da Bruxa da Casa de Doces


Eu e o Cara-Metade, depois de fazermos zero exames e não termos reunido o consenso de nenhuma comunidade científica (quer dizer, eu até que posso dizer que sou assim ligeiramente científico por ser farmacêutico não?) descobrimos que padecíamos da Síndrome da Bruxa da Casa de Doces.

 

Isto porque somos completamente fascinados por fornos de lenha. 

 

Não é que esteja nos nossos planos raptar criancinhas para as engordar com queques de aveia integral para depois as marinarmos em molho de soja e enfiarmo-las dentro de um forno de lenha - simplesmente a bruxa é uma metáfora para o forno, tudo o que sai dele são os doces e nós somos as criancinhas que estão a um passo de ficar obesas (ficaram convencidos? é que não me lembrei de uma explicação melhor....).

 

Quando dos Açores chegam uns amigos também detentores da Síndrome da Bruxa da Casa de Doces a única coisa a fazer é encontrar um local que tenha um forno de lenha e esse local foi o La Figata, uma "pizzeria" em Benfica.

 

Com uma decoração minimalista e simplista, mas muito bem conseguida, há uma sensação de bucolismo que invade o restaurante, muito por causa do crepitar do forno de lenha que nos promete uma refeição de conforto.

 

No passado já tinha visitado este estabelecimento e foi uma facada no coração quando na altura ao pedir como entrada um pão de alho me serviram uma carcaça barrada com manteiga de alho.

 

É como se fossemos a uma sex-shop e saíssemos de lá com um pepino e uma recomendação simpática para nos desenrascarmos.

 

Simplesmente não faz sentido.

 

Desta vez, depois de ter rezado baixinho, fiquei contente por ver que o pão de alho tinha sido feito com massa de pizza.

 

Pedimos um com tomate cereja e um com chourição, e apesar de não estarem maus não surpreendiam, faltava-lhes algo que os conseguisse elevar a um nível superior.

 

La Figata

 

Com um forno de lenha poderiam ser preparadas muitas outras delícias que seriam óptimas entradas.

 

Com uma carta bem variada, que nos deixa vastos minutos a pensar no que havemos de pedir, as pizzas possuem todos nomes femininos.

 

Por isso é que eu decidi comer um Patrizio (nem aqui consigo fingir que sou heterossexual raios...), um calzone com ricotta, chourição e azeitonas.

 

La Figata

La Figata

 

O Cara-Metade atacou a pizza de queijos, a Bianca, feita com grana padano, gorgonzola e provolone, ao qual adicionou um extra de salmão fumado.

 

La Figata

 

Para a mesa veio também uma Elisa, com azeitonas e salame milano, deliciosamente picante q.b.

 

La Figata

 

Massa fina, ingredientes de grande qualidade bem combinados, e uma cozedura em forno de lenha são os grandes trunfos do La Figata.

 

O problema é o atendimento que parece que está em sintonia com a decoração, minimalista e simplista.

 

Apesar de quando visitámos o espaço ele estar praticamente vazio, a atenção que recebemos foi muito fraca, basicamente era como se fossemos apenas mais uns!

 

Não é que eu queira que quem me atenda se sente no meu colo, ou me faça uma massagem na cabeça, ou troque contas de Instagram comigo, mas comer é mais do que ingerir alimentos, é uma viagem.

 

É como fazermos uma excursão, podemos ir ao sítio mais bonito do mundo mas se o nosso guia não nos explicar o que estamos a ver metade do encanto é perdido.

 

Um atendimento cuidado, personalizado e que enalteça as qualidades do que estamos a degustar faz maravilhas por um espaço.

 

E o La Figata tem tudo para ser uma das melhores pizzarias de Benfica, só precisa de ter este cuidado com a atenção ao cliente.

 

La Figata

La Figata

 

La Figata Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

13
Nov18

Tocar na Água


Lembram-se desta foto?

 

Bungee Jumping sobre o Rio Nilo no Uganda

 

Hoje resolvi que era a altura ideal para contar a história que está por detrás dela.

 

Quando estive no Uganda a fazer voluntariado, a última semana foi para fazer uma viagem pelo país à descoberta. 

 

Um dos nossos destinos foi uma povoação onde era possível fazer vários desportos radicais, como rafting e bungee jumping.

 

Eu e as minhas colegas voluntárias decidimos que tínhamos de experimentar o bunjee sobre o rio Nilo, por isso juntámos-nos a um grupo de turistas e toca de nos lançarmos sobre o vazio com um elástico agarrado aos pés.

 

O meu maior conselho para quem decida fazer esta actividade radical é não ser um dos últimos a saltar.

 

Como fiquei no fim da fila vi mais de uma dezena de pessoas a atirarem-se, algumas bem, outras mais ou menos, e um par delas que me fizeram ficar com os todos os pêlos em pé, porque em vez de se mandarem de cabeça foram de pés, e obviamente que quando chegaram a meio caminho o elástico deu uma chicotada e aquelas pobres almas não ficaram de todo bem tratadas.

 

Enquanto esperava impacientemente e com a adrenalina já a sair-me pela boca só conseguia pensar na imagem ilustrativa que tinha visto no edifício onde tínhamos feito o pagamento, uma pessoa muito feliz (claro que não iam colocar alguém quase a desmaiar) com uma espécie de toalha à volta dos tornozelos.

 

Pensei e voltei a pensar no que é que aquilo podia ser, porque não podia ser simplesmente uma toalha.

 

Mas era!

 

Quando finalmente chegou a minha vez a primeira coisa que fizeram foi pegar na dita toalha e colocarem-me à volta dos tornozelos, de forma a evitar ficar ferido pela fricção.

 

Depois colocaram-me as correntes que estão ligadas ao elástico e fiquei estupefacto com o peso daquilo. 

 

Simplesmente não conseguia andar tal era o peso. Foi num misto de saltinhos e arrastanço que subi as escadas para a plataforma onde se ia dar o salto.

