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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

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O teu aminoácido essencial!

Prison Escape - O Escape Room


Triptofano!

22.02.19

Sejamos honestos, eu sou aquele tipo de pessoa que se por alguma razão fosse parar à prisão não ia aguentar sequer uma semana.

 

Só a simples ideia de ter de ir para os duches comunitários sem chinelos e apanhar uma data de fungos que depois me trepariam até ao tornozelo faz-me ter calafrios.

 

Por isso é que quando a LM me convidou para fazer um Escape Room da Mission to Escape intitulado Prison Escape eu fiquei de pé atrás.

 

Mission to Escape - Prison Escape

 

No meu inconsciente já me visualizava algemado a uma grade, suplicando por clemência, lutando contra meia dúzia de ratazanas que queriam o meu jantar enquanto um altifalante anunciava que era hora do banho e além de não haver chinelos teria que usar uma barra de sabão azul macaco demasiado escorregadia!

 

Claro que não foi isso que aconteceu, e tenho a dizer que, após já ter feito alguns Escapes Games, esta sala foi uma das minhas favoritas.

 

O jogo começa com vocês trancados numa cela e o objectivo é em sessenta minutos conseguirem sair de lá para fora.

 

Só que o fantástico é que sempre que acham que o jogo acabou Pimba, aparece mais uma sala cheia de enigmas e cadeados e elementos interactivos que vão ter de resolver sem que o vosso cérebro entre em curto-circuito.

 

Mission to Escape - Prison Escape

 

E minha gente, tenham orgulho de mim, porque pela primeira vez na vida não gritei feito histérico.

 

Não berrei com a minha parceira de jogo enquanto revirava os olhos num transe epiléptico, o que significa que devo estar a amadurecer enquanto indivíduo ou que simplesmente estava cansado por ter dormido quatro horas no dia anterior.

 

Mas o que é realmente importante que saibam é que vale muito a pena fazer o Prison Escape!

 

Os enigmas são incrivelmente originais, vão ter que meter a mão na massa e os sessenta minutos vão passar num instante!

 

Só vos dou um pequeno spoiler de amigo, se por acaso quiserem usar o espelho para ver o rebordo interno da sanita levem um comprimido para os vómitos, é que a imagem que vos vai ficar gravada na mente dificilmente irá desaparecer!

 

Mission to Escape - Prison Escape

 

Boteco Dona Beija


Triptofano!

18.02.19

Boteco Dona Beija em 10 segundos: Aposte nos sumos naturais, tenha sorte com a caipirinha, delicie-se com os dadinhos de tapioca ou a coxinha, mas não espere encontrar aquela energia singular brasileira.

 

Boteco Dona Beija

 

Quando visitei o Rio de Janeiro há uns anos atrás fui com medo.

 

Medo porque mal anunciei a minha viagem, tive mil e uma vozes a dizer que eu era maluco, que ia ser assaltado, estuprado, assassinado, vandalizado e mais alguns actos nada positivos para a minha pessoa.

 

Mas a realidade foi outra completamente diferente.

 

É verdade que há zonas perigosas, tal como existem em Lisboa.

 

É verdade que há carteiristas, tal como existem em Lisboa.

 

E, obviamente que tem de se ter cuidado, talvez um pouco mais do que aquele que se tem que ter em Lisboa, mas nada que torne impraticável visitar com relativa descontracção a cidade maravilhosa.

 

E existe uma coisa fantástica no Brasil que nos faz esquecer por completo o medo, que é a energia das pessoas.

 

A energia é tão radiante, tão envolvente, que faz com que todas as células do nosso corpo vibrem de alegria.

 

Quando visitei o Boteco Dona Beija, em pleno coração do Marquês de Pombal, estava à procura dessa vibração tão singular, dessa sonoridade visual simplesmente deslumbrante.

 

Eu queria encontrar um cruzamento entre Carmen Miranda e Ney Matogrosso, mas dei por mim preso no videoclip da Melancholic Ballad dos Fingertips.

 

Para ser um boteco brasileiro não basta ter comida brasileira, passar futebol brasileiro e ter empregados a falar português do Brasil.

 

É preciso identidade, e o Dona Beija carece de uma falta gritante da mesma.

