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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

24
Mai18

Quando a evolução tecnológica nos deixa nervosos!


Podem-me chamar antiquado, mas se há coisa a que eu não me consigo adaptar é a ver os folhetos dos supermercados em formato digital.

 

Eu sei que se poupa papel, que tenho acesso a eles em primeira mão, que não preciso de andar de supermercado em supermercado a recolhê-los (já dificilmente vem parar algum à minha caixa de correio, para grande tristeza minha), mas eu não consigo ficar fiel aos folhetos digitais.

 

Para mim, parte da emoção de se descobrir uma óptima promoção é virar e revirar o folheto de papel entre as mãos, dobrá-lo, arrancar páginas, fazer círculos com um marcador laranja fluorescente, por todos uns ao lado dos outros para descobrir onde é que o papel higiénico está mais barato e ficar em ânsias quando é segunda-feira e aquele chocolate caríssimo que adoramos vai estar com 80% de desconto mas só a partir de quinta-feira e com stock limitado e nós começamos logo a fazer planos para acampar à frente da loja, sempre com o folheto em forma de canudo guardado no bolso de trás das calças, para na altura da compra não sermos enganados e comprarmos a embalagem de 200 g que não tem desconto ao invés da de 100 g.

 

Quando tento ver um folheto no computador fico imediatamente stressado, porque as páginas demoram a virar (e costumam fazer um barulho irritante que os folhetos não fazem na vida real), porque tenho de estar sempre a fazer zoom para ver o preço por quilo quando na vida real bastava-me por o papel junto ao nariz para ver as letras miudinhas, porque necessito de ter uns 10 separadores abertos para andar a comparar preços e quando dou por ela já não sei onde é que estavam os sacos de lavanda com promoção de 15% e acabo por mandar tudo às urtigas.

 

A evolução digital é muito bonita sim senhor, mas por favor, não deixem de imprimir os folhetos em papel para os velhos do Restelo como eu!

23
Mai18

O que é que eu faço?


Por favor, ajudem-me, estou desesperado!

 

O que é que eu faço para o raio da vizinha de cima não me acordar às sete da manhã aos gritos com os filhos?

 

É que independentemente de ela estar zangada, alegre, triste, melancólica, com o período, com diarreia, a mulher grita constantemente.

 

E eu começo a ficar todos os dias um bocadinho mais careca por causa dela - o que é que eu posso fazer para que este flagelo termine?

22
Mai18

Novidades Uriage 2018


Lembram-se neste post de ter falado acerca do Expossoma e da Luz Azul, e do quão prejudicial ela era para a saúde da nossa pele?

 

Pois que finalmente a Uriage lançou para o mercado português a gama Age Protect, com um escudo anti-poluição e luz azul, que combate as rugas e dá mais firmeza e luminosidade à pele.

 

O BLB ("Barrière Lumière Bleue" - Barreira contra a luz azul), é uma patente registada pela Uriage,  sendo composto por uma associação de extratos vegetais, vitaminas e nácares, actuando assim como um protetor, limitando os efeitos nocivos das ondas emitidas pela luz azul sobre a pele.

 

Mas além desta barreira contra a luz azul, a gama Age Protect trás-nos o Filmexel, composto por ceras vegetais, que deposita na superfície uma película de segunda pele que impede a fixação de partículas finas de poluição na superfície da pele - testes laboratoriais demonstraram uma redução de 40% na adesão das partículas poluentes.

 

Para finalizar Age Protect tem na sua composição Vitamina A, uma precursora do ácido retinóico, que tem a capacidade de atenuar rugas e manchas, estimular a renovação celular e a síntese do colagénio e da elastina; Ácido Hialurónico de muito baixo peso molecular, que permite um preenchimento das rugas; Extracto de Dragoeiro, com propriedades regeneradoras e cicatrizantes e uma forte ação anti-radicalar, sendo que este extracto vegetal vai estimular a síntese dos colagénios 3 e 4, responsáveis pela sustentação e firmeza da pele; Vitamina C e E, com poder antioxidante, atacando nas manchas escuras e dando luminosade ao rosto, além de combateremm eficazmente os UV; Água Termal da Uriage, numa concentração de 10%, que protege e repara a pele devido aos seus minerais e oligoelementos.

 

 

Os Produtos

 

Uriage Age Protect Barreira Luz Azul

 

 

A gama Age Protect tem sete produtos, sendo 6 deles apresentados numa embalagem Airless, de forma a evitar que a fórmula perca propriedades em contacto com o ar.

