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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

15
Jan19

Multimasking


Como é que eu nunca tinha pensado nisto antes?

 

É impressionante como é que às vezes a melhor das soluções também é a mais simples, só que de tão simples que é nunca ninguém se lembrou dela.

 

Eu gosto de fazer máscaras faciais.

 

É uma forma rápida de alcançar uma pele mais saudável e bonita enquanto relaxamos lendo um livro ou vendo um programa na televisão.

 

O meu único problema é que nunca encontrava uma máscara que desse para todas as particularidades do meu rosto.

 

Podia colocar uma máscara de argila por causa da oleosidade da zona T mas não tinha benefícios no resto do rosto.

 

Se usasse uma máscara para a rosácea por causa da zona peri-nasal não ganhava hidratação nas maçãs do rosto que estão sempre desidratadas.

 

Ou seja, para beneficiar uma zona  acabava por desleixar as outras, sendo que a única forma que eu via de equilibrar a balança era fazer uma máscara diferente a cada dois dias, mas parecendo que não acabava por gastar muito produto de forma infrutífera.

 

Quando dei de caras com a solução fiquei extremamente chateado comigo mesmo por nunca ter pensado em algo tão simples.

 

O Multimasking consiste basicamente em colocar mais que uma máscara ao mesmo tempo no rosto, só que utilizando apenas a quantidade de produto necessária na zona a tratar, o que resulta numa espécie de pintura de guerra contra os sinais do tempo. (basta uma rápida pesquisa num motor de busca para encontrarem imensas imagens dessas pinturas.)

 

Multimasking

 

O mais importante antes de se iniciarem no Multimasking é identificarem o vosso tipo de pele e o que é que querem enaltecer/aperfeiçoar no vosso rosto.

 

Depois disso é altura de escolher produtos com as substâncias activas adequadas para as vossas necessidades. 

 

É verdade que o investimento inicial pode ser um bocadinho mais doloroso, porque se calhar vão passar de uma máscara para quatro, mas a realidade é que usando menos produto elas também vos vão render mais, o que ao fim de algum tempo acaba por equilibrar a equação.

 

Tenham apenas atenção se forem fazer a Multimasking com mais que um produto novo ao mesmo tempo, porque no caso de haver uma reacção alérgica pode depois não ser tão fácil identificarem o culpado.

 

Por aí, já se renderam a esta técnica ou é algo para o qual não têm tempo sequer para pensar?

14
Jan19

Há uma deadline para tirar os enfeites de Natal?


Hoje quando estava a sair de casa cruzei-me com o vizinho da frente, e o olhar que ele me lançou fez-me ficar com os pêlos dos sovacos mais hirtos que os de uma vassoura nova a estrear!

 

Mentalmente enumerei todos os cenários que pudessem ter criado ruído em minha casa e impedido o vizinho de descansar tranquilamente!

 

  • Festa de Kizomba até às quatro da manhã? - Não
  • Luta ilegal de galos? - Também não
  • Tentativa de vídeo porno caseiro interrompido por causa de uma hérnia entre L4 e a L5? - Podia ser mas não!

 

Até que percebi que o olhar de desprezo dele não se devia a nenhuma fonte de barulho que tivesse vindo de minha casa mas sim ao gorro de Pai Natal que eu ostensivamente ainda apresentava na porta.

 

É verdade que já estamos a meio de Janeiro, mas bolas, o dia de Reis não foi assim há tanto tempo, por isso é relativamente normal uma pessoa ainda ter os adereços de Natal não é?

 

O meu presépio continua montado, a ganhar uma camadazinha jeitosa de pó que eu estou à espera que solidifique, para depois borrifar com um spray verde e ter musgo bio-orgânico para o próximo Natal. 

 

Também de pedra e cal está a árvore com todas as suas bolinhas e fitinhas e estrelinhas e outras coisas acabadas em inhas que uma pessoa demora duas horas e meia a por por isso vai deixar até Março para fazer render o trabalho que teve. 

 

O único enfeite que está inactivo são as luzes de Natal, não que as tenha tirado mas porque ligá-las todas as noites estava-me a aumentar a conta da electricidade que era uma coisa estúpida, e o pessoal quando é pobre tem de escolher entre luzes epilépticas coloridas ou acender o aquecedor para não ficar sem circulação nos dedos dos pés o que levaria a gangrena na certa.

 

Eu sei que não sou o único a manter o espírito festivo porque de vez em quando deparo-me com uma grinalda numa porta, vejo uma árvore montada através de uma janela aberta, ou reparo num Pai Natal que continua pendurado no estendal da roupa a tentar trepar para dentro de casa! (ou será que está a tentar fugir de quem lá mora....?)

 

Afinal se o Natal é quando um homem quiser porque é que os enfeites natalícios não podem permanecer montados até lá para a altura da Páscoa, quando uma pessoa finalmente ganha coragem para os arrumar?