 

Quando entrei e vi as mesas com cadeiras baloiço fiquei deslumbrado pela sensação de leveza, apesar de não me atrever a lá sentar não fosse arrastar metade do tecto comigo, mas foi somente e apenas isso.

 

Boteco Dona Beija

 

Tanto podia ser um espaço brasileiro como de outro país qualquer, já que o estilo industrial urbano era rei e senhor, sendo que os únicos apontamentos com cor eram um salpico de quadros que quase pediam licença para estarem expostos.

 

Boteco Dona Beija

 

No Boteco Dona Beija o atendimento cumpre com o necessário, mas não é especialmente simpático nem direccionado para a satisfação do cliente.

 

Mas falemos sobre as opções do menu que eu tive a possibilidade de provar!

 

Os sumos naturais, tanto o de manga como o de morango, eram absolutamente fantásticos.

 

Boteco Dona Beija - Sumo Natural de Morango

 

No que toca às Caipirinhas, parece-me que é uma autêntica questão de sorte. 

 

A de morango e coco, com batida de coco, cachaça e morango, estava muito bem equilibrada sendo uma delícia de beber.

 

Boteco Dona Beija - Caipirinha de Morango e Coco

Boteco Dona Beija - Caipirinha de Morango e Coco e Sumo Natural de Manga

 

A de laranja e framboesa é realmente uma combinação improvável, mas ao contrário do que o menu afirma não é simplesmente viciante, a não ser que tenham uma predilecção gustativa por coisas amargas.

 

Uma bebida que se esperava doce e agradável de beber revelou-se difícil de terminar, tal era a dominância do amargo da laranja.

 

Boteco Dona Beija - Dadinhos de Tapioca e Caipirinha de Laranja e Framboesa

 

No departamento de comida os dadinhos de tapioca não desiludiram.

 

Feitos com massa de tapioca e um recheio de queijo coalho quanto mais houvessem mais eu teria comido.

 

Não percebi foi o empratamento com aquele chip de mandioca perdido, que parece que caiu no prato por engano, mas o pior é afirmarem que o molho sweet chilli que vem com os dadinhos é geleia de pimenta quando não tem nada a ver! (deixo-vos fotos da suposta geleia de pimenta servida e uma outra de um restaurante próximo para verem a grande diferença que existe!)

 

Boteco Dona Beija - Dadinhos de Tapioca com a Pseudo Geleia de Pimenta

Geleia de Pimenta de outro restaurante

 

Também viciante estava a coxinha de galinha, sem dúvida o salgado mais famoso do Brasil. Com um recheio simpático e uma crosta de massa grossa bem típica da coxinha, este salgadinho foi devorado até à última migalha.

 

Mas mais uma vez o problema encontrou-se nos detalhes.

 

A coxinha é servida numa cama de catupiry caseiro, só que o sabor deste requeijão cremoso é tão marcante que na nossa boca infelizmente só fica o sabor do lacticínio.

 

Boteco Dona Beija - Coxinha de Galinha em cama de Catupiry caseiro

 

O Boteco Dona Beija promete o peito cheio de um Brasil colorido, um sonho vibrante, um imaginário distante, mas aquilo que entrega acaba por nos deixar desapontados.

 

É como irmos de propósito visitar o Sambódromo e ele estar fechado para reparações!

 

Boteco Dona Beija

 

Boteco Dona Beija Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Festival do Bocejo 2019


Triptofano!

17.02.19

Não há dúvida alguma que Portugal tem uma mão cheia de intérpretes que realmente sabem cantar, mas infelizmente parece que apenas conseguem ter destaque quando pegam nas canções tornadas famosas por outras pessoas.

 

A primeira semi-final do Festival da Canção 2019 foi maioritariamente uma orgia de bocejos, que se fosse enfiada numa cápsula acabaria com as insónias de muita boa gente diminuindo o consumo tresloucado de benzodiazepinas.

 

Algo que os compositores convidados pelo Festival da Canção ainda não conseguiram compreender é que estão a criar para a Eurovisão, não para passar na rádio quando estamos presos no trânsito ou como música de fundo do bar onde decidimos ir dar a facada final ao nosso fígado.

 

Na Eurovisão nem sempre ganha a melhor voz, mas normalmente ganha a interpretação que conseguiu chegar ao imaginário de mais pessoas.