 

Existe o Creme multi-acções, com ou sem protecção solar SPF 30, para peles normais a secas, enriquecido com manteiga de karité, esqualeno de azeitona e ceras vegetais ; o Fluido multi-acções para pele normal a mista (este não tem infelizmente a possibilidade de protecção solar) formulado com AHA (alfa-hidroxi-ácidos), extratos de frutos de roseira e celulose, para matificar e afinar o grão da pele; o Contorno de Olhos, sem perfume, que tem na sua composição um complexo único com sulfato dextrano que atenua as olheiras e descongestiona a pálpebra inferior; o Sérum intensivo, com uma dose dupla de vitamina A e AHA, acelerando assim a regeneração celular; o Creme detox como cuidado de noite, tendo na sua composição o agrião, uma planta conhecida pelas suas propriedades desintoxicantes antipoluição e que garante a oxigenação celular; e por fim, também para a noite, para ser usado uma a duas vezes por semana, o Creme Peeling, este sem embalagem Airless, vai alisar as rugas, eliminar manchas e imperfeições.

 

 

A minha Opinião

 

Primeiro que tudo quando comecei a pensar em quanto tempo estava ao computador por dia até me assustei. É aqui no blog, é no trabalho, é na hora de almoço a ver os e-mails, enfim, uma imensidão de tempo.

 

Por isso mal chegou a gama à farmácia comecei a usar o fluido multi acções.

 

O perfume é bom, não é muito forte nem enjoativo. O fluido espalha muito bem na pele, não deixa sensação de cola nem de brilho. Não me causou irritações nem comichões nem outras reacções alérgicas.

 

O único ponto negativo que tenho a apontar é a embalagem. Para usarmos o produto temos que rodar a embalagem numa certa direcção, e não é fácil nem funcional, basicamente temos de espetar o dedo mesmo na saída do creme de forma a conseguirmos que aquilo gire (quando vocês tiverem o produto nas mãos vão perceber o que eu estou a dizer) e acabamos por estar a conspurcar na mesma tudo, o que não era o objectivo desta embalagem.

 

Mas pronto, é um pequeno senão que espero que seja reformulado em breve.

 

Entretanto, é ponto assente que todos os dias antes de começar a trabalhar ponho uma boa camada de protecção contra a luz azul, que não quero ficar velho assim tão depressa!

 

 

20
Mai18

Bolota, Erva, Haxixe?


Ontem eu e o cara-metade resolvemos dar um passeio para os lados do Rossio, sobre o pretexto de irmos meter o nariz numas feirinhas de produtos regionais que por lá estavam.

 

Depois de termos constatado que a oferta era mais fraca relativamente ao ano passado, e aquilo que procurávamos não estava à venda, decidimos aproveitar e fazer uma caminhada até ao Terreiro do Paço.

 

Fizemos o percurso desde a Praça da Figueira até ao Terreiro, passando pela Rua Augusta, constatando que 99% das pessoas que estão nas esplanadas da restauração local são estrangeiros, e que 95% das pessoas que estão a servir esses estrangeiros são por sua vez também estrangeiros.

 

Questiono-me o que terá acontecido aos portugueses!?

 

Será que sem eu dar conta houve um fluxo migratório intenso destes para o interior do país de forma a combater a desertificação?

 

Mas mais preocupante que a falta de nativos, foi o facto de no percurso Praça da Figueira - Terreiro do Paço (que para quem não sabe não demora mais que 10 minutos a pé), ter sido abordado no mínimo 10 vezes por diferentes indivíduos a oferecerem-me a possibilidade de comprar droga.

 

Bolota, Erva, Haxixe, Coca, Pólen e todo um manancial de diferentes possibilidades para apanhar uma moca.

 

Como fui eu abordado, centenas de turistas também foram interpelados por estes vendedores ambulantes. Muitos recusavam mas vi uns quantos a fazerem negócios ali às claras, no meio da rua, como se estivessem a vender rebuçados de mentol.

 

É verdade que a grande maioria dos portugueses, muito graças às reportagens que tem passado na televisão, sabem que estes indivíduos não vendem realmente drogas, mas sim uma mistura de louro e malvas prensadas, que no máximo serviriam para fazer um cataplasma para tratar alguma irritação cutânea.

 

Não tenho pena daqueles que são enganados na compra de falsos estupefacientes, o que me provoca extrema irritação é o facto de Lisboa estar a passar uma imagem de centro comercial de droga e que ninguém se importa que tal aconteça.

 

É esta imagem que queremos que os nossos visitantes levem consigo? Que Lisboa é uma cidade sem rei nem roque, onde apesar de não haver liberalização da venda de droga, quem quiser vender pode fazê-lo à descarada?

 

Podem dizer que a Polícia está de mãos atadas, que não podem prender os vendedores porque o produto que tentam negociar não é ilícito.

 

Mas então que lhes passem multas se não tiverem a licença de vendedor ambulante. E não haverá nenhuma lei que proíba o incitamento ao consumo de estupefacientes? Até quando a Câmara de Lisboa vai assobiar para o lado e fingir que não há um problema flagrante a decorrer numa das zonas mais turísticas da capital?

 

Mudem as leis, tomem atitudes, mas por favor, este flagelo tem que ter um fim!

19
Mai18

5 Nomes de Medicamentos que Deveriam ser Repensados


Trabalhar numa farmácia é uma alegria.

 

Os utentes, por eles só, conseguem trocar os nomes de todos os medicamentos, inventar doenças nunca antes imaginadas e colocar as nossas capacidades de adivinhação à prova, entregando-nos comprimidos branquinhos sem qualquer marca ou pedaços de caixa onde apenas figura o lote, esperando que sejamos capazes de descobrir que medicamento é aquele.

 

Às vezes penso em mandar uma carta para a Reitoria de Lisboa exigindo que façam uma reformulação no curso de Ciências Farmacêuticas, passando a ser cadeira obrigatória a leitura da bola de cristal e o arremesso das cartas de Tarot.

 

Assim como assim, tendo em conta a crise do sector, em vez de emigrar, o jovem farmacêutico desempregado poderia ser contratado como assistente da Maria Helena, benzendo todas as quinquilharias que ela compra na loja dos chineses com um soluto de Dakin ou coisa similar!

 

Se uma pessoa tivesse de lidar apenas com a criatividade dos utente, era uma coisa, o grande problema é quando a indústria farmacêutica ajuda à festa e decide apelidar os seus produtos com nomes sugestivos.

 

Eis cinco medicamentos cujos nomes deveriam ser repensados urgentemente:

 

Zumba - Para ser franco já não há problemas com este medicamento, visto que ele foi descontinuado, mas ainda me lembro de me virem pedir o belo do Zumba.

 

Se nos dias de hoje ainda poderia haver dúvidas se o utente estava a referir-se à nova aula do ginásio onde só vai para ver as jeitosas todas suadas, antigamente um homem que viesse pedir um Zumba é porque tinha esperanças de dar umas cambalhotas.

 

Normalmente também comprava uns preservativos e se fosse assim um primeiro encontro, levava no saco (ainda se davam sacos de plástico, não precisava de levar no pacote) um creme depilatório para ficar todo apresentável.

 

Se o creme depilatório fosse adquirido alguns dias depois do Zumba, então é porque além da cambalhota o utente tinha sido contemplado com alguns chatos!

 

Será que o nome deste medicamente foi inspirado na canção da Tonicha?

 

"Ora zumba na caneca, Ora na caneca zumba, O diabo da caneca, Toda a noite catrapumba."

 

Invega - Não há mal nenhum neste nome, isto claro se houvesse a esperança que a maioria dos utentes dedicasse algum tempo a compreender o que realmente está escrito na embalagem.

 

Não há mês que não me apareça alguém a pedir Inveja!

 

E depois é Inveja a 3, Inveja a 6, Inveja a 9 - felizmente que não há dosagens mais altas, porque a inveja é um pecado mortal e com Inveja a 128 certamente que se seria recambiado directamente para o Inferno.

 

Kainever - Mais um medicamento que foi inspirado numa canção, mas neste caso do José Cid.

 

"Cai neve em Nova Iorque, Há sol no meu país, Faz-me falta Lisboa, P'ra me sentir feliz."

 

Podem não acreditar mas já tive um utente a cantar esta canção depois de me pedir um Kainever.

 

Não posso dizer que tivesse uma voz muito má, mas alegro-me pelo facto de não se ter despido como o José Cid fez para a capa do seu álbum. Para azar dele não tinha receita, por isso teve que se contentar com uma valeriana.

 

Janumet - Oh Doutor, Já não meto não senhor, que isto da Diabetes deu cabo do tesão de um homem. Claro que ainda podia ir lá com os dedos, mas as artroses dão cabo de mim. 

 

Típico utente a quem faríamos uma venda cruzada de Zumba e de um anti-depressivo, o segundo para entregar à pessoa que tivesse o infortúnio de ir para a cama com tal personagem.

 

 

Ebixa - Este maravilhoso medicamento para o Alzheimer deveria ser descontinuado o mais rapidamente possível, não pela falta de eficácia ou qualquer outro problema, mas porque ninguém merece ouvir piadas acerca do nome do mesmo.

 

Um dia apresentei o produto a uma senhora, que depois de olhar compenetradamente para o mesmo durante uns dois minutos, fita-me com um ar muito sério e pergunta-me:

 

É bicha????

 

Eu sei que não me devia ofender com este tipo de perguntas, mas se ela quisesse saber detalhes da minha vida privada que viesse ler aqui ao blog, por isso não lhe respondi.

 

Certo é que da vez seguinte já levou com o genérico que foi para não fazer piadinhas acerca do meu jeito efeminado!

 

 

Sabem o que vos digo? Farmacêutico sofre!

18
Mai18

O Chupa Ranho


Ser farmacêutico comunitário é uma constante aventura, porque nunca sabemos quem é a próxima pessoa que vamos atender.

 

Pode ser alguém impecável, simpático e afável, ou pode ser uma pessoa que nos ameace com uma barra de ferro, havendo a necessidade nesse caso de chamar a polícia para evitarmos ir para a reforma por invalidez.

 

Deixo-vos aqui uma história verídica que me aconteceu ontem com um utente, que mostra o quão urgentemente eu tenho de ser canonizado, porque só um verdadeiro santo é que aguenta estas situações.

 

Triptofano: Senha 36

Utente: Boa Tarde

Trip: Boa Tarde. Em que é que posso ajudar?

Utente: Queria um Chupa Ranho.

Trip: (...) (momento em que duvido se os meus ouvidos estão com algum problema de funcionamento) Peço desculpa, importa-se de repetir?

Utente: Queria um Chupa Ranho.

Trip: Ah Ok! (afinal tinha compreendido bem...) Vou já buscar o Chupa Ranho.

Utente: Mas não se chama assim?

Trip: Não, não se chama Chupa Ranho (poderia ser uma boa técnica de marketing mas ainda ninguém se lembrou de tal!).

Utente: Então qual é o nome técnico?

Trip: Aspirador Nasal!

Utente: Pronto, é que a minha mulher tinha dito que era um Chupa Ranho.

 

Vou eu buscar o Chupa Ranho, a pensar que pronto, tinha sido uma situação estranha, mas não era assim nada do outro mundo.

Mas mal eu sabia que a história ainda não tinha terminado!

 

Trip: Aqui tem o seu aspirador nasal, ele vem já com duas recargas. Depois se precisar de comprar mais recargas elas vendem-se em separado.

Utente: Sim senhor. Preciso de factura com contribuinte.

Trip: Claro. Qual é o contribuinte?

Utente: Tem um papel para eu escrever?

Trip: Sim, mas pode-me dizer que eu anoto aqui já no computador!

Utente: Você não sabe que essas coisas não se dizem? Quero um papel para escrever o número!

Trip: (...)

 

E pronto, foi assim que terminou a história.

 

O senhor escreveu o secreto número de contribuinte no papelinho que lhe entreguei, eu coloquei-o no computador descobrindo que ele já tinha os dados gravados na farmácia (por isso não entendi tamanhas precauções), pagou-me e foi-se embora satisfeito com o seu Chupa Ranho.

 

Triptofano, a deixar utentes felizes desde 2010....

17
Mai18

Detalhes do meu corpo


Confesso que há alguns anos que tenho uma questão relativamente a um detalhe do meu corpo a saltitar-me na mente, mas nunca calhou sentir-me à vontade com alguém para esclarecer a situação.

 

Afinal todos nós temos as nossas inseguranças e não gostaria de saber que afinal tenho uma particularidade extravagante, por isso andei a evitar fazer esta pergunta todos estes anos.

 

Mas como no blog sinto uma cadeia de amor que muito agradeço, resolvi deitar cá para fora.

 

O que me preocupa são os meus pés. Eles são uns pés bonitos, hidratados, com alguns pêlos nos dedos mas nada fora do comum.

 

Aquilo que me deixa um bocadinho desconfortável é o facto de, se eu quiser, conseguir afastar bastante o dedo grande do pé do segundo dedo (sem usar as mãos, apenas usando os músculos dos dedos), deixando um espaço onde cabe um pénis de tamanho médio.

 

E quando falo do pénis de tamanho médio é porque já fiz a experiência com diferentes tamanhos de pénis (e sim, eu tenho à vontade para andar a enfiar pilocas entre os dedos mas não tenho para perguntar se será algo normal de se conseguir fazer, não me julguem...).

 

É normal, não é normal? Também conseguem afastar assim os vossos dedos? 

 

Se não se sentirem à vontade de fazer o vosso testemunho abordando o tema pénis digam-me só, conseguem colocar entre os dedos um macarrão ou tem de ficar pelo esparguete?

16
Mai18

Petiscar em Benfica


Já vivo há quase 4 anos em Benfica e tenho vergonha em dizer que conheço muito pouco da oferta de restauração das imediações.

 

Sou capaz de ter ido a locais que não lembram a ninguém para provar determinada iguaria sobre a qual li em determinado blog, mas perder-me a procurar os sítios onde comer bem na área da minha residência, está quieto!

 

Para perceberem o quão vergonhosa é esta minha falta de consideração pelos restaurante locais, durante uns dois anos passei diariamente por um estabelecimento que estava sempre cheio ao barrote.

 

E durante dois anos presumi que ele fizesse parte de um restaurante maior que fica mesmo na porta ao lado.

 

Quando compreendi finalmente que eram locais distintos, ainda tