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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

21
Set18

The Name is Mia


"Por uma sociedade livre de cinismo."

 

É assim que a Mia define o seu blog, um espaço directo, sem papas na língua, educativo q.b., onde as palavras são usadas sem artifícios nem pedem desculpa por existirem em toda a sua pureza desnuda.

 

É um blog sexual, sobre sexo, para ambos os sexos, onde por vezes o dedo é posto na ferida mas mais vezes é colocado em algum ponto erógeno.

 

Porque o sexo pode ser algo sujo, algo puro, algo escondido, algo gritado a sete ventos, mas no fim é algo inevitavelmente enraizado no nosso eixo hipotálamo-hipofise!

21
Set18

Actualização do Ponto de Situação Laboral


Como muitos de vocês sabem, há uns dias desabafei aqui sobre como me sentia fracamente motivado no emprego e que isso estava a mexer psicologicamente comigo.

 

Eu sou daquele tipo de pessoas demasiado transparente.

 

Isto é, se estiver chateado com alguém vai-se ver a léguas que eu estou chateado.

Gostava de ter a capacidade de fazer um sorriso, criar conversa e não deixar transparecer os meus sentimentos mas não sou de todo capaz.

 

Eu sou aquela pessoa que imaginem que está a preparar-se para fazer uma reclamação e mentalmente visualiza a forma como vai abordar o tema. Ora eu não consigo manter essa conversa fictícia na minha cabeça, eu faço imensas caretas, os meus lábios mexem-se de acordo com as palavras que imagino, todo o meu corpo vibra de uma forma diferente consoante a energia que eu mentalmente estou a projectar.

 

Isto tudo para dizer que apesar de eu achar que não estava a passar uma vibe de desmotivação (apesar de estar) devia ser mais que óbvio que afinal devia estar a transpirar essa vibe por todos os poros do meu ser (atenção que continuei a trabalhar arduamente e não me deitei a dormir, mas certamente que a minha alteração energética era palpável).

 

Ontem o meu patronato veio-me perguntar se estava tudo bem.

 

Por um lado fiquei satisfeito com essa aproximação, por outro instalou-se em mim um bocadinho de pânico, porque já estava a imaginar que a conversa ficasse pesada e não queria mesmo piorar a forma como me sentia no trabalho.

 

O meu primeiro impulso foi mentir com todos os dentes que tenho na boca e dizer que estava tudo bem, espectacular, sem qualquer problema.

 

Mas depois pensei, então eu ando a queixar-me e depois quando tenho a oportunidade de ser escutado acobardo-me?

 

Mandei tudo cá para fora.

 

Tudo de uma forma ponderada, reflectida, sem alterações de voz nem crises sentimentais. Fui assertivo e tentei o meu melhor para fazer críticas construtivas e não julgamentos de valores ocos e sem pertinência.

 

Disse com todas as letras que por vezes me sentia desmotivado, que às vezes não sabia se valia a pena esforçar-me se o reconhecimento era igual tanto para os que se esforçam como para aqueles que não o fazem.

 

Partilhei as minhas dúvidas sobre se aquele era o meu caminho, mas disse claramente que não pensava mudar de área profissional, apenas duvidava se aquele espaço físico era o correcto para mim.

 

Abordei assuntos como reuniões de equipa e divisões de tarefa que foram prometidos há meses e mesmo anos e nunca foram cumpridos, e o impacto que isso tem numa pessoa.

 

E falei do salário.

 

Que tinha noção da realidade económica da empresa mas que tinha ainda mais noção da minha realidade, e que o dinheiro que levo ao fim do mês para casa em comparação com outros colegas da minha idade que trabalham em outras farmácias é muito menos, uma diferença de 5 centenas de euros.

 

No fim da conversa (sim, que a outra parte também falou, não foi um monólogo) relembrei-me que o patronato também é um ser humano como eu e possui o direito de errar.

 

Porém não deixei de sentir que é obrigação dele motivar os funcionários e estar atento às disparidades que possam existir.

Sim pode errar, mas essa permissão para o erro não invalida as suas obrigações.

 

Os temas que eu abordei, como o salário e as responsabilidades com divisão de tarefas, tudo isso ficou no ar, com algumas promessas e um grande talvez, o que para mim é melhor que um redondo não.

 

Porém não me iludo, porque no passado já se falou e debateu muita coisa que nunca viu a luz do dia.

 

Tenho expectativas que a minha situação melhor mas estou a fazer uma gestão cuidadosa delas, de forma a se elas não se concretizarem o impacto não seja estrondoso.

 

A minha decisão interna está tomada.

 

Nos próximos meses vou dar o litro como nunca dei.

Vou suar motivação de tal forma que hei-de acabar o dia com a bata encharcada.

Vou colocar de forma inequívoca em cima da mesa a minha capacidade enquanto funcionário.

 

Tudo isto sem esquecer que o grande objectivo do meu trabalho é ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas, seja uma constipação, um fungo na unha ou um excesso de flacidez no rosto.

 

Se no fim de tudo nada tiver mudado, ou se a mudança tiver sido insignificante comparativamente com o aumento da minha dedicação, então será altura de mudar.

 

Sem medos, sem arrependimentos, sem enésimas questões a assaltar-me a mente.

 

Só devemos criar raízes onde verdadeiramente somos felizes.

20
Set18

SOS Temas de Conversa com Desconhecidos


Estou neste preciso momento a dirigir-me com o Cara-Metade para um restaurante onde nos vamos encontrar com um amigo dele e com um amigo do amigo.

 

O problema é que apesar do Cara-Metade ter estima pelo moço não é aquela amizade unha com carne onde cada um sabe todos os pormenores da vida do outro.

 

O meu instinto diz-me que depois daquela conversa inicial começada com "há tanto tempo que..." vão existir longos momentos pautados por silêncios constrangedores.

 

Por isso preciso da vossa ajuda para fazer uma rápida lista mental sobre temas que possa falar no jantar de forma a conseguir quebrar um bocadinho o gelo.

 

Peço apenas que tenham em conta as minhas limitações pessoais e percebam que qualquer conversa que envolta automóveis, gajas e futebol está assim um bocado fora de questão, porque acho que talvez os moços não queiram saber das minhas aventuras sexuais em carros, da minha fobia vaginal ou de como aprendi a jogar mínimamente futebol com um grupo de lesbianas!!

 

Preciso da vossa ajuda please!!!

19
Set18

Termos de Pesquisa


Todos nós que temos um blog aqui no Sapo já devemos ter reparado que na página das Estatísticas existe um campo intitulado Termos de Pesquisa, que nos mostra o que é que as pessoas andaram a pesquisar na Internet antes de chegarem ao nosso cantinho.

 

Apesar da maior parte das vezes os termos de pesquisa que as pessoas usam serem relativamente normais, de vez em quando aparece um que nos deixa com um ar meio abananado, de tão surreal que é.

 

No meu caso, a melhor pesquisa que fizeram para encontrar o meu blog foi através do termo "triptofano deixou-me doida".

 

Eu bem sei que sou uma pessoa detentora de um sex appeal descomunal, eu tenho plena noção que quem for ao Instagram aqui do blog fica logo com um arrepio nos mamilos, eu compreendo que a minha escrita consegue criar conflitos nas sinapses do cérebro de qualquer um, de tão boa e fluida e incrível e tudo e tudo e tudo que ela é.

 

Mas também sei que a pobre pessoa que chegou ao meu blog deve ter tomado um suplemento com triptofano e aquilo deu-lhe volta ao miolo.

 

E quando pensava que ia descobrir algo para resolver o seu problema existencial deu-se de caras com os meus textos sobre cockrings ou vibradores descobertos pela minha mãe e percebeu que o melhor era internar-se compulsivamente.

 

E vocês?

Quais foram os melhores termos de pesquisa pelos quais os vossos blogs foram descobertos?

18
Set18

Donnie Dough


Fechem os olhos e façam uma viagem no tempo comigo.

 

Imaginem-se em 1999, sentados no sofá de vossa casa, a ouvir no Sol Música os maiores êxitos do momento, como o Baby One More Time da Britney Spears, o I Want it that Way dos Backstreet Boys ou o Perdoa dos Anjos.