 

Nessa altura, o jovem que estava a supervisionar toda a operação perguntou-me se eu queria tocar com a mão na água ou não.

 

E eu pensei, se é para fazer então que seja com emoção!

 

Disse que sim, que queria tocar com a mãozinha na água.

 

Ele lá me calibrou o elástico e disse-me que se eu saltasse como ele estava à espera iria tocar com os dedos na água. Se saltasse um pouco mais iria entrar no máximo com o cotovelo. Se saltasse menos iria ficar distante da massa aquosa.

 

Talvez eu lhe devesse ter dito que tinha feito muitos anos de ginástica de trampolins, mas como eu nem conseguia andar achei que isso não faria diferença, não é que eu fosse ser capaz de fazer um mortal encarpado com meia pirueta ou coisa do género.

 

Cheguei-me à beira da plataforma e o meu cérebro já tinha entrado em modo sobrevivência.

 

O instrutor dizia-me para eu não olhar para baixo para não ficar em pânico e que eu devia saltar na direcção do telhado de uma casa que estava mais à frente.

 

Como ele falava em inglês e eu já nem português percebia sequer com tanto stress fiquei a pensar que tinha de saltar para cima do telhado da casa, o que me aumentou ainda mais o pânico porque de certeza que me ia aleijar se o fizesse.

 

Ele começou a contagem.

 

1..........2............Jump

 

E eu saltei....na medida do possível.

 

Lembro-me daquele nano-segundo onde vi o meu corpo suspenso no ar, em que olhei para os meus pés e vi que eles já não estavam na plataforma e depois vi o rio muito lá em baixo.

 

A única coisa que me veio à cabeça foi que estava completamente lixado.

 

Lembram-se daqueles jogos do Tomb Raider onde a Lara Croft atira-se para a água toda esticadinha?

 

(e nem sempre para a água - confesso que gostava de matar a rapariga contra o cimento quando começava a ficar aborrecido!)

 

Basicamente foi o que eu pensei. Triptofano, faz como a Lara Croft!

 

Estiquei-me todo, fechei os olhos, senti o ar a zunir nos meus ouvidos e 

 

PUM

 

Entrei na água a toda a velocidade até ao joelho. Ao joelho minha gente. E eu tenho um metro e oitenta e sete.

 

Fiquei automaticamente sem ar nos pulmões e durante um segundo pensei que seria o meu fim, mas depois o elástico deu uma chicotada e saí lançado pelos ares, já sem camisola, a gritar descontroladamente, num misto de alegria, pânico e vontade de fazer xixi.

 

O elástico fez-me ir acima e abaixo mais um par de vezes até conseguir ser pescado pelo barco de apoio que já tinha resgatado a minha roupa (por pouco não ia ficando também sem calções!).

 

Diz quem viu o salto que foi um dos melhores de sempre.

 

Aposto que até a Lara Croft ia morrer de inveja.

 

12
Nov18

O dia em que dei cabo de um país


Há pessoas que ambicionam ser presidentes de um país para sentirem que são poderosas, que podem se assim lhes apetecer carregar num botão e lançar um míssil e dar cabo de uma cidade a milhares e milhares de kms de distância, isto enquanto publicam uma foto no seu Instagram oficial ou acabam de almoçar uma alheira com batatas fritas (claro que para esta fantasia ser minimamente credível há uma lista de países passíveis de se ser presidente, que se fosse por exemplo cá em Portugal a única coisa que se podia lançar era um Marcelo beijocador com herpes labial que causaria o pânico na OMS).

 

Eu nunca fui detentor de tais fantasias de pseudo-grandiosidade, sempre estive muito tranquilamente no meu espaço, sem grandes atritos nem conflitos, mas isso não me impediu de ontem dar cabo de um país.

 

No corredor de minha casa tenho colado na parede um daqueles mapas mundo todos coloridos com os nomes dos países.

 

 

Como já lá está há uns anos e pelo facto da qualidade do mapa também não ser a melhor, muitas partes já possuem pontas levantadas, sendo que se no início isso me fazia comichão agora já nem ligo.

 

Outra coisa que tenho em casa, são aqueles peixinhos-de-prata, uns bicharocos inofensivos mas que me irritam de uma forma indescritível.

 

Eu limpo, eu lavo, eu aspiro, mas os sacanas não há forma de desaparecerem - e ainda por cima não pagam renda os aproveitadores.

 

Ontem, estava eu a mudar a gaiola das minhas porquinhas, quando a passar no corredor vejo um daqueles peixinhos-de-prata muito refastelado a comer parte da cola que ainda resta do meu mapa-mundo.

 

Eu sei que devia ter tido calma, que devia ter respirado fundo, que devia ter contado até 100, mas subiu-me por mim acima uma irritação tão grande que dei uma pantufada de todo o tamanho no bicho que o fez voar uns bons cinco metros.

 

Estava eu com um sorrisinho de vitória na cara quando olho para a zona do mapa onde desferi o golpe e apercebo-me que faltava lá qualquer coisa.

 

Com a violência da pancada tinha conseguido arrancar Cuba do sítio.

 

Assim de um momento para o outro, dei cabo de um país.

 

Procurei Cuba por todo o lado.

 

No chão, nas paredes, na sola dos meus pés, no tecto, não havia sinais do país. Era como se tivesse levado com uma bomba atómica em cima, eclipsando-se no vazio da inexistência.

 

Em desespero chamei o Cara-Metade e expliquei-lhe que ia meter Portugal numa alhada em termos de relações internacionais.

 

Os cinco minutos seguintes foi ver-nos de cu para o ar à procura de Cuba.

 

Foi o Cara-Metade que encontrou o país desaparecido, colado no saco do lixo que eu estava a usar para mudar a gaiola das porcas, e foi ele que com todo o cuidado o voltou a colocar no sítio.

 

Ainda sugeri que já que estávamos com a mão na massa que a colocasse assim mais perto de Portugal, para as passagens aéreas ficarem mais baratas, mas ele não foi na minha conversa....

12
Nov18

Clube Lisboeta


Agora que o mau tempo parece que veio para ficar, é imprescindível encontrar lugares que nos transmitam uma sensação de conforto.

 

Um desses sítios é o Clube Lisboeta, situado no Príncipe Real a um saltinho de distância do Rato, que abre as suas portas de forma indiscriminada, sendo uma verdadeira lufada de ar fresco numa zona da cidade onde cada vez mais a restauração se alegra com os turistas mas não com os locais.

 

Entrar no Clube Lisboeta é como chegar de um safari fotográfico (para mim caçar animais só através de registos fotográficos) no Quénia ou no Botswana e poder relaxar num ambiente refinado, sumptuoso mas aconchegante.

 

A decoração do local é maravilhosa, reflectindo um elevado nível de bom-gosto, e a simpatia de quem nos recebe é extraordinária.

 

A cozinha está aberta aos olhos curiosos do público, e se por um lado pode ser uma bênção, para que todos vejam que não há nada a esconder e que todos os processos são feitos da melhor forma, também pode ser uma maldição, já que as falhas estão visíveis perante os olhos de qualquer um.

 

Neste Clube, onde os pratos têm inspiração internacional, em que os ingredientes são de grande qualidade e onde a preocupação com o ser saudável está bastante presente, o problema é a organização da cozinha.

 

Essa organização, ou falta dela, é que faz com que os pedidos se atrasem, que o cliente espere mais do que devia, e a experiência não seja tão fantástica como poderia ser. Porque a comida essa, é sem dúvida excepcional.

 

Por mais que custe a alguns ler estas palavras, a cozinha não é um local propício para democracias, mas sim para monarcas de pulso forte. Sobretudo em horas de serviço.

 

Eu e o Cara-Metade decidimos ir brunchar, algo que neste espaço se pode fazer todos os dias, não havendo aquela restrição do fim-de-semana, sendo que pedimos os dois brunchs disponíveis de forma a provarmos mais coisas.

 

Um dos pontos fortes foi que as bebidas que seleccionámos: foram logo servidas. O colaborador que nos atendeu, de forma inteligente, passado algum tempo veio questionar se estávamos agradados com a nossa escolha, uma forma de não nos apercebermos do tempo excessivo que a cozinha estava a necessitar para dar vazão ao nosso pedido.

 

O sumo do dia, de abacaxi e hortelã estava muito bom, com o equilíbrio ideal entre acidez e doçura. Gostei do detalhe de servirem pacotes de açúcar demerara, em vez do tradicional branco, do café ser orgânico, mas fiquei ligeiramente desapontado com o chá ser da Tetley.

 

Nada contra a marca mas é uma questão de expectativas, é como irem à farmácia pedirem um creme para a pele seca e eu vender-vos uma lata azul de creme Nivea.

 

Quando o brunch veio para a mesa chegou todo junto, o que nos deixou um bocado perdidos com tanta coisa boa à nossa frente.

 Clube Lisboeta

 

Conselho de amigo, ataquem primeiro a tapioca recheada com presunto de porco preto e queijo da ilha, porque é o elemento que mais vai ficar modificado com o passar do tempo. É chegar e comer, sendo que esta tapioca estava no ponto.

 Clube Lisboeta

 

Nas tostas a vencedora foi a de requeijão, pesto de ervas e ovos mexidos, onde todos os elementos se ligavam de uma forma bastante coesa, dando origem a uma tosta nutritiva e saborosa.

 

A de abacate, pico de gallo e ovo estrelado era sem dúvida deliciosa, mas o ovo estrelado talvez não precisasse de ser incorporado.

 

Enquanto que a combinação de abacate e pico de gallo transforma a tosta num elemento fresco do brunch, o ovo estrelado retira-lhe essa frescura e adiciona uma dose extra de "gordura", que num brunch que se pretendia delicado q.b. poderia ser evitado.

 Clube LisboetaClube Lisboeta

 

As bowls de iogurte eram um regalo para a vista, quase que gritando SAUDÁVEL mas sem serem monótonas ou desenxabidas.

 

Apesar de numa ser usado iogurte kefir (que tem imensos benefícios para o organismo) e noutra iogurte normal, a diferença em termos de sabor não é evidente, sendo na realidade quase imperceptível.

 

A bowl contendo morangos estava deliciosa, mas a que tinha uma maior diversidade de frutas foi a que colheu mais a nossa simpatia.

 

A granola usada era irresistivelmente viciante, de tão boa que era, um grande positivo para este elemento.

 Clube Lisboeta

 

O final deste brunch, onde me senti um Instagramer à séria, já que até fiz o Cara-Metade levantar-se do lugar para conseguir uma daquelas fotografias tiradas de cima (que tive de repetir 10 vezes por causa do meu síndrome Parkinsoniano Fotográfico), foram as panquecas de cacau, banana e aveia com creme de amendoim caseiro - um final doce que não desiludiu.

 

Bem executadas, suaves e fofas, acompanhadas com as raspas de coco, o molho de chocolate e o factor surpresa do creme de amendoim, entremeado pelas duas panquecas, são sem dúvida nenhuma a cereja no topo do bolo de um brunch bem pensado e rico tanto em termos de sabores como de valor nutricional.

 Clube Lisboeta

 

O Clube Lisboeta tem tudo para ser o refúgio preferido dos Alfacinhas (e não só) tanto nos meses de chuva como nos de sol.

 

O espaço é lindo, a simpatia de quem atende é fantástica e a comida é cheia de sabor.

 

É só afinar alguns pequenos detalhes para quem quer que o visite tenha uma experiência irrepreensivelmente memorável!

 

Clube Lisboeta

Clube Lisboeta

 

Clube Lisboeta

 

 

 

 

Clube Lisboeta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

10
Nov18

O Melhor Petisco que Comi na Minha Vida


Há momentos na vida de uma pessoa em que temos de recorrer a todo o nosso auto-controle para manter a calma e a postura.

 

Um desses momentos ocorreu quando fui jantar no restaurante A Fazenda, em Alfragide e, garanto-vos, que nunca pensei que tal pudesse acontecer.

 

Estava muito tranquilamente a saborear a minha refeição quando me puseram um petisco à frente com um aspecto excepcional.

 

Ansiosamente coloquei uma garfada na boca e o meu mundo transformou-se.

 

Só me apeteceu pegar em metade daquele manjar dos Deuses do Olimpo e esfregá-lo todo na cara enquanto lambuzava os dedos. Depois retirar a camisola, deitar-me em cima da mesa e esfregar o resto no meu peito desnudo enquanto atingia um orgasmo alimentar.

 

Felizmente consegui controlar-me, porque tenho um peito peludo e depois ficava com a comida toda lá agarrada e era uma chatice (além de que provavelmente seria expulso do restaurante por atentado ao pudor).

 

Ficaram curiosos em saber que petisco foi este que me levou ao delírio? Já lá vamos.

 

A visita ao A Fazenda deveu-se a um evento Gold cortesia da Zomato Portugal, estando presentes além de mim outros foodies detentores do Zomato Gold.

 

O espaço está bastante bem decorado, com detalhes deliciosos, sendo que o meu imaginário transportou-me para um monte Alentejano.

 

Fomos brindados com música ao vivo, mas não daquela que por vezes abafa as conversas e dá dores de cabeça, mas sim uma música suave, que nos acompanhava na refeição em vez de nos empurrar porta fora.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Antes de falar da comida em si não posso deixar de comentar a simpatia de toda a gente que trabalha neste restaurante.

Eu pensava que era uma pessoa simpática no meu trabalho, mas em comparação estou na realidade ao nível do Grou - O Maldisposto.

 

Se não fosse farmacêutico iria pensar que havia algum medicamento novo no mercado que deixava as pessoas extremamente felizes (infelizmente não há, acreditem que eu procurei), mas a verdade é que quando genuinamente se gosta do que se faz a alegria transparece para todos os que estão à volta.

 

Sobretudo a Inês, a dona do espaço, deve ser das pessoas mais alegres e positivas com quem me cruzei nos últimos meses.

 

A refeição começou com um Gin Sour e eu que não sou nada adepto de Gin fiquei completamente rendido a esta bebida, feita com Gin Tanqueray Flor de Sevilla, sumo de lima e clara de ovo.

 

Descobri que a pintinha castanha que ele tinha no meio, que também se encontra no Pisco Sour, é Angustura, uma preparação alcoólica à base de plantas.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Depois vieram as manteigas caseiras, uma tradicional, outra de coentros e salsa, e uma terceira de chourição, as quais devorei com quantidades industriais de pão.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Para não ficar embuchado ataquei valentemente a sangria branca, deliciosamente equilibrada e que escorregava muito bem.

 

Quando começaram a chegar os petiscos à mesa os meus olhos reluziram face a tanta coisa boa.

 

Aqui tenho que fazer um pequeno pedido de desculpas (sorry not sorry...) aos meus colegas foodies que provavelmente comeram muito menos que eu, já que eu basicamente me atirei a tudo o que estava na mesa sequestrando para a minha beira alguns dos pratos.

 

Tudo o que nos foi servido estava excepcional, desde as batatas fritas à fazenda e os chips de batata doce, passando pelos legumes assados e pelos pimentos padrón, não esquecendo os cogumelos fresquinhos.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Só que como em tudo, houve alguns petiscos que me tiraram do sério, por isso aqui vai o meu TOP 5 de petiscos a pedir quando forem à Fazenda.

 

Número 5 - Ovos Rotos

 

A Fazenda - Restaurante Zomato GoldA Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Um prato de origem espanhola, os ovos rotos são basicamente ovos fritos cuja gema semilíquida é "rota" à nossa frente, fundindo-se com o presunto e as batatas fritas.

 

É fantástico como é que algo tão simples consegue ser tão saboroso.

 

Número 4 - Ovos Mexidos com Farinheira

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Este é um clássico de qualquer restaurante de petiscos que se preze, mas quantas vezes é que não encontraram pedaços enormes de gordura que desvirtuavam o prato?

 

Estes ovos mexidos com farinheira, além de estarem deliciosos, não tinham nem um bocadinho de gordura para amostra, o que me deixou com um enorme sorriso no rosto.

 

Número 3 - Moelas Estufadas

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Se há coisa que eu gosto de comer é moelas, e um dos meus objectivos de vida é descobrir os melhores locais em Lisboa para as comer.

 

Estas ficaram sem dúvida no meu Top 3 de Moelas Lisboetas, tenras, muito bem temperadas, uma delícia para as minhas papilas gustativas.

 

Quando a Inês me perguntou o que achava delas disse-lhe que só melhorava uma coisa, e ela foi como se me tivesse lido o pensamento, porque perguntou-me logo se eu gostaria delas um bocadinho mais fortes, assim a darem um punch maior de sabor.

 

Explicou-me que também ela gostava de um tempero mais "agressivo" mas como havia inclusive muitas crianças loucas por moelas que o sabor tinha de ser mais meigo.

 

A minha sugestão passaria por uma vez por mês banirem a entrada de criancinhas e darem tudo nas moelas (desculpem lá criancinhas.....)

 

Número 2 - Mil Folhas Cabreiras com Pinhões e Mel

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

A cremosidade do queijo, a textura crocante do mil folhas e dos pinhões e a suavidade gulosa do mel transformaram este petisco, que eu considero uma excelente pré-sobremesa, como um dos pontos altos da noite.

 

Simplesmente fantástico!!

 

Menção Honrosa - Gambas "Al Ajillo"

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Dá-me gosto encontrar pessoas que além de adorarem o que fazem também sabem o que estão a fazer.

 

As gambas estavam boas até dizer chega, bem temperadas e bem cozinhadas mas o que me deliciou foi a apresentação.

 

Quantos sítios é que já não fui onde a gamba vem com a casca na sua totalidade, obrigando-me a vestir um daqueles impermeáveis que os turistas usam quando chove de forma a não ficar todo sujo e com as mãos cheias de molho ao tentar descascar sem sucesso o raio da bicha? (vamos ter em conta que eu nunca serei aquela pessoa que vai conseguir descascar marisco com faca e garfo ok?)

 

Aqui a gamba vinha com a cabecinha, a ponta do rabinho para lhe podermos pegar de forma seguro, e o corpo delicioso já estava descascado.

 

Assim dá gosto comer!

 

O meu único arrependimento foi que me esqueci de molhar o pãozinho no molho - apeteceu-me dar chibatadas a mim próprio por tamanha falha!

 

Número 1

 

O melhor petisco que comi na minha vida. A combinação de sabores que me fez ter um orgasmo nas papilas gustativas. A coisa mais fantástica que já entrou na minha cavidade bucal.

 

Panado Chévre com Compota Caseira de Frutos Vermelhos

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

  

Gordura e açúcar: a combinação perfeita para qualquer guloso que se preze.

 

Mas esta combinação estava fantástica, é que eu nem consigo arranjar palavras para descrever o quão bom estava, só mesmo provando.

 

Se eu soubesse tinha levado um tupperware para levar meia dúzia daquelas maravilhas para casa.

 

Mandei uma foto ao Cara-Metade com a legenda Baby, baba baba ba porque já sabia que ele ia roer-se de inveja.

 

Não posso garantir, mas tenho a sensação que ele me bloqueou durante um par de horas como retaliação por eu estar-lhe a fazer pirraça.

 

Houve pessoas no meu grupo que disseram que este petisco não tinha sido o melhor - eu como pessoa democraticamente instruída sorri e deixei de as seguir no Zomato porque naquele momento perderam para mim toda e qualquer credibilidade!

 

Depois de todos estes petiscos fantásticos ainda vieram sobremesas.

 

Eu nesta altura já tinha os meus quatro estômagos de vaca completamente cheios, por isso o arroz doce e a torta de laranja não foram provados por mim, mas quando descobri que havia Banoffee - que é só uma das minhas sobremesas favoritas - usei a minha técnica de sacudir o estômago para encaixar melhor a comida estilo Tetris, e arranjei um espaço para ele.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

Estava muito boa com os sabores equilibrados sem haver nenhum a sobrepor-se ao outro.

 

Só mudava um pequeno detalhe: quando se comia de vez em quando sentiam-se alguns cristais de açúcar, o que me leva a crer que não foi usado açúcar em pó.

Mas de resto estava óptima.

 

Se quiserem fazer um convívio de amigos, um jantar de aniversário, um almoço com a vossa empresa, ou simplesmente irem com alguém especial (nem que sejam vocês mesmos) e deliciarem-se com comida fora de série, A Fazenda é o lugar onde devem ir.

 

A Fazenda - Restaurante Zomato Gold

 

E como eu estou tão confiante que vão gostar, se quiserem mandem-me pelo Instagram (@triptofano86) fotos vossas a babarem-se com o Panado Chévre - eu prometo que não as publico no meu feed! 

 

 

 

A Fazenda Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

08
Nov18

Não há Deuses na Blogosfera


O meu objectivo enquanto membro integrante da blogosfera nunca foi o de criar uma persona, uma caricatura da minha verdadeira pessoa à qual podia atribuir os traços de personalidade que eu bem entendesse.

 

Sempre gostei, até de forma a libertar-me de fantasmas do passado, de me mostrar como realmente sou, com virtudes e defeitos, não deturpando, na medida que a escrita o permite, a realidade.

 

Há muitos anos atrás eu tinha uma dependência.

 

Como quem é dependente de drogas, ou de sexo, ou do jogo, eu era dependente de aprovação social. De saber que as pessoas gostavam de mim. Que se importavam comigo.

 

Cada vez que recebia uma mensagem de apoio ou de conforto ou a exaltar o quão boa pessoa eu era os meus níveis de dopamina subiam a pique, e era inundado por uma sensação de prazer.

 

E obviamente quando sentimos prazer não queremos que ele desapareça.

 

Só que as pessoas também se fartam, tem os seus limites, os seus problemas, e nem sempre estão disponíveis a dar-nos mais uma dose da droga que nós precisamos.

 

Ameacei que me ia suicidar mais que uma vez.

 

Fiz pessoas percorrerem Lisboa à minha procura enquanto eu estava descansado a beber um café.

 

Fiz perder noites de sono, tirei anos de vida, tudo para me sentir bem quando via as tentativas de chamadas umas atrás das outras, as mensagens em catadupa suplicantes carregadas de elogios fúnebres em vida.

 

Eu era um drogado. Um trapo. Uma merda.

 

E não me importava minimamente com o sofrimento que a busca do meu prazer estivesse a causar aos outros.

 

Houve quem me perdoasse. Quem nunca mais me voltasse a falar. E por mais que custasse ouvir, aceitei todos os julgamentos que quiseram fazer de mim, porque a história tinha sido entre mim e as pessoas que me julgavam.

 

A verdade é que posso ter inventado toda esta história que acabei de escrever, inspirado-me em algum livro que tenha lido, mas no mundo virtual, a não ser que conheçamos a pessoa e façamos parte da história dela, é difícil saber o que é real e o que é fantasia.

 

No virtual somos todos iguais uns aos outros, uns com mais outros com menos seguidores, mas no fim não passamos de uns míseros mortais.

 

Não há deuses nem semi-divindades na blogosfera.

 

Por isso também não deveria haver julgamentos com base em teorias, em feelings, em sussurros do além.

 

Sou contra lançar alguém aos leões ou a queimar supostas bruxas.

 

Se eu nunca julguei ninguém sem ter dados concretos?

 

Obviamente que sim.

 

Na realidade não é preciso escavar muito fundo no meu blog para encontrar posts onde o faço.

 

Se me arrependo? Não.

 

O arrependimento é um sentimento fútil para mim, não vale a pena vivermos a pensar no passado. Devemos sim crescer no presente tendo em conta aquilo que não foi o mais correcto no passado para termos melhores atitudes no futuro.

 

Mas e a liberdade de expressão e o facto de quem escreve para o público também tem de se sujeitar a ouvir o que não gosta?

 

Eu não estou a dizer que quem quer não possa escrever o que bem quiser e lhe apetecer. Nem estou a dizer que a melhor das pessoas não possa ter de vez em quando um comentário infeliz.

 

Só quero passar a mensagem que acho que nós somos melhores que isso, que nós muitas vezes não percebemos o dano que causamos quando digitamos uma opinião sem certezas absolutas e a lançamos no mundo virtual.

 

Não quero que ninguém deixe de investigar, deixe de unir os pontos, deixe de se preocupar e avisar os outros, mas há formas mais subtis de o fazer. Uma mensagem privada, um e-mail, um telefonema quando se conhece a pessoa em questão.

 

Deixar informação escrita depreciativa relativa a alguém acessível à leitura dessa mesma pessoa para mim roça o bullying.

 

E volto a dizer, não sou santo, também já o fiz, mas sinto que todos podemos ir mais além do que a nossa condição actual.

 

E para quem oferece ajuda, para quem se disponibiliza a dar uma mão, atenção que não é um trabalho fácil.

 

Às vezes podem-nos levar o braço e o ombro por arrastão.

 

Mas se acham que conseguem, se sentem que é algo que podem fazer, força!

 

Não se esqueçam é que ninguém é obrigado a ajudar ninguém eternamente, e que a nossa saúde, física, mental e emocional, está sempre em primeiro lugar.

 

Agora o que é relativamente fácil é sem darmos conta deixarmos ainda mais na lama alguém que já lá está.

 

Há certas palavras que são verdadeiras areias movediças. E na dúvida se alguém as vai pisar ou não mais vale não arriscarmos. 

07
Nov18

Sozinho na Farmácia


A esta hora que escrevo luto contra o cansaço enquanto espero que algum cliente apareça.

 

A Farmácia onde trabalho encontra-se de serviço, mas apesar do horário prolongado e da minha disponibilidade para ajudar quem precisar, é raro alguém me tocar à campainha.

 

Desde as dez da noite até agora terei atendido num máximo dos máximos cinco pessoas, um antibiótico, um medicamento para as alergias, uma pílula do dia seguinte...

 

A razão para tão pouca afluência é em parte do tempo, com uma chuva chata que não teima em abrandar é preferível aguentar a constipação até de manhã do que arriscar a desenvolver uma pneumonia.

 

Mas a culpa principal, por assim dizer, é das farmácias 24 horas abertas que existem nas redondezas.

 

As pessoas já se acostumaram quando precisam de algo durante a noite a ir à farmácia aberta todo o dia todos os dias, onde não pagam sequer taxa de serviço.

 

Mas como não há almoços grátis neste país algo terá de lhes sair do bolso em troca de um local onde a qualquer hora podem comprar uma embalagem de pensos, ou um soro para o nariz, ou simplesmente descobrir se estão mais gordos ou é tudo gases.

 

E eu aqui fico sozinho, especado a olhar para as câmaras, de ouvido atento a um possível toque de campainha, sempre sobressaltado pelo menor barulho.

 

Não gosto de fazer noites, em parte pela solidão, em parte pelo medo, em parte por saber que o meu organismo vai ficar desregulado nos dias a seguir.

 

Normalmente quem as faz é a minha patroa mas quando ela não pode normalmente sou eu a dar o corpo ao manifesto.

 

Não me queixo, além dos queixumes internos, porque o dinheiro extra dá-me jeito, equilibra as contas do mês, permite-me ter um bocadinho mais de folga no cinto do orçamento.

 

Trago sempre um amigo comigo para me fazer companhia, para me lembrar que não estou sozinho, para sentir o apoio telepático dele.

 

Há quem diga que sou completamente chanfrado, eu prefiro pensar que na minha inocência de criança adulta tenho o coração do tamanho do mundo, e o mundo dentro do coração.

 

:)

 

 

06
Nov18

Jantar num Contentor


Ontem tive o privilégio de ir jantar ao Okah, a convite da Zomato e da Nescafé, num divertidíssimo Foodie MeetUp.

 

O Okah situa-se no Cais da Rocha Conde de Óbidos em Alcântara, no rooftop do LACS, uma Communitivity of Creators, ou seja uma comunidade de criadores e comunicadores.

 

As primeiras duas coisas que ficam na memória de qualquer pessoa quando se chega ao Okah é a vista e os contentores.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A vista é deslumbrante e é essa mesma vista que abarca o Tejo que dá o mote a todo o espaço onde a refeição tem lugar. 

 

Contentores laranjas, decorados com temas de influência asiática, albergam mesas e cadeiras onde nos sentamos para nos perder entre sabores e numa viagem mental.

 

Para mim, a certa altura, olhando para os contentores ao meu redor, senti-me como se estivesse num comboio de carga a ver passar pessoas e países e culturas à velocidade de um olhar mesmo não saindo do lugar.

 

Sendo um jantar promovido em parte pela Nescafé, o menu, que sofreu algumas adaptações para a ocasião mas não se desvirtuando da sua essência, tinha várias referências a esse produto tão cobiçado: o café.

 

E obviamente que também houve muito café (delicioso) puro e duro por assim dizer: expresso, preparado em balão, um slow coffee chemex 100% arábica....a realidade é que em poucas horas acho que bebi mais cafeína que na última semana toda, o que me fez chegar a casa e ficar duas horas e meia a rebolar na cama com falta de sono (mas foi um pequeno preço a pagar por tamanha qualidade de café).