14
Jan19

O que oferecer a quem não gostamos?


É verdade que o mundo está cheio de pessoas criativas mas, quando eu achava que já tinha visto de tudo, aparece alguém com uma ideia para além de extraordinária que consegue deixar-me literalmente de boca aberta.

 

Bem sei que devemos cultivar o amor pelos outros e apregoar no nosso dia-a-dia a tolerância e o perdão, só que nem sempre isso é possível.

 

Todos nós já tivemos um patrão abominável que nos atormentou com bullying emocional e nos fez correr para a casa-de-banho com os olhos a suar, um ex-namorado que nos garantiu que era para sempre e que não havia mais ninguém na vida dele só para no mês seguinte receber um prémio do Tinder como utilizador mais frequente, uma amiga do coração a quem confiámos em segredo que tínhamos uma atracção sexual pelo pai do nosso marido e a porca publicou tudo no Facebook tagando-nos e ao nosso marido e ao pai dele, ou uma colega jeitosa dos tempos do secundário que roubava os namorados a toda a gente e que teve a cara de pau de ir à reunião dos Vinte Anos Depois ainda extremamente jeitosa, fazendo-nos odiar ainda mais as nossas gordurinhas localizadas (não é que quem tenha gordurinhas não seja jeitoso mas vocês percebem a ideia!).

 

O que oferecer a estas pessoas de quem não gostamos de forma a podermos sentir o doce sabor da vingança?

 

Um estalo na cara? Herpes labial? Um talão de desconto do Continente fora de prazo?

 

E se eu vos dissesse que podíamos oferecer cocó?

 

A Shitexpress é uma empresa especializada em mandar cocó de animal para aquela pessoa que nos faz ficar com glaucoma só de pensarmos nela.

 

Basta seleccionarmos o tipo de cocó que queremos (basicamente cocó de cavalo), escolhermos se pretendemos um pacote mais simples ou algo mais requintado, dar-mos a morada de quem queremos que receba a maravilhosa prenda e finalmente pagar, com paypal ou bitcoins, de forma a mantermos o nosso anonimato.

 

Infelizmente o serviço não vem com um registo vídeo da expressão da pessoa quando abre a encomenda, por isso teremos que nos contentar em imaginar o momento a não ser que tenhamos escolhido alguém que trabalhe connosco e o presente venha directamente para o local de trabalho.

 

Mas como todas as moedas tem dois lados cuidado ao receberem algum embrulho suspeito.

 

Podem ter sido umas pessoas menos simpáticas no passado e alguém ter resolvido ofertar-vos um pacote cheio de merda.

 

E nunca se sabe quando a Shitexpress passa ao nível seguinte e ao abrirem a vossa encomenda ela simplesmente rebenta, mas em vez de confettis pelo chão ficam com pedaços de cocó espalhados pela casa toda....

12
Jan19

O comboio de baixa velocidade


The Darjeeling Express em 10 segundos: Apaixone-se pela decoração minimalista, peça o Achar de manga, delicie-se com o caril de frango com leite de coco mas prepare-se para uma viagem a baixa velocidade!

 

Darjeeling Express

 

Como eu não quero que um dia venha alguém dizer que aqui no blog nunca se fala de nada sério nem se abordam temas culturalmente enriquecedores, hoje vou falar um bocadinho de Darjeeling.

 

Ora, Darjeeling é uma cidade indiana do estado de Bengala Ocidental cujo nome significa numa tradução aproximada A Terra do Raio.

 

Esta cidade é famosa pelo seu indústria de chá preto e pelo caminho-de-ferro himalaio de Darjeeling, classificado como Património da Humanidade pela Unesco em 1999, sendo que é detentor de uma das poucas locomotivas a vapor ainda em uso na Índia.

 

E porque raio é que eu estou a falar sobre comboios e terras com nomes difíceis de pronunciar?

 

Porque há uns dias atrás visitei o The Darjeeling Express, um restaurante indiano em São Domingos de Benfica, que se auto-intitula como o Coolest Indian Restaurant! (de São Domingos de Benfica? de Lisboa? Do País? Do Sistema Solar?...)

 

Darjeeling Express

 

Quando entramos no Darjeeling Express damos de caras com uma decoração muito simples mas extremamente bem conseguida, que inevitalmente nos faz viajar e acreditar que estamos realmente dentro de uma locomotiva, prontos para nos perdermos nos magníficos sabores indianos.

 

Darjeeling Express

 

O problema foi que eu estava à espera de uma viagem a alta velocidade em primeira classe, e acabei por me ver sentado em económica a passo de caracol.

 

Antes de falar da comida em si, preciso de louvar o pensamento ecológico e sustentável que este restaurante possui e que mais estabelecimentos deveriam adoptar.

 

As embalagens biodegradáveis do take-away fizeram-me ficar com um sorriso no rosto, mas as palhinhas que nos entregaram deixaram-me arrebatado de paixão.

 

Em vez da típica palhinha poluente dos mares feita de plástico foi-nos dada uma comestível, algo que eu nunca tinha visto antes. Produzida pela Sorbos, esta palhinha com sabor a gengibre (há mais sabores disponíveis no mercado) aguenta bem os líquidos sem se desfazer e pode-se ir trincando, enriquecendo de sabor ainda mais a nossa bebida.

 

Darjeeling Express - Palhinha Comestível Biodegradável da Sorbos

 

O Darjeeling Express prometeu-me muito, sobretudo ao ter um atendimento super simpático e prestável, mas em termos de sabores não conseguiu cumprir.

 

O lassi de manga e hortelã, que eu e o Cara-Metade amamos de paixão, estava demasiado líquido, faltando-lhe tanto polpa de manga como iogurte, e o estranho é que em vez da hortelã sentia-se um sabor demasiado acentuado a cardamomo.

 

Darjeeling Express - Lassi de Manga e Hortelã

 

As chamuças de frango que vieram para a mesa eram pequeninas, mas o tamanho muitas vezes não quer dizer nada.

 

Só que estas chamuças além de serem muito neutras em termos de sabor (aconselho-vos a juntarem um bocadinho de picante para as tornarem mais interessantes ao palato) estavam muito oleosas, o que estranhamente não me surpreendeu visto que era possível notar no restaurante um cheiro a fritos a pairar no ar.

 

Nota muito positiva para a apresentação.

 

Tantas vezes que já me aconteceu pedir chamuças de carne e chamuças de vegetais e elas virem todos "ao molho" e uma pessoa ter de andar a morder as pontas para perceber qual é qual.

 

Aqui vinham em cima duma "folha" onde numa ponta estava indicado carne e na outra vegetais.

 

Consoante o recheio eram colocadas perto da designação correcta, o que eu achei uma ideia espectacular.

 

Darjeeling Express - Chamuças de Frango

 

Quanto aos pratos principais veio para mim um caril de lentilhas verdes e limão acompanhado com rotli, um pão achatado feito sem levedura que os mais corajosos podem usar como talher, e para o Cara-Metade um caril de frango com leite de coco acompanhado de arroz basmati.

 

O caril de frango estava espectacular, extremamente delicioso, um verdadeiro tiro certeiro.

 

Darjeeling Express - Caril de Frango com Leite de Coco e Arroz BasmatiDarjeeling Express - Caril de Frango com Leite de Coco

 

Ainda melhor ficava quando combinado com o achar de manga (um pickle de manga típico da culinária indo-portuguesa) que lhe conferia um extra de picante, sal e acidez fazendo qualquer papila gustativa bater palmas de contentamento.

 

Darjeeling Express - Achar de Manga

 

O meu caril de lentilhas verdes estava agradável, mas senti que faltava-lhe qualquer coisa que o tornasse mais uno, era como se faltasse uma gordura que ligasse todo o prato.

 

O que realmente tinha excesso de gordura era  o rotli, que parecia até meio molhado, talvez devido a um uso excessivo de óleo ou manteiga.

 

Darjeeling Express - Caril de Lentilhas Verdes e Limão com Rotli

 

Agora a machadada no meu coração que me fez sangrar até ficar anémico foi o facto das belas taças de caril virem literalmente a ferver, o que significava que tinham saído directamente do micro-ondas.

 

Não sou fundamentalista contra o uso deste aparelho dos tempos modernos numa cozinha, apesar de obviamente ficar mais agradado se ele não for usado, mas bolas, podiam ter aquecido a comida num outro recipiente e depois passado para a taça de forma a não dar tanta cana não acham?

 

Para me consolar da tristeza provocada pelas ondas electromagnéticas micro-ondas pedi uma sobremesa para dividir.

 

Depois de me informarem que a sobremesa da semana era tiramisù (confesso que fiquei meio confuso porque pensava que estava num restaurante indiano) optei pelo fondant de chocolate com malagueta.

 

Veio uma fatia de fondant arrebatadoramente deliciosa que no fim deixava um ardor gostoso na boca, provocado pela malagueta que casava muito bem com o chocolate.

 

Só tive pena que a sobremesa não fosse visualmente mais deslumbrante, podendo-se usar para o efeito alguns flocos de malagueta que dariam logo um efeito tchanã ao fondant.

 

Darjeeling Express - Fondant de Chocolate com Malagueta

 

O The Darjeeling Express tinha tudo para ser um restaurante fantástico, mas limitou-se a dar o mínimo dos mínimos, parando em todos as estações e apeadeiros quando o que eu queria era uma viagem à velocidade da luz.

 

Darjeeling Express

 

The Darjeeling Express Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

11
Jan19

Uma Pepita de Sucesso


Enquanto eu ando aqui sempre com os cabelos em pé a pensar no que é que posso colocar no blog de forma a mantê-lo interessante e dinâmico há pessoas como a Luísa de Sousa que mantém 4 blogs (isso mesmo 4 blogs!!!) com uma simplicidade igual à de quem bebe uma bica a meio da manhã.

 

A única explicação plausível para esta pegada digital tão abrangente é o facto da Luísa ser prima do Presidente Marcelo, e em vez de roncar de boca aberta como eu, passar a noite toda a navegar furiosamente na blogosfera.

 

Apesar de eu deitar um olho em todos os cantinhos da Luísa (nada de ideias pecaminosas minha gente...) o que me cativa mais é o Uma Pepita de Sucesso, um lugar onde vão encontrar reflexões, posts dedicados à família, testemunhos de como a vida pode mudar para algo melhor desde que não baixemos os braços e continuemos a lutar.

 

A Luísa também abraçou o super desafio do momento aqui da comunidade, o Diário da Gratidão, que é uma excelente forma de nos relembrarmos o quão abençoados somos e como muitas vezes o copo está mais cheio do que vazio, nós só temos é que mudar o nosso ponto de vista.

 

Embora já não seja uma novata nestas lides, só muito recentemente é que descobri esta madeirense cheia de energia e bom-humor, por isso desafio-vos todos a encher a caixa de comentários dela com palavras simpáticas para percebermos se a moça realmente não dorme ou se descobriu uma forma de se clonar! 

10
Jan19

Podcast? Sim ou Não?


Depois de ter ouvido o primeiro podcast da dESarrumada fiquei a pensar, então e se eu fizesse o mesmo?

 

Sei que não é assim muito original copiar a ideia da blogueira mais desarrumada e sem filtros aqui da comunidade, mas numa altura em que as ideias andam escassas era isso ou começar a preparar uma sessão fotográfica para um calendário erótico para o ano de 2020, mas visto que ninguém quis ver a minha foto desnudo (sim estou ressabiado e então?) achei que o podcast podia ser uma ideia mais concretizável!

O que é que vocês acham?

 

Gostavam de ouvir aqui a minha pessoa, com a sua voz tudo menos sexy, a falar sobre assuntos que não interessam a ninguém com o humor (ou falta dele) que me é característico?

 

Qual seria o primeira tema que gostavam que eu abordasse na possível inauguração do podcast do Triptofano?

 

Digam de vossa justiça e enquanto pensam sobre o assunto ouçam o da dESarrumada, a Carrie Bradshaw Serrana, como eu carinhosamente a chamo!

10
Jan19

Uma Surpresa na Casa-de-Banho


O meu primeiro trabalho enquanto farmacêutico foi em Campo de Ourique, numa farmácia amorosa mas muito pequenina, daquelas onde se estiverem quatro clientes à espera fica logo a abarrotar.

 

Também minúscula era a casa-de-banho, sendo que para uma pessoa se sentar na sanita precisava primeiro de contornar o lavatório e fazer algum contorcionismo, o que podia ser desesperante se estivéssemos assim muito mas muito aflitinhos.

 

Foi nesta minúscula casa-de-banho de Campo de Ourique que eu me deparei uma surpresa que nunca na vida esperei encontrar.

 

A certa altura começaram a aparecer umas misteriosas gotas de água à volta da sanita.

 

Eu, primeiro, pensei que pudesse ser alguma fuga de água só que não sendo uma poça propriamente dita eram sim uns salpicos.

 

Como  eu trabalhava só com mulheres e normalmente as senhoras não urinam de pé (a não ser que já tenham aqueles cones modernaços ou tenham uma força de esfíncter sobre-humana) fui logo acusado de fazer xixi para fora da sanita.

 

Da primeira vez ainda pensei que pronto, podia realmente ter acontecido, uma pessoa às vezes está a pensar no infinito e quando dá por ela não segurou bem a piloca e deita umas pinguitas para fora.

 

Só que quando voltou a acontecer uma segunda, e uma terceira, e uma quarta vez eu tive a certeza que não era eu que estava a ter má pontaria.

 

Apesar de veemente ter afirmado que a culpa não era minha, como era o elo mais fraco (ou seja era o gajo) continuei a ser acusado de, basicamente, ser um badalhoco.

 

Até ao dia em que eu descobri a verdade.

 

Estava eu descontraidamente a dirigir-me à casa-de-banho quando abro a porta e eis que o vejo!

 

UM RATO!

 

Mas não era um rato pequenino, daqueles fofinho tipo o Ratatui, era um rato gigantesco cujo tamanho da cabeça até à ponta da cauda era equivalente ao meu antebraço.

 

Eu olho para o rato, o rato olha para mim, eu volto a olhar para o rato e ele dá um salto para dentro da sanita e desaparece enquanto eu fecho a porta gritando histericamente.

 

Naquele momento fiquei completamente em pânico.

 

Tanto pelo rato que era gigantesco como pelo facto de eu pensar que eles conseguirem nadar dentro das canalizações era um mito urbano (e afinal não é!!!).

 

Apesar de durante um mês eu ter sido difamado pelas minhas colegas a verdadeira responsável era uma delas que trazendo almoço para a farmácia nunca o consumia totalmente, colocando os restos no caixote do lixo da casa-de-banho.

 

Como a tampa da sanita ficava sempre levantada o senhor rato conseguia detectar o cheiro dos restos da comida, viajar através da canalização, sair pela sanita causando os salpicos que todos achavam que era xixi, fazer a sua refeição descansado e depois voltar para casa usando novamente a sanita.

 

Só vos tenho a dizer que durante dois meses a tampa da sanita daquela casa-de-banho esteve sempre para baixo.

 

E antes de alguém a levantar batia-se duas ou três vezes nela para afugentar algum possível roedor que estivesse à espera por uma oportunidade de ferrar os dentes num belo rabiosque.

09
Jan19

Utopias do Amor Perfeito


Hoje em dia os casais, especialmente aqueles que ainda tem poucos quilómetros de estrada, estão sujeitos a grandes pressões para viver o amor perfeito, muito por culpa dos filmes e dos livros e das séries que retratam sempre casais fantásticos, que se complementam perfeitamente um ao outro e cujo ritmo circadiano está alinhado ao segundo.

 

Para mim é irritante ver essas representações utópicas do amor perfeito porque a realidade é completamente diferente.

 

Vejamos um exemplo concreto.

 

Quantas vezes é que num filme não aparece um casal a acordar quase ao mesmo tempo sempre com um ar fantástico, maravilhoso, fresco e revigorado como se estivesse permanentemente de férias?

 

E uma pessoa fica a pensar que o problema é dela, porque acorda geralmente com um ar todo esfrangalhado, sempre saber bem onde é que está, e deita uma lágrima de tristeza quando percebe que já não pode ficar na cama a dormitar e tem de ir para o emprego. 

 

Depois nos filmes esse casal maravilhoso levanta-se espreguiçando-se de forma lânguida e vão directamente tomar duche em conjunto,  sendo que a certa altura as coisas evoluem para uma sessão de sexo tórrida que dura ali entre trinta a quarenta e cinco minutos.

 

Minha gente, é tudo uma aldrabice de mentes retorcidas.

 

Primeiro que tudo não há coisa mais desconfortável do que tomar duche juntos. 

 

É verdade que no início da relação eu e o Cara-Metade de vez em quando até o fazíamos, e não posso deixar de admitir que até dá jeito ter alguém para nos lavar as costas, mas há muitos mais contras em ir para o duche com outra pessoa do que prós.

 

Primeiro o espaço.

 

A cabine do meu duche é pequena, e nós somos dois moços assim para o robustos, o que significa que há sempre alguém escarrapachado contra a parede ou que passa o tempo todo enfiado com a anca na torneira.

 

Quando encontramos uma posição minimamente confortável para ambos todos os outros gestos são condicionados.

 

Uma pessoa não pode levantar o braço para esfregar as axilas sem dar uma cacetada na cara do outro nem rodar o corpo sem embater na parede da cabine, correndo o risco de aquilo se partir tudo.

 

Depois a temperatura da água.

 

Mas haverá algum casal que concorde com o raio da temperatura da água?

 

Eu gosto dela a escaldar, quase a queimar, o Cara-Metade, bem, o Cara-Metade é uma coisa do outro mundo.

 

Há ali um ponto específico entre o gelado e o ainda-não-está-sequer-quente-mas-para-ele-está-a-ferver de que ele gosta, e para conseguir encontrar esse ponto tenho de andar com a torneira do duche para a esquerda e para a direita com avanços milimétricos.

 

O resultado é que se eu tomo banho com a água à minha temperatura ele começa a gritar a dizer que eu acho que ele é uma lagosta e o quero cozinhar, se for da forma dele eu entro em hipotermia.

 

Mesmo que cheguem a um acordo satisfatório quanto à temperatura da água depois há sempre o problema de quem é que recebe o jacto.

 

A não ser que sejam pessoas prevenidas e tenham dois chuveiros o mais certo é um de vocês estar com os olhos a arder do shampoo e o outro estar há 15 minutos a usufruir do jacto de água.

 

Já vi relacionamentos ficarem tremidos por causa de desentendimentos sobre quem é que leva com a água primeiro e durante quanto tempo, e não, abraçarem-se de forma a serem os dois contemplados pode ser uma ideia muito romântica mas não funciona de todo.

 

Como estou com a mão na massa vou também desmistificar aquela ideia que sempre que uma pessoa vai para o duche com o respectivo tem que haver coiso e tal.

 

Eu não sei como é que é a vossa vida sexual, mas cá por casa isto anda assim numa média de 1.5 por semana, sendo o 0.5 relativo àquelas vezes em que nós até queremos, a pessoa até está no meio acto mas quando se olha para as horas descobre-se que já se está atrasado para apanhar o comboio por isso tem que ficar para uma próxima.

 

Aqueles casais que aparecem nos livros tipo 50 Sombras de Grey que fazem a toda a hora, em todos os lugares, são uma falácia. 

 

No início da relação claro que a pessoa tem mais fulgor, quer impressionar a outra, por isso vai buscar energias não se sabe bem onde e dá uma de estrela porno durante umas semanas.

 

Mas com o passar do tempo, quando já se está naquele nível de à-vontade para libertar um peidozinho malandro, há um acordo mútuo não verbal em que em vez de se ir fazer vinte e três posições do kama sutra que só dão mais cabo da hérnia de uma pessoa, bom bom é ficar debaixo de uma manta quentinha no sofá a comer bolachas de chocolates e a fazer pouco dos desgraçados que se candidataram ao Carro do Amor.

08
Jan19

Já não há Friend Zone neste País?


Fazendo minhas as palavras de uma passageira do autocarro que extremamente chocada relatava para quem quisesse ouvir a chamada telefónica do Senhor Presidente à Cristina Ferreira, as pessoas estão todas malucas.

 

Antigamente existia a Friend Zone, aquela área onde os sentimentos amorosos morriam por mais que uma pessoa tentasse transpor as fronteiras e passar para a Love Zone.

 

Hoje em dia existe a No Zone que transita imediatamente para a Sex Zone, que é a mesma coisa que dizer que as pessoas passam de não conhecer a outra de lado nenhum para lhe quererem saltar para dentro das cuecas.

 

Eu percebo que o sexo seja uma necessidade básica como beber ou dormir, mas parece-me que existe muito boa gente por aí com uma desregulação endócrina o que as faz ter as hormonas aos pulos, porque não interessa se são solteiros, se são casados, se a outra pessoa está comprometida ou não, o importante parece ser pinocar o mais rapidamente possível não vá o aparelho reprodutor gangrenar com falta de uso ou coisa que o valha.

 

É aceitável receber propostas indecentes se estivermos em plataformas de engate como o Tinder, afinal não podemos ser extremamente ingénuos.

 

O nosso perfil até pode dizer que estamos interessados em passeios na praia e conversas prolongadas com o pôr-do-sol como pano de fundo, mas isso não significa que não vá haver quem tente a sua sorte e pergunte se estamos interessados em dar uma cavalgada sem sela.

 

Agora no Instagram é que eu não compreendo.

 

Desde quando é que o Instagram passou a ser uma plataforma de ataque?

 

Uma pessoa até tem medo de abrir a caixa de mensagens porque quando dá por ela PIMBA, pila na cara.

 

É que é assim tudo tão rápido que nós até demoramos uns segundos para processar o que nos deixou atordoados, até identificarmos o órgão fálico que nos entrou pelos olhos dentro.

 

No passado mandavam-se Gifs com rosas cheias de glitter e gatinhos a bocejar, agora a moda é mandar uma pila e ver se pega.

 

Mas é suposto eu olhar para a pila de um desconhecido (ainda é mais assustador quando não é de um desconhecido) e começar a salivar? Ou ficar com cócegas ali na zona do períneo?

 

Minha gente, eu sou detentor de uma pila (bonita até), mas sou o primeiro a dizer que uma pichota, tesa ou não, não é uma obra de arte!

 

Não é uma imagem que nos expanda o cérebro e nos faça transitar para outra dimensão. Muitas vezes é algo bastante feio e perturbador.

 

Pior do que quem manda fotos de pila é quem não tem a noção que a sua genitália é algo parecido com a Guernica de Picasso.

 

Somos todos diferentes e é muito bonito a história do body positivity e coisas que tais, mas também há que ter alguma capacidade de auto-crítica.

 

Se a nossa piloca parece que foi vítima de um atropelamento em cadeia então talvez seja melhor mandarmos fotos de outra zona do corpo que não faça ninguém ficar com refluxo.

 

Para perceberem o drama da inexistência da Friend Zone neste país, há uns dias recebi uma mensagem no Instagram de um rapaz que tinha conhecido há muitos anos por intermédio de uma amiga.

 

Depois de ele me mandar um olá e perguntar como eu estava, convida-me para um café.

 

Ora isto começou logo a fazer soar-me um alarme de Tentativa de Engate na minha cabeça.

 

Uma coisa é alguém meter conversa e perguntar pela vida, mas menos de um minuto depois já estar a convidar para um café?

 

Respondi-lhe com um dia destes talvez, que basicamente significa nem pensar, nunca na vida, põe-te a andar.

 

Ou ele não percebeu ou não quis perceber, porque de seguida informa-me que se eu quisesse podia ir tomar café na casa dele.

 

Resumindo, pessoa com quem eu falei duas vezes há uns 6 anos atrás de repente descobre que eu existo e quer convidar-me para um café na casa dele.

 

Acham que esta pessoa está interessada em construir uma amizade?

 

Pois não me parece!

 

Conto-vos mais.

 

Na semana passada estava eu no autocarro muito sossegado na minha vida quando entra um moço que fica a olhar fixamente para mim durante a viagem toda, com aquele olhar que é um misto quero-te comer com vou dar-te uma naifada nos rins.

 

Quando finalmente chega a estação dele ele diz-me umas palavras com um ar pseudo sensual, sai e continua a olhar para mim enquanto o autocarro se afasta.

 

O que foi que ele disse perguntam vocês?

 

Na realidade não faço ideia, porque eu tinha os auriculares enfiados nos ouvidos com a música no volume máximo, por isso ele até me pode ter perguntado as horas ou eu poderia estar com uma aranha gigante na cabeça e ele só me queria avisar.

 

Mas quase de certeza que foi algo ordinário, o que me faz ter mais certezas que a Friend Zone deste país desapareceu.

 

Dizem que é impossível um homem e uma mulher serem amigos sem segundas intenções.

 

Mas então e dois homens homossexuais?

 

É possível ter uma amizade sem um dia nos espetarem literalmente com uma pila na cara?

 

Será que as pessoas só se aproximam com a esperança de ter alguma acção sexual?

 

Teremos chegado a um ponto em que temos de ter medo de equacionar ser amigos de alguém porque em alguma altura essa pessoa vai-nos perguntar se pode dar uma snifadela nas nossas cuecas?

08
Jan19

Local - Your Healthy Kitchen


Local - Your Healthy Kitchen em 10 segundos: Encontrem comida saudável com qualidade e diversidade num brunch all you can eat, enfiem a língua no pó de framboesa, não se enganem com o líquido castanho e no fim ensaiem um pé de dança com as árvores do espaço!

 

Local - Your Healthy Kitchen

 

Depois de vários pedidos encarecidos de amigos e familiares para eu deixar de ingerir quantidades industriais de com

ida que potencialmente poderia não ser a melhor para o meu organismo eu tomei uma decisão!

 

Podia simplesmente ter prometido que ia cortar nas doses que enfiava no meu bandulho mas isso seria impossível visto ter o estômago irremediavelmente dilatado a esta altura do campeonato.

 

Por isso, tendo em conta que eu até quero chegar aos 45 anos mais coisa menos coisa, resolvi escolher locais mais saudáveis para me empanturrar.

 

Foi no Local - Your Healthy Kitchen de Santos que iniciei esta tentativa de ser mais saudável (que provavelmente vai durar assim semana e meia no máximo).

 

O Local é um sítio giríssimo, com uma esplanada enorme e com árvores dentro do restaurante, de forma a transmitir uma sensação de harmonia com a natureza, fazendo-nos ponderar durante segundos se devemos entrar num transe biónico enquanto dançamos com as incautas árvores! (acham que sou eu que estou a delirar quando falo sobre dançar com árvores? então espreitem aqui para perceberem que eu não sou o único louco do mundo)

 

Local - Your Healthy Kitchen

 

Os empregados são extremamente simpáticos, sempre disponíveis e com um sorriso no rosto, mas quando a colaboradora que nos atendeu explicou que o brunch que nós tínhamos reservado era um all you can eat, eu vi o medo espelhado nas feições dela, porque mal o meu cérebro percebeu que estava diante de um comer-até-rebentar os meus olhos brilharam mais poderosos de que um farol em dia de nevoeiro.

 

No Local há muita coisa onde podem ferrar o dente.

 

Além da mesa cheia de coisas boas e visualmente tentadoras, podem pedir panquecas, ovos, e algumas bebidas quentes.

 

É verdade que não se vão deparar nem com bacon nem com mini-salsichas a pingar de gordura, mas podem deleitar-se com uma Frittatta de courgette, ervilhas e hortelã, ou uns cogumelos Portobello com legumes e queijo Feta, ou mesmo uns Noodles de arroz com frango asiático, para quem não dispensa uma proteína animal.

 

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

 

Eu provei basicamente tudo.

 

Sentei-me era sensivelmente meio-dia e meio e só me levantei passadas duas horas, tempo durante o qual estive sempre a comer, não porque tivesse assim muita fome mas porque precisava de experimentar o máximo número de coisas possíveis para elucidar os leitores aqui destas minhas rubricas gastronómicas (cof cof).

 

Relativamente às coisas que mandámos vir para a mesa e não estavam já prontas na zona self-service, os ovos mexidos estavam deliciosos, fresquinhos, muito bem feitos.

 

Ovos Mexidos - Local - Your Healthy Kitchen

 

As panquecas de chocolate eram fofinhas mas é imprescindível que quando as receberem se levantem e vão colocar-lhes alguns toppings, se não a meio da panqueca fica tudo demasiado seco.

 

Por isso quando ela chegar à mesa levantem o vosso rabiosque e coloquem tudo e mais alguma coisa em cima dela, seja agave, doce, manteiga de amendoim...o que vocês gostarem.

 

Panqueca de Chocolate - Local - Your Healthy KitchenPanqueca de Chocolate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Se vocês forem adeptos ferrenhos do DIY podem sempre fazer a vossa própria bowl saudável.

 

Com uma base de iogurte grego ou iogurte de soja de baunilha (ou ambos como eu fiz), podem adicionar fruta fresca, aveia, frutos secos, toppings saudáveis, tudo o que vocês quiserem e imaginarem, até ficarem com uma taça a transbordar.

 

DIY Bowl - Local - Your Healthy Kitchen

 

Agora, se forem ao Local, há três coisas que têm mesmo de provar.

 

Primeiro o gravadlax com beterraba.

 

Basicamente é um salmão curado em beterraba detentor de uma cor avermelhada não muito normal de se encontrar neste peixe, mas cujo sabor é tão bom que eu quase que comi uma travessa sozinho.

 

À esquerda o gravadlax de beterraba - Local - Your Healthy KitchenEm baixo o gravadlax de beterraba - Local - Your Healthy Kitchen

 

Em segundo lugar, as tâmaras.

 

E estas tâmaras são qualquer coisa.

 

Recheadas com manteiga de amêndoa e cobertas com chocolate elas vão dar-vos energia para o resto do dia.

 

Provavelmente também calorias para o resto da semana mas isso são detalhes.

 

No Topo a Tâmara Coberta de Chocolate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Por fim o mufffin de aveia e framboesa.

 

O pó ácido de framboesa no topo do muffin é qualquer coisa do outro mundo.

 

Não tenham vergonha e espetem a língua na direcção dele e arrepiem-se com um novo mundo de sensações nunca antes descobertas.

 

Vale mesmo a pena.

 

Sobremesas do Local - Your Healthy Kitchen - No Topo o Muffin de Aveia e Framboesa

 

Existem apenas alguns pequenos detalhes que poderiam melhorar no Local, mas nada que tire o mérito ao espaço.

 

O mel que estava exposto tinha endurecido de tal forma que era impossível ser servido sem levar-se meio quilo atrás.

 

A quinoa preta com camarão, manga e abacate estava repleta de sabor, mas a experiência de comer este alimento é algo parecido com enfiar a boca numa taça cheia de sementes de kiwi (devido à dureza da quinoa preta).

 

A quinoa introduz-se em todos os espaços possíveis e imaginários da cavidade bucal, e se forem como eu que armazena quantidades gigantescas de alimentos nos espaços interdentários então afastem-se deste prato!

 

Quinoa Preta com Camarão, Manga e Abacate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Algumas das placas identificativas dos pratos estavam trocadas, e foi esta troca que me induziu em erro.

 

Eu já tinha visto umas tacinhas fofas com um líquido castanho que pensei que fossem uma sobremesa toda hipster.

 

Ora quando eu terminei o meu prato de sobremesas lembrei-me que não tinha molhado o bico no líquido castanho.

 

Levantei-me todo afoito e fui buscar uma das taças.

 

Ainda tentei perceber o que raio era aquilo mas como a placa que estava ao pé dizia Tomate com Burratta (o que não me parecia que fosse) encolhi os ombros e lancei-me à descoberta.

 

Quando meti a primeira colherada na boca todo eu me arrepiei com o sabor.

 

Não era doce de todo, e o meu primeiro pensamento era que devia ser uma sobremesa daquelas alternativas onde usam vinagre em vez de ovos.

 

A segunda colherada revelou-me que afinal aquilo não era doce nenhum, era sim uma sopa de cogumelos.

 

Podia tê-la deixado na mesa, mas como desperdiçar comida é crime e no fim de tudo a culpa foi minha porque já estava mais que cheio mas armei-me em guloso, a minha pós-sobremesa foi engolida de um trago, arrepiando-me todos os pêlos do corpo.

 

Sopa de Cogumelos - Local - Your Healthy Kitchen

 

Se procuram um sítio saudável para comerem até rebentar e não sentirem assim tanta culpa por terem ingerido 8 kgs de alimentos então o brunch do Local é ideal para vocês.

 

E podem sempre dançar com uma árvore para aceleraram a digestão e queimarem algumas (poucas) calorias!

 

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