Ao vosso redor estão carradas de revistas Bravo e Super Pop com os cantos amachucados, e vocês roem nervosamente a tampa de uma caneta enquanto somam o total de letras A, B e C para perceberem se a vossa nova amiga é de confiança, se quer roubar-vos o namorado ou se é um ser alienígena de outro planeta, ao mesmo tempo que enfardam colheradas de gelado como se não houvesse amanhã.

 

É-vos familiar esta imagem?

 

Provavelmente para a maioria não, ou porque são demasiado novos, ou porque já tinham responsabilidades de adultos em 1999, ou porque são do sexo masculino e não queriam ser vistos a comprar revistas de gaja, apesar de secretamente ansiarem saber qual é a vossa arma secreta de sedução.

 

Agora abram os olhos (sim eu sei que não é muito fácil fechar e abrir olhos e conseguir ler um post mas é tudo figurativo está bem?) e leiam com atenção.

 

É possível voltar a sentir (ou sentir pela primeira vez) essa energia de transição de milénio.

 

Para isso basta visitarem a Donnie Dough, que fica no Restelo, na Rua Duarte Pacheco Pereira em frente ao parque infantil.

 

A única diferença é que em vez de enfardarem gelado vão comer colheradas de cookie dough.

 

Para quem não sabe, a cookie dough é um doce tipicamente americano, que basicamente consiste em massa de bolacha com pepitas de chocolate, servida à temperatura ambiente e acompanhado por todos os toppings que a vossa pré-diabetes aguentar. 

 

Aqueles que estiverem já a torcer o nariz por causa da possibilidade de ovos crus sosseguem os vossos corações, apesar da receita original possuir este ingrediente na Donnie Dough conseguiu-se desenvolver uma receita deliciosa evitando a utilização de ovos.

 

Os sabores de cookie dough que estão disponíveis são o clássico, o de Oreo, o de Nutella e o de manteiga de amendoim, sendo que está incluído no preço um topping e um shot de leite.

 

O shot de leite é para tornar a cookie dough ainda mais irresistível.

Normalmente coloca-se a cookie dough dentro do leite, mas tudo é possível, podem verter o leite sobre a cookie dough, bebê-lo de um só trago ou  darem-no como oferenda ao Buda - é convosco!

 

Eu pedi uma cookie dough clássica enquanto o Cara-Metade aventurou-se na de manteiga de amendoim, ambas com topping de KitKat Ruby, um KitKat com uma cor naturalmente rosa sem utilização de corantes artificiais!

 

Ambos concordámos que a cookie dough é deliciosa (apesar do sabor clássico ter-nos conquistado mais que o de manteiga de amendoim que não deixa de ser óptimo), que é uma sobremesa extremamente reconfortante mas que precisava de um shot duplo de leite, para evitar que uma pessoa fique assim meio que embuchada!

 

Aviso desde já que esta iguaria não é para fracos. Se forem daquele tipo de pessoa que torce logo o nariz porque uma sobremesa está demasiado doce (mas mesmo assim comem-na toda e rapam o prato) então provavelmente a cookie dough não é para vocês.

 

Agora se forem gulosos, se gostarem de uma sobremesa bem feita, se quiserem encontrar pessoas simpáticas como a Nélia e o João (as mentes por detrás deste projecto) que vos fazem sentir totalmente à-vontade e se estão mortinhos para fazer o teste que vos elucidará se a vossa paixoneta é para casar ou apenas para umas curtes, a Donnie Dough é o local a visitar!

 

Só para não serem apanhados de surpresa, este não é um estabelecimento comum, mas sim um food truck, já que toda a magia acontece numa moto Piaggio dos anos 90 restaurada e preparada para trazer alegria (e níveis altíssimos de açúcar na corrente sanguínea) a todos os que a forem admirar.

 

Cookie Dough - Donnie Dough

 

Cookie Dough - Donnie Dough

 

Cookie Dough - Donnie Dough

 

Cookie Dough - Donnie Dough

 

Donnie Dough Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

17
Set18

Desabafos sobre o trabalho


Ultimamente tenho andado bastante desmoralizado com o trabalho, principalmente depois de ter voltado de férias, quando percebi ainda mais claramente que a minha situação laboral actual afecta mais do que eu gostaria o meu estado de espírito.