 

Salvador Sobral ganhou porque alcançou o coração de todos. Jamala por razões maioritariamente políticas. Conchita pela mobilização LGBT. A música de Loreen ainda hoje faz vibrar quem a ouve. Lordi pelos monstros. Ruslana pelas danças selvagens. Secret Garden pela ausência de letra. Os Abba porque bem, são os Abba e jogam noutra divisão.

 

Mas o importante é perceber que a Eurovisão é mais do que música, é sentimento, é burburinho, é entusiasmo, interesse, novidade, impacto e alguma loucura.

 

As músicas podem ser muito bonitas, estar cheias de palavras e frases com significados merecedores de figurarem num livro de filosofia, mas se não conseguirem transmitir a mensagem de pouco valem.

 

Até podem ser mais animadas, mas se forem exactamente iguais a milhentas outras que andam por aí não vão conseguir ter destaque algum, acabando por ficar esquecidas algures no canal auditivo dos ouvintes.

 

E peço desculpa, mas mesmo escolhendo um intérprete com uma voz extremamente poderosa, uma canção da Disney a não ser que seja a sucessora da Frozen possivelmente terá sucesso no Canal Panda, mas não na Eurovisão.

 

Dito isto, nesta primeira semi-final só vi uma canção com potencial para nos representar internacionalmente, e foi a do Conan Osíris.

 

Eu estava com medo não de partir o meu telemóvel mas sim o televisor quando a actuação começou, mas algo neste ser intergaláctico do espaço que capturou metade da alma do António Variações e a fundiu com a sonoridade cigana fez-me ficar rendido.

 

Se é diferente de tudo o que estamos habituados a ver? Sim.

 

Se está ali na fronteira entre o genial e o surto psicótico? Completamente!

 

Se deixou alguém indiferente após a actuação? Nem pensar.

 

Agora o que eu gostava mesmo que fosse revelado é como é que o júri vota para chegar aos pontos que dá a cada artista.

 

Algo me diz que se viesse a público alguns jurados iriam ter os seus telemóveis partidos.

 

 

Quando a Igualdade se sobrepõe ao Talento


Triptofano!

17.02.19

Atenção

Este post possui Spoilers sobre o vencedor do RuPaul's Drag Race All Stars Season 4

 

Se há série de televisão que eu adoro é o RuPaul's Drag Race, um programa onde se procura a próxima Drag Queen da América.

 

Gosto tanto do programa que fiquei em êxtase quando descobri que o Netflix estava a transmitir em sintonia com os Estados Unidos da América os episódios da quarta temporada das All Stars, onde se procura a Queen mais merecedora de figurar no Hall of Fame.

 

Por isso todos os sábados lá estava eu diante do televisor, a torcer pelas minhas favoritas, a ficar com o coração quebrado quando uma era expulsa, mas nunca esquecendo-me que tudo aquilo era um programa de televisão e não devia levar as coisas demasiado a peito.

 

Só que a final de ontem tirou-me do sério.

 

Ao que parece nos Estados Unidos (e não só obviamente) o racismo é uma nuvem que está constantemente a pairar sobre tudo. 

 

Facilmente numa conversa uma pessoa joga a carta raça, sendo que se alguém não acha certa Queen (falando agora sobre o show em si) talentosa e ela calhar ser negra é porque é racista, se alguém torce para uma Queen ganhar e ela calha a ser branca é porque é racista, basicamente qualquer coisa que uma pessoa diga pode levar a que seja catalogada como racista.

 

E tendo em conta a história dos Estados Unidos eu posso compreender que ainda haja muita revolta dentro das pessoas mas isso não significa que tenha de existir uma constante tentativa de vitimização, ainda por cima quando estamos a falar dum programa de entretenimento.

 

Qual foi o verdadeiro problema desta final do RuPaul All Stars?

 

Nas últimas três seasons as Queens que ganharam o título calharam a ser brancas e louras.

 

Nesta final havia 3 Queens negras e uma branca (e a maior parte das vezes loura) que por acaso se revelou ser a mais talentosa do grupo.

 

Obviamente que as redes sociais encheram-se de comentários complemente ridículos sobre como o Hall of Fame era ariano, ou que as Queens negras eram sempre postas de lado e que o show era extremamente racista. (apesar da apresentadora ser negra...)

 

Qual foi a solução encontrada pelo programa?