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A companhia dos outros foodies foi muito engraçada, é giro ver pessoas que falam com a mesma paixão que nós sobre comida (mas tudo gente elegante, raio de pessoas com metabolismos acelerados), que não se importam quando nós demoramos 5 minutos a tirar a foto a um pedaço de pão porque elas fazem o mesmo.

 

Agora fique aqui esclarecido uma coisa, eu sou aquela pessoa que tira fotos com o telemóvel muito arcaicas, para conseguir uma foto não tremida já é uma dificuldade enorme, por isso não esperem ver-me equipado com uma daquelas máquinas fotográficas maiores que o meu antebraço ok?

 

Mas falemos da comida que isso é o mais importante.

 

Tudo começou com um Cocktail Nescafé Tonic, e sou sincero quando digo que não sou de todo apreciador de Gin.

 

Bebo, acho graça a mandar lá para dentro as baguinhas e raminhos e sei lá mais o que, mas não vivo por um Gin.

 

Só que este Cocktail Nescafé, com café Arábica do Brasil a deixar um toque de maracujá no final era qualquer coisa de outro mundo.

 

É que uma pessoa nem sentia o álcool o que obviamente torna esta bebida bastante perigosa se estivermos em público, porque quando dermos por ela podemos dar para nós a declamar poesia lírica de Bocage ou coisa que o valha.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

Depois, como pré-entrada, um pão ázimo quentinho, onde se podia barrar ou um molho de pimentos picante, que só mostrava o seu verdadeiro potencial alguns segundos depois de estar em contacto com as nossas papilas gustativas, ou um molho de iogurte e pepino, óptimo para refrescar o palato de quem tivesse exagerado no molho de pimentos.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A entrada foi um Satay de fraldinha em molho de manteiga de  amendoim e cebolinho, com um toque de café do Vietname.

 

A carne estava incrivelmente tenra mas achei que o molho de manteiga de amendoim estava demasiado manteiga e pouco molho para o meu gosto, porque quando o coloquei na boca senti-o imediatamente a colar-se-me a ela, mais ou menos o mesmo que acontece quando enfiamos uma colherada de manteiga de amendoim directamente do frasco na boca, e ficamos ali a tentar descolar aquela massa.

 

Esta espetada podia ser comida de forma eloquente no prato ou, tal como eu fiz, à mão e à dentada (sou uma pessoa cheia de classe eu sei!!!).

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

O prato de peixe consistiu numa dourada grelhada, caldo de Dashi com molho tamarindo e um ar de café.

 

O ar de café é a coisa mais engraçada que existe, e por ser mesmo um ar e não uma espuma, se quiserem tirar uma foto tem de ser rápidos, se não quando derem por ela já desapareceu tudo. 

 

Colocar o ar na boca era quase como provar um pouco da espuma da rebentação do mar, só que em vez de salgado tinha um toque muito subtil de café.

 

A dourada estava divinal, e o caldo de Dashi, bem era tão bom, mas tão bom, que pedi uma colherzinha para não desperdiçar nem um pouco de tamanha delícia.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

No prato de carne (e aqui eu já estava a rebolar com tanta comida) foi-nos servido uma presa de porco preto marinada com Kimchie com legumes grelhados e servida com molho típico base de café.

 

Fiquei agradavelmente surpreendido ao saber que além dos ingredientes típicos do Kimchie: a couve, a cenoura, a malagueta...também tinha sido usado uva, algo que não é frequente ver-se.

 

Foi um prato que não desiludiu, com a carne extremamente saborosa, os legumes apetitosos, enfim, nada a apontar.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A sobremesa, a sobremesa é que foi uma dor na minha alma.

 

Uma trufa de chocolate panada com wasabi com sorvete de maçã verde foi a proposta do Chef.

 

E digo já aqui, a sobremesa estava boa, a introdução em simultâneo da trufa e do sorvete na cavidade bucal era deliciosa, só que simplesmente não correspondeu às minhas expectativas.

 

O sorvete de maçã verde não tinha a acidez que se esperava dessa fruta.

 

Tive a oportunidade de comentar esse detalhe com o Chef ao qual ele amavelmente me respondeu que demasiada acidez poderia sobrepor-se a todos os outros sabores.

 

Eu posso perceber, mas se o meu cérebro está sintonizado para maçã verde eu estou à espera de saborear uma maçã verde.

 

A trufa de chocolate estava óptima, só que não consegui compreender qual foi o objectivo de utilizar o wasabi, porque estar lá ou não estar para mim era exactamente igual.

 

Mais uma vez, quando penso em wasabi vem-me logo à ideia um sabor forte, picante, capaz de nos dar um pequeno punch, e não foi isso que aconteceu de todo.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

Se eu recomendaria irem ao Okah jantar num contentor?

 

Sem dúvida que sim.

 

Toda a inspiração asiática nos pratos que vos chegarem à mesa será mais que suficiente para um incrível aventura gastronómica, com ou sem o toque maravilhoso do café!

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

 

 

Okah Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

06
Nov18

Código Promocional Taxify


Ontem, pela primeira vez na minha vida, andei de Taxify.

 

Na realidade eu já tinha andado de Taxify, mas ontem foi a primeira vez que andei sozinho.

 

Nesta altura vocês estão a pensar que raio de interesse é que isso tem.

Hoje em dia toda a gente usa este tipo de plataformas para se deslocar de um lado para o outro, por isso não é assim uma grande novidade que eu estou a dar.

 

Só que para mim foi um grande passo.

 

Nunca tive instalado no telemóvel nenhuma destas aplicações de transportes porque sempre contei que alguém o fizesse por mim ou me desse boleia.

 

E por mais idiota que possa parecer eu tinha pânico de o fazer sozinho.

 

Muitas vezes, perante situações novas, completamente inócuas, eu paraliso, porque o meu cérebro começa a pensar em mil e uma coisas que podem correr mal, e a minha reacção final é não sair da zona de conforto.

 

É ficar onde estou, enrolado sobre mim mesmo, mesmo que uma vozinha no fundo da minha cabeça diga que estou a ser ridículo. Só que é mais forte que eu.

 

Ontem fui a um jantar por convite ao qual o Cara-Metade não pôde ir.

 

Como a localização ainda era longe de casa e fora da rota dos transportes públicos ele disse-me que sim senhor que me levava mas que para voltar tivesse eu muita paciência mas que tinha de me desenrascar que ele precisava de dormir.

 

É assim minha gente, o sono é mais importante que o amor, mas adiante.

 

Disse-me então para eu instalar o Taxify, ensinou-me rapidamente como é que se utilizava e deixou-me à mercê do meu destino.

 

Logo nesse momento comecei a pensar em tudo e mais alguma coisa.

 

E se ficasse sem bateria no telemóvel? E se o meu sinal GPS ficasse maluco e disse-se que eu estava a 2 kms de onde na realidade me encontrava? E se a pessoa que me viesse buscar afinal fosse um psicopata e quando desse por ela um dos meus rins estava à venda no Ebay?

 

Confesso que hiperventilei bastante, que suei quando pedi o Taxify, que quase chorei quando passados cinco minutos ainda recebia a informação que o meu motorista continuava a dez minutos de distância (só me passava pela cabeça que ele tinha decidido que afinal não lhe apetecia ir buscar-me e eu iria ficar eternamente ao frio e ao escuro, sozinho à espera de alguém que me levasse a casa).

 

Para quem não conhece a aplicação, quando escolhemos o nosso local de destino aparece o motorista mais próximo, a pontuação que os outros usuários lhe deram, e a marca e matrícula do carro.

 

Relativamente à marca acredito que seja uma informação útil para muita gente, mas eu sou aquela pessoa que se conseguir distinguir um Audi de um Mini já está com muita sorte, por isso era ver-me a olhar para todas as matrículas dos carros que passavam.

 

O meu motorista tinha 4.9 em 5 de pontuação, o que me deixou mais tranquilo, mas não pude evitar de pensar que passageiros mortos e deixados em valas a apodrecer não podem dar pontuações negativas.

 

Finalmente o meu Taxify chegou.

 

E obviamente que eu estava a ser parvo, paranóico, drama queen e tudo e tudo e tudo.

 

A viagem correu maravilhosamente bem, o motorista foi extremamente simpático tendo até perguntado se eu queria a password do wi-fi dele (apesar de eu ser um millennial acho que nunca me vou habituar a estes "avanços tecnológicos"- desde quando é que se entra em carro alheio e há rede de wi-fi?) e passámos grande parte do caminho a falar de inteligência artificial, da indústria farmacêutica, do filme do Fiel Jardineiro, entre outras coisas.

 

Por isso só posso aconselhar que quando precisarem usem o serviço da Taxify, pelo menos eu fiquei extremamente satisfeito.

 

Agora o que eu não sabia é que eles também possuem códigos promocionais.

 

Por isso se usarem o meu código promocional 

 

R5SV5

 

quando fizerem a vossa viagem, no fim vocês ganham um voucher de 11 euros para descontar na próxima viagem e eu ganho um voucher de 11 euros também.

 

É uma win-win situation para todos! 

05
Nov18

Um docinho canino


Durante a curta estadia do Bart, o bulldog francês, cá por casa, decidi que tinha que ir comprar-lhe um docinho à Rossi Pets Bakery.

 

A verdade é que desde que abriu eu queria ir a esta loja comprar algo, tal era a minha curiosidade, mas como o público-alvo são cães e gatos e eu só tenho porcas-da-índia não fazia muito sentido a visita.

 

A vinda temporária do Bart foi a desculpa perfeita para ir a correr para lá.

 

A Rossi Pets Bakery fica situada no Piso 0 do Centro Comercial Alegro Alfragide, e faz todo o sentido esta localização já que o Alegro é um C.C. Dog Friendly.

 

No Alegro todos os canídeos são VIP - Very Important Patudos - e está tudo preparado para os receber, existindo até um WC canino.

 

A única coisa necessária para que o cãopanheiro possa vir às compras com o seu dono é a obtenção de um passaporte (mas não é preciso ir à loja de cidadão e ficar lá o dia todo, todo o processo é feito no balcão de informações), sendo para isso necessário trazer o documento de identificação do dono ou responsável, boletim de vacinação, registo do microchip, licença municipal e seguro de responsabilidade civil.

 

Mas voltando a falar da Rossi Pets Bakery, preparem-se para se deslumbrarem com o aspecto delicioso de todos os doces que lá são vendidos, e não se admirem que ao fim de alguns minutos estejam a equacionar dividirem aquele dognut delicioso com o vosso patudo.

 

Todos os ingredientes usados são seguros para o vosso animal, sendo que nas bases são usadas farinhas de grão, de milho, manteiga de amendoim, entre outros, enquanto que os toppings são conseguidos através da utilização de tapioca, iogurte e corantes alimentares comestíveis.

 

Nesta altura do ano a montra já está decorada com os temas Natalícios, por isso podem começar a entrar no espírito com uma deliciosa bengalinha ou um saboroso boneco-de-neve.

 

Também há para venda calendários do Advento, uma óptima ideia de prenda se o vosso amigo secreto lá da empresa calhar a ser um pastor-alemão.

 

Mas nem só de doces esta pastelaria vive.

 

Podem também encontrar pipocas, cervejas - feitas de cevada não fermentada e frango -, champanhe e outras bebidas, como um exclusivo Pawsecco - feitos a partir de infusões -, entre outras coisas.

 

Se quiserem um biscoito personalizado ou um bolo de aniversário a Rossi faz por encomenda, por isso já não há desculpas para não celebrarem o aniversário do vosso melhor amigo!

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

Rossi Pets Bakery

Rossi Pets Bakery

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D