 

A situação que se passou hoje, e que eu vou partilhar convosco porque preciso mesmo de desabafar, pode até ser um bocado tonta, ou idiota, ou uma coisa pequenina que eu devia menosprezar, mas foi algo que me afectou e que sinto que se não exteriorizar vai acabar por crescer dentro de mim e infectar-me com energias negativas.

 

Como devem saber, eu gosto de cosméticos.

Sejam mais virados para o segmento de perfumaria ou mais medicalizados, eu verdadeiramente gosto da área da dermocosmética.

 

A farmácia onde eu estou, apesar de ser grande em termos de dimensões, não trabalha grandes linhas de cosmética.

Temos três marcas com as quais trabalhamos mais ou menos regularmente e tudo o resto se o cliente quiser tem que ser encomendado.

 

Para mim torna-se mais complicado obter mais conhecimentos com estas limitações.

Claro que posso ler artigos e navegar na Internet e tudo e tudo e tudo, mas é diferente quando trabalhamos com uma marca e criamos uma relação com o delegado e temos amostras para conhecer as texturas e fragrâncias dos produtos.

 

Assim acabo por estar limitado à boa vontade de amigos farmacêuticos em todo o país que me vão pontualmente pondo a par das novidades e tendo a simpatia de me responder às dúvidas que vou tendo.

 

Mais que uma vez insisti com o patronato que a farmácia não devia ficar estagnada. Que se devia apostar em mais marcas, em mais opções, em atrair e fidelizar mais clientes.

 

A resposta que sempre obtive foi que a zona onde nos inserimos não possui potencial económico, que as pessoas não vão gastar dinheiro em produtos de cosmética caros, e mesmo que o façam vão preferir ir à farmácia do centro comercial porque a predisposição para gastar é diferente do que quando se vai a uma farmácia de bairro.

 

Posso compreender que a introdução de uma linha de cosmética seja um investimento, mas criar limitações e entraves para um potencial crescimento não me parece a atitude mais correcta.

 

Hoje, estava muito bem na minha rotina, quando chega uma cliente habitual.

Conversa para aqui, conversa para ali, diz-me que quer mudar de linha de cosmética. Aparentemente estava a usar Darphin, que é uma linha não muito barata.

 

Percebi que havia potencial - e para mim haver potencial não é espetar com as coisas mais caras e siga para bingo.

É saber que aquela pessoa está um pouco mais receptiva em investir algum dinheiro em produtos de qualidade que sejam adequados para ela.

 

Recomendei-lhe o Nuxellence Éclat e o Detox (os meus produtos preferidos da Nuxe e que um dia hei-de falar aqui no blog), o Filorga Skin Absolut de Noite (contendo extracto de meteorito este creme é preto mas quando aplicado muda logo de cor) e a minha actual perdição, o Filorga Scrub and Mask.

 

A senhora adquiriu os produtos todos e como bónus ainda me levou uma mochila de maternidade da Uriage para oferecer como prenda.

 

O mais espectacular nesta venda, que ficou na casa dos 350 euros, foi que os dois produtos da Filorga tive que os encomendar, ou seja, a senhora confiou em mim para lhe encomendar os cosméticos que eu achei que a iriam mais beneficiar.

 

Até aqui tudo bem.

Tudo bem se eu não estivesse à espera de validação por parte do patronato.

 

Eu sei que não devo esperar validação por parte dos outros, eu sei qual é o meu valor e o que consigo fazer, e sei que também é o meu trabalho e não devo estar sempre à espera de pancadinhas nas costas por cumprir com as minhas obrigações laborais.

 

Mas bolas, o meu salário não é mau (há tanta gente bem pior) mas não é bom para ser um factor de motivação por si só, por isso eu esperava ingenuamente que houvesse algum reconhecimento por uma venda tão boa numa zona supostamente economicamente tão má.

 

Não queria fogo-de-artifício nem um feriado em minha honra, simplesmente algum reconhecimento pelo trabalho, darem-me algum benefício da dúvida quando digo que existe potencial escondido nos nossos clientes mas que não o trabalhamos.

 

O que recebi foi um ah sim eu vi a venda, seco, desinteressado, como se tivesse vendido um teste de gravidez ou um comprimido para a diarreia.

 

Recebi um livre-passe de desinteresse acerca do meu perfil comercial, vender ou não vender cosmética de topo é exactamente igual.

 

Li numa página de recrutamento que um patrão que tenha um bom funcionário vai fazer tudo para não o ver desmotivado.

 

Só posso concluir que devo ser um péssimo funcionário.

 

É que são precisos gestos tão simples para motivar alguém mas ao mesmo tempo são gestos igualmente simples que fazem uma pessoa pensar se alguém dá realmente valor ao trabalho que nos sai do corpo todos os dias!

16
Set18

Ruptura de Stock do Medicamento Sinemet : Informações e Alternativas


Atenção:

 

Toda a informação presente neste post não tem como objectivo substituir de forma alguma uma consulta com um médico neurologista.

 

A informação foi retirada de uma circular especial sobre o medicamento Sinemet enviada pelo CEDIME (Centro de Informação do Medicamento).

 

A minha intenção ao fazer esta partilha é tentar colmatar algum desconhecimento que possa existir acerca desta terapêutica e evitar que outras fontes menos fidedignas possam induzir em erros com complicações sérias.

 

Em momento algum a troca do medicamento Sinemet deve ser feita de forma auto-recreativa, será sempre o médico especialista a tomar essa decisão!

 

Peço encarecidamente para que todos aqueles que estejam a fazer terapêutica com este medicamento o favor de consultarem o seu médico especialista antes do término das embalagens de forma a poder-se atempadamente delinear uma estratégia terapêutica alternativa.

 

 

RUPTURA DE STOCK DE MEDICAMENTOS CONTENDO LEVODOPA + CARBIDOPA

 

A doença de Parkinson é a 2ª doença neurodegenerativa mais frequente, afectando cerca de 12,9 doentes por cada mil habitantes em Portugal.

 

É caracterizada por tremores em repouso, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão de respostas físicas e psíquicas) e instabilidade postural e/ou de marcha, sendo que o tratamento da doença não consiste numa cura, mas no alívio ou atraso na progressão dos seus sintomas.

 

A terapêutica da doença é muito individualizada, com base na segurança e tolerabilidade do doente.

 

Doentes com doença de Parkinson avançada podem desenvolver flutuações motoras com perda do efeito da medicação antiparkinsónica antes da toma seguinte fazer efeito.

Deste modo, a avaliação médica e adequação da terapêutica é essencial uma vez que, com com a progressão da doença, existe uma necessidade de ajustar a medicação.

 

De uma forma geral os medicamentos comercializados em Portugal para a terapêutica da doença de Parkinson agrupam-se em diferentes grupos, de acordo com a forma de actuação, sendo os fármacos dopaminomiméticos (que mimetizam a dopamina) como a levodopa e os agonistas dopaminérgicos os mais eficazes e, por norma, muito utilizados.

 

A levodopa precisa de ser absorvida no tubo digestivo e transportada até ao cérebro para ser convertida em dopamina.

Para que este processo ocorra, sem que haja degradação da levodopa, é administrada em associação com benserazida ou carbidopa.

 

Os medicamentos contendo carbidopa + levodopa apenas são comercializados, nesta associação, por uma empresa que notificou a existência de ruptura de stock que afecta vários países.

 

Segundo o detentor destes AIMs (autorização de introdução no mercado) prevê-se que esta ruptura de stock se mantenha até ao primeiro trimestre de 2019.

 

De forma a mitigar o impacto da indisponibilidade deste medicamento para o tratamento da doença de parkinson e para que, caso o médico assim o decida, os doentes possam manter a terapêutica com levodopa e evitar escalar para outras alternativas o INFARMED divulgou orientações para os profissionais de saúde (as quais partilho aqui).

 

 

Terapêutica de Doentes com Parkinson - Alternativas ao Sinemet

 

Espero que esta informação seja útil.

 

Se necessitarem de saber detalhes sobre outros medicamentos esgotados podem deixar-me a vossa mensagem neste post.

Caso queiram saber mais sobre as diferenças entre medicamentos genéricos e de marca podem espreitar aqui!

 

15
Set18

As 5 Coisas Mais Estranhas que Comia quando era Criança


Eu e o Cara-Metade estamos juntos há 4 anos, e 4 anos são tempo suficiente para termos desenvolvido uma grande cumplicidade e estarmos à vontade um com o outro.