 

Através de uma edição horrível obviamente feita às três pancadas, pela primeira vez houve um empate, sendo duas das concorrentes coroadas como vencedoras, uma delas branca, outra delas negra, tudo em nome da diversidade e de uma pseudo-igualdade de oportunidades.

 

E eu questiono-me, será esta a forma correcta de proceder?

 

Será que devemos premiar alguém devido à sua raça, idade, género, religião, estrutura fisionómica, etc, em detrimento do talento?

 

Uma vitória que nos tenha sido concedida, um trabalho que nos tenha sido oferecido, uma bolsa com que tenhamos sido premiados não por causa das nossas capacidades mas sim para igualar números não vai ser mais uma acha para a fogueira em vez do extintor para a apagar?

 

Para mim uma pessoa é uma pessoa, independentemente de como ela se veste ou da aparência que tenha, e uma pessoa deve ser avaliada e premiada tendo as suas acções e capacidades.

 

Mas neste mundo já percebi que há uma predisposição para se acentuarem as diferenças em vez dos pontos de união, e apesar de certamente ainda haver muita descriminação que não deveria ocorrer há muitos indivíduos que pegam nas suas características individuais e as utilizam como armas de arremesso, criando fossos em vez de pontes!

 

RuPaul's All Stars Hall of Fame

 

Isto sim é Amor!


Triptofano!

15.02.19

O amor é multi-dimensional.

 

Por mais que a sociedade em que vivemos nos queira convencer que o amor é exclusivo daqueles que possuem um certo tipo de corpo, uma determinada idade e uma consensual orientação sexual, a verdade é que o amor não é uma palavra com limites, fronteiras ou respeitadora de estereótipos.

 

Mas apesar do vídeo promocional da Zomato mostrar que todos, independentemente das suas características intrínsecas e extrínsecas, tem o direito, e mesmo o dever, de amar e ser amados, a mensagem mais importante que ele encerra é outra.

 

Este fantasticamente singelo vídeo recorda-nos que nós humanos temos mais coisas a aproximar-nos do que aquelas que insistem em fazer-nos acreditar que nos separam.

 

A comida, e mais especificamente o amor pela comida, é algo que nos conecta.

 

A memória das refeições que partilhávamos com a nossa família, a alegria que nos invade o rosto quando pensamos na nossa sobremesa favorita, o ataque de riso incontrolável quando nos lembramos daquele prato que tentámos cozinhar e no fim quase que destruímos a cozinha.

 

Os ingredientes, os condimentos, as texturas e técnicas culinárias podem ser diferentes, mas o amor pela comida é exactamente igual, qualquer que seja a língua, a religião, a posição política.

 

Da próxima vez que estiverem com alguém com quem se sintam pouco à vontade perguntem-lhe qual foi a melhor refeição que comeu no último mês.

 

Vão ficar impressionados em saber que é bem mais fácil criar barreiras, mas é muito mais gratificantes construir pontes! 

 

 

 

Follow Friday de Fevereiro


Triptofano!

15.02.19

Há uma casa.

 

E há uma gata.

 

Não sei qual o verdadeiro tamanho da habitação desta blogger, só sei que tem uma garagem sempre com problemas, uma vizinha com batom vermelho que não irá ganhar o título de Miss Simpatia, e muitos cantos e recantos.

 

Às vezes são textos longos, outras vezes pequenos apontamentos, desabafos, trivialidades, fotos, pedidos a mulheres desenfreadas...

 

Esta casa já tem mais de 10 anos, mas parece sempre fresca, como se tivesse sido acabada de pintar!

 

Nunca sei o que vou encontrar quando passo a porta, mas de uma coisa tenho a certeza, há uma alma presente em cada palavra, há uma pessoa sem máscaras, sem espelhos, sem artificialidades criadas apenas para corresponder a uma moda.

 

Uma pessoa que escreve quando quer, o que quer e como quer.

 

É uma casa onde é impossível não nos sentirmos bem, e a sua dona é uma visita assídua em muitos outros apartamentos aqui da comunidade.

 

E vocês, já visitaram a casa da Maria Araújo?

 

Olhem que não fica nada atrás da casa da Cristina Ferreira! 

 

Conservação do Leite Materno


Triptofano!

14.02.19

Se há tema que eu ainda não domino na perfeição enquanto farmacêutico é o dos cuidados do bebé e da mamã.

 

Primeiro porque sou homem, e normalmente os homens ficam sempre mais atrapalhados quando é para falar de fraldas e bombas tira-leite e cintas de gravidez e coisas que tais.

 

Segundo por ainda não ser pai.

 

É verdade que sou um pai para as minhas porcas-da-índia e para o Macaco José, mas pronto, digamos que não é exactamente a mesma coisa.

 

Por isso é que quando na farmácia recebi um guia prático de intervenção farmacêutica sobre cuidados bebé e mamã enviado pela ANF (Associação Nacional de Farmácias) tendo a coordenação e conteúdos técnico-científicos ficado a cargo do CEDIME (Centro de Documentação e Informação de Medicamentos) e do DSF (Departamento de Serviços Farmacêuticos) todo eu rejubilei de alegria.

 

Finalmente tinha uma fonte credível de informação que poderia usar para aconselhar melhor os meus utentes.

 

E a primeira coisa que eu fui estudar foi as formas de conservar o leite materno, porque incrivelmente há muitas mães que por problemas de saúde (a toma de uma antibiótico, de uma pílula do dia seguinte, etc...) tem de suspender o aleitamento, e quando fazem a transição para o leite de fórmula torna-se mais complicado o bebé voltar a pegar na mama.

 

Por isso é que eu aconselho sempre às mães a ter algum stock de leite materno conservado para uma emergência, só que já reparei também que existe um desconhecimento enorme sobre as formas seguras de conservação.

 

Por isso vou pegar na informação sobre a ANF e disponibilizá-la aqui, e ao longo deste mês irei partilhar convosco mais alguns tópicos que ache que sejam relevantes!

Tudo em nome de uma boa educação para a saúde! 

 

Conservação segura do leite materno em casa

 

Conservação segura do leite materno em casa

 

A conservação do leite materno no frigorífico ou no congelador deve ser sempre feito em recipientes próprios.

 

Os sacos de conservação, onde deve-se apontar a data e a hora da extracção do leite, podem ser usados para curtos períodos de tempo (até 72 horas no frigorífico).

 

Para períodos de tempo mais alargados devem-se utilizar recipientes de plástico rígido ou vidro que contenham tampa.

 

No caso de haver necessidade de transportar o leite deve ser utilizado um seco térmico e o gelo deve ser renovado a cada 24 horas, protegendo-se sempre o leite do contacto directo com o gelo.

 

O Leite Recém-Extraído (Fresco) aguenta à temperatura ambiente ( se inferior a 25º C) um tempo máximo de entre 6 a 8 horas.

 

O Leite Refrigerado aguenta no máximo 8 dias se colocado no fundo da última prateleira, junto à gaveta dos legumes do frigorífico, onde a temperatura está entre os 0 e os 4ºC.

 

Se for colocado no fundo da primeira prateleira do frigorífico, onde a temperatura está entre os 4 e os 10ºC, o leite aguenta entre 3 a 5 dias, sendo que se a temperatura for superior a 5ºC após o terceiro dia o leite deve ser consumido nas 6 horas seguintes.

 

O tempo máximo de conservação do Leite Congelado varia consoante o congelador.

 

Se for um congelador que estiver dentro do frigorífico o tempo máximo são duas semanas.

 

Se tiverem um frigorífico combinado, independentemente das características do mesmo, no congelador o leite vai aguentar entre 3 a 6 meses.

 

Se optarem por colocar numa arca congeladora, onde a temperatura encontra-se  a -19ºC ou ainda mais baixa, o leite aguente mais de 6 meses, não havendo um limite de validade estipulado para o seu consumo seguro. (mas também não convém ficar lá a ocupar espaço durante 5 anos...)

 

No que toca à Descongelação do Leite, se for feita fora do frigorífico o leite deve ser consumido de imediato, se for dentro a conservação do mesmo é garantida num intervalo entre 12 a 24 horas.

 

A Casa dos Ossos


Triptofano!

13.02.19

Casa dos Ossos em 10 segundos: Descubram os Ossos Carregados, atrevam-se com a língua de porco fumada, pasmem-se com a velocidade do serviço que inexplicavelmente só demora eternidades quando é para trazer a conta!

 

Casa dos Ossos

 

Quando o Cara-Metade disse que queria ir à Margem Sul comer uma delicacy (adoro quando ele usa estes termos todos finos) fiquei logo com a pulga atrás da orelha.

 

Quando ele me contou que teríamos de ir a Sarilhos Grandes achei que ele só podia estar a brincar, porque energeticamente a probabilidade de tudo correr mal num sítio com um nome assim era mais que muita.

 

No momento em que ele revela que o restaurante se chama Casa dos Ossos senti um arrepio percorrer-me a espinha, porque não consegui evitar lembrar-me das milhentas ossadas da Capela dos Ossos em Évora.

 

Mas quando descobri que a Casa dos Ossos vendia língua de porco caguei (posso escrever o verbo cagar aqui no blog sem ser censurado?) para as energias e coloquei os pés ao caminho.

 

A Casa dos Ossos é um restaurante daqueles de antigamente, com um aspecto mais pesado e sem nenhuma decoração de fazer uma pessoa ficar deslumbrada, mas não é isso que o impede de estar sempre cheio, completamente a abarrotar, por isso se quiserem fazer uma visita recomendo que reservem com alguma antecedência.

 

Casa dos Ossos

Casa dos Ossos

 

E percebe-se tamanha afluência de pessoas quando a comida chega à mesa, porque é simplesmente divinal.

 

Comecemos pelo mais simples.

 

Para a mesa veio um costeletão de novilho, muito bem servido, tenro e cheio de sabor que fez as maravilhas do senhor meu irmão.

 

Casa dos Ossos - Costeletão de Novilho

 

Depois, aquilo que me convenceu a visitar o espaço, uma língua fumada ao alhinho, com pickles e um molho de fazer qualquer pessoa ter um mini-orgasmo.

 

Se já estão a ter refluxo por lerem a palavra língua não é caso para tal.

 

Depois de fumada e cortada em rodelas finas a língua de porco é como se fosse outro enchido qualquer, carregadinho de sabor e impossível deixar de comer.

 

Então acompanhada por umas batatinhas fritas para molhar na molhenga é mesma uma coisa do outro mundo.

 

Casa dos Ossos - Língua de Porco Fumada

 

Mas se pensavam que a delicacy que o Cara-Metade falava era a língua de porco desenganem-se.

 

A especialidade da Casa dos Ossos, o prato que voa para a vossa mesa um minuto depois de o pedirem tal é a rotação do mesmo são os Ossos Carregados.

 

Os Ossos Carregados são uma parte das vértebras do porco que vêm cheios de carne suculenta que se desagarra facilmente, proporcionando-nos uma sensação de plena satisfação.

 

Este prato é uma espécie de Cozido à Portuguesa Pobre, porque é servido com couves e enchidos, mas sem batata ou nabo ou feijão, sendo possível pedirem um pouco de arroz à parte se forem do tipo de pessoa que não vive sem hidratos de carbono.

 

Casa dos Ossos - Ossos Carregados

 

Casa dos Ossos - Ossos Carregados

 

Na Casa dos Ossos nada desapontou.

 

Nem a simpatia, nem a rapidez do serviço, nem a qualidade do vinho branco da casa (ligeiramente frutado e que deslizou fantasticamente bem), nem sequer as sobremesas, muitas vezes o calcanhar de Aquiles de muitos restaurantes, que eram deliciosas e entre as quais faço uma ressalva muito positiva ao Travesseiro de Noiva e ao bolo de laranja e chocolate.

 

Casa dos Ossos - Vinho da Casa

Casa dos Ossos - Bolo de Laranja e Chocolate

 

Casa dos Ossos - Travesseiro de noiva

 

A única coisa que tenho a apontar foi o factor conta.

 

Não porque tivesse sido elevada, muito pelo contrário, mas porque demorou para aí uns quinze minutos até chegar às minhas mãos, o que me levou a temer que por momentos pensassem que eu fosse uma celebridade ou coisa do género e quisessem que eu oferecesse o almoço ao restaurante todo.

 

Casa dos Ossos

 

Concluindo, vale mesmo muito a pena a viagem até Sarilhos Grandes para provarem os Ossos Carregados, e se forem corajosos experimentem a língua, vão ver que não se desiludem!

 

Casa dos Ossos Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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