 

Já chegámos àquele ponto de equilíbrio em que certo estímulo nos faz dizer a mesma coisa em simultâneo, que compreendemos o estado de espírito um do outro apenas com um olhar e que quando estamos com vontade de libertar um daqueles peidos pantufa mortíferos já nem nos damos ao trabalho de nos levantar do sofá e correr para a casa-de-banho!

 

Porém, ainda há situações que me deixam encavacado.

 

Ontem, estávamos nós no carro, e o Cara-Metade começou a comentar sobre um programa de rádio onde alguém tinha dito que quando era novo gostava de comer Nesquik à colherada.

Pois que para ele era completamente impensável fazer-se isso, e que tipo de pessoa é que vai comer Nesquik à colher.

 

Silêncio sepulcral no carro.

 

É que eu sou uma das pessoas que na minha infância atacava o Nesquik. 

 

Este monólogo do Cara-Metade - que eu permaneci calado em semi-vergonha até chegarmos a casa - fez-me pensar em que comidas estranhas me passavam pela boca quando eu era criança.

 

Recordei-me de 5.

 

Achocolatado em Pó Nesquik

 

Como já referi, eu era uma das pessoas que enfiava colheres de chocolate em pó da Nesquik goela abaixo.

 

Na realidade eu não o fazia por gulodice, mas porque sempre fui uma criança muito atenta e ouvia a propaganda sobre a riqueza do Nesquik em ferro e minerais e vitaminas e pró-bióticos de cadeia simples em posição cis barra trans e não queria que me faltasse nada durante o crescimento.

 

Por isso toca de ficar com a boca e os dentes e a língua toda castanha, tudo em prol do meu saudável desenvolvimento físico e cognitivo.

 

Contras da Ingestão de Nesquik:

 

Além da boca acastanhada, era péssimo quando a colher, em contacto com a humidade da boca, começava a criar uma pasta que depois tínhamos de raspar com a unha e a certo ponto já se nos colava tudo na boca e nem conseguíamos engolir e  havia o risco de fazermos uma pneumonia por aspiração.

 

Também chato era quando estávamos com uma colher cheia de Nesquik e de repente, Atchim, um espirro monumental que enchia-nos a casa de pó castanho.

 

Foi por causa disso que nunca iniciei uma carreira nas drogas.

 

Imaginem estar muito bem a preparar-me para snifar uma linha e dar um espirro gigantesco?

É que o preço da cocaína é ligeiramente mais alto que o do chocolate em pó.

 

Açúcar Amarelo

 

A minha mãe sabia quando eu tinha atacado o açucareiro porque eu, criança com pouco ou nenhum futuro para ser um génio do crime, deixava sistematicamente a colher com uma camada de açúcar cristalizado devido ao contacto do mesmo com a minha saliva.

 

Na realidade a minha ingestão compulsiva de açúcar começou com o branco, mas a minha mãe, numa tentativa de ser saudável, passou a usar o amarelo, que ainda me despertou mais o vício.

 

É que no açúcar amarelo encontram-se aqueles torrõezinhos, e como é bom trincar um deles e sentir a descarga de energia percorrer o nosso corpo.

 

Contras da Ingestão de Açúcar Amarelo:

 

Aumento da probabilidade de desenvolver diabetes juvenil, com risco acrescido de cegueira e amputação de variados membros.

 

Mas o pior era quando deixava açúcar espalhado pela banca da cozinha e no dia a seguir tinha um invasão de formigas.

 

Massa Crua

 

Se havia coisa que eu adorava quando era criança era massa crua.

 

Era uma autêntica máquina de devorar massa, de tal forma a velocidade com que dava ao dente.

 

Se naquela altura o Youtube já estivesse a bombar e a minha mãe soubesse fazer o upload de um vídeo de certeza que me tinha tornado num fenómeno viral e nos dias de hoje em vez de estar aqui a escrever no blog estava a beber Daiquiris enquanto uns moços me abanavam com uma folha de bananeira.

 

A minha predilecção era para o esparguete, muito mais facilmente mastigado pela minha dentição de leite, mas não recusava um bom desafio, como macarrão ou umas temíveis conchas.

 

Contras da Ingestão de Massa Crua:

 

Ficar com todos os espaços entre os dentes carregados de massa, o que nem era assim algo tão mau, era como se fosse um escudo arcaico contra as bactérias nefastas e evitava ter de se usar pasta de dentes.

 

Era apenas desagradável quando enfiava o esparguete boca a dentro com demasiada ganância e espetava um no palato.

 

Doía, mas nem isso era impeditivo para continuar a minha peculiar dieta.

 

Lascas de Bacalhau Salgado Seco

 

Ir ao supermercado com os meus pais era um delírio para mim, não porque eles me fossem comprar jogos ou chocolates mas porque ia ter a possibilidade de estar perto do bacalhau salgado seco.

 

E enquanto há pessoas que pegam nele, avaliam o peso, a cor, o ângulo entre a cauda e a barbatana lateral e o tamanho da hipotenusa do triângulo interno, eu não, eu simplesmente vibrava em tirar às escondidas lascas de bacalhau e chupá-las quase entrando em êxtase.

 

Quando não conseguia tirar uma lasca contentava-me em passar a mão pelo bacalhau e lamber os dedos salgados.

 

Contras da Ingestão de Lascas de Bacalhau Salgado Seco:

 

Primeiro que tudo ficava com uma sede descomunal, nem vinte minutos depois já estava mais seco que um carapau deixado ao sol durante oito horas consecutivas.

 

Havia também a probabilidade de ser apanhado pela polícia e ir para um reformatório durante alguns anos, argumento que a minha mãe usava para me dissuadir de praticar tal vilania e só muitos anos depois é que vim a descobrir que não era verídico.

 

Conchas (as que se encontram no mar, não as de massa)

 

Atenção, eu não comia o conteúdo das conchas.

Mas também não as andava a mastigar, afinal a natureza colocou-me dentes na boca e não uma trituradora de papel.

 

O que eu fazia quando ia à praia era dedicar-me a apanhar conchas de todos os tamanhos e feitios enquanto a rebentação me molhava os pés.

 

Só que enquanto as outras crianças as usavam para fazer colares ou para completarem uma colecção que já ia em mais de 1846 exemplares (dos quais 1842 eram praticamente iguais) eu lambi-as.

 

Gostava de sentir o sabor salgado na minha língua, do cheiro do mar a invadir-me as narinas e de ter um pico de iodo na corrente sanguínea.

 

Contras de Lamber Conchas:

 

O primeiro senão era a probabilidade de vir uma onda maior e me levar enquanto estava à procura das belas das conchas e ter que rezar para que aparecesse uma Pamela Anderson versão portuguesa com uns flutuadores para me salvar de morte certa.

 

Depois o perigo de uma dessas jóias do mar ter um bicho lá dentro e me dar uma valente beliscadela no lábio.

 

Por fim, termos de ouvir os nossos pais a discutir em surdina qual é que seria o melhor anti-psicótico para nos misturarem no leite.

 

 

E vocês, quais são aquelas coisas estranhas que comiam quando eram crianças?

 

14
Set18

Eu e os Trabalhos Manuais


Eu até podia vir aqui dizer que me safava bem, que tinha jeito para a coisa, que de vez em quando até realizava um projecto artisticamente surpreendente.

 

Mas só que não!

 

Eu sou aquela pessoa que deve ter tido uma piquena-micro isquemia cerebral quando saiu disparado da vagina da mãe porque as minhas mãos não obedecem às ordens do meu cérebro.

 

Imaginem eu a desenhar um coração.

A parte direita do mesmo fica linda, perfeita, um amor. A parte esquerda parece que foi desenhada por um utente com Parkinson a quem lhe faltou a medicação! (ah, off the records, parece que o sinemet 25/100 - medicação usada para o Parkinson - vai estar esgotado até fins de Outubro, toca a falarem com os vossos médicos...)

 

Uma das minhas primeiras recordações de infância foi eu choroso dizer à minha mãe que estava triste, mas triste do coração.

 

Tudo porque na escolinha estávamos a decorar uns chapéus para as marchas populares e tínhamos de recortar e pintar umas imagens de comboios.

 

Escusado será dizer que a professora me informou que o meu trabalho estava uma autêntica bosta, anulando-me automaticamente qualquer auto-estima que ainda pudesse desenvolver.

 

Se fosse nos dias de hoje provavelmente a minha mãe teria ido reclamar com tão insensível professora, há 20 e tal anos atrás limitou-se a dizer para não me preocupar, que ela também não tinha jeito para a coisa.

 

Este episódio ensinou-me algumas coisas.

 

A primeira foi que eu não tinha realmente jeito para artes visuais.

 

Mesmo quando eu visualizava algo fantástico na minha cabeça era preferível nem sequer perder tempo a tentar, o resultado ia ser pavoroso.

 

Houve uma vez que imaginei o quão fácil seria fazer um anel com um cachucho gigante em barro, bastava por as tiras de barro de certa forma, unir a outras, rezar para que a gravidade desaparecesse durante umas horas e tchanã, uma nova Joana Vasconcelos tinha nascido.

 

O anel de diamante nunca viu a luz do dia mas fui um quase-orgulhoso pai de um pseudo-cagalhão espalmado.

 

A segunda coisa foi que já em tenra idade tinha talento para a dramatização.

 

Que podia ter chorado um bocadinho, fungado, ter dito que a professora era uma nazi dos sentimentos infantis, mas não, disse que estava triste do coração - das outras vezes devia ter estado triste da perna ou do umbigo.

 

Basicamente passei ao lado de uma brilhante carreira de representação e/ou estrela de um daqueles reality shows da TVI onde o pessoal atira tachos à cabeça uns dos outros.

 

Ainda tive esperanças, por volta dos meus 20 e tal anos, que fosse ser finalmente uma estrela, quando namorei com o moço responsável pela selecção dos actores para os Morangos com Açúcar.

 

Alimentei essa ilusão até ao dia em que ele me disse que gostava particularmente de mim porque sabia que eu não estava com ele por interesse só para entrar na novela.

 

Foi nesse momento que eu realizei que ia morrer pobre e sem me tornar uma celebridade porque os meus pais tinham feito o favor de me incutir valores e ensinado a não ser uma sanguessuga social (obrigadinho por nada pais!!!!).

 

A terceira coisa que aprendi com o episódio do chapéu e dos comboios foi que a discriminação começa logo desde pequeno.

 

Aparentemente a minha cabeça é de tamanho XXL, algo perfeitamente normal visto que a minha massa encefálica é assim enorme (cof cof), mas o que não é normal ou aceitável é que a professora, a mesma que disse que eu era uma nódoa nos trabalhos manuais, tenha feito pouco de mim por eu ser cabeçudo.

 

Que ai e tal uma criança com uma cabeça tão grande como é que pode ser e béu béu béu whiskas saquetas....

 

Pois que era cabeçudo e que continuo a ser cabeçudo, que tenho sempre de comprar o tamanho maior de chapéu e que provavelmente a minha mãe levou uns 25 pontos quando eu nasci, mas era preciso a professora ridicularizar uma característica anatómica, algo que eu obviamente não poderia fazer nada para mudar a não ser enfaixar-me com ligaduras elásticas e comprimir ao máximo a minha caixa craniana?

 

Não desejo mal a essa fofinha professora, mas se ela sofrer nos dias de hoje com hemorróidas também não vou ficar particularmente entristecido.

 

Este post está-se a transformar mais num Traumas de Infância do que num Eu e o meu pouco jeito para Trabalhos Manuais, mas quando eu o resolvi escrever era basicamente para vos mostrar uma coisa.

 

Trouxe da Tailândia uma prenda para uma amiga.

Claro que podia ter simplesmente entregado em mão dentro de um saquinho de plástico e toca a andar

.

Mas não, aqui a minha pessoa pensou em fazer algo mais artístico, colocar dentro dum saquinho de papel e atar com um pedaço de ráfia.

 

Uau, que loucura, estão vocês a pensar, mas para mim já foi o suficiente para me deixar cheio de suores e com os dedos a tremer.

 

Não sou mesmo nada jeitoso nestas coisas, o saco ficou todo mal dobrado, não conseguia sequer enfiar a ráfia pelos buracos, enfim um desastre autêntico.

 

Deixo-vos uma foto para perceberem a dimensão da minha incapacidade (e para mentirem e dizerem nos comentários que afinal não sou assim tão desprovido de talento!)

 

Mais alguém por aí que também seja uma nulidade em trabalhos manuais?

 

As minhas fracas capacidades para trabalhos manuais!

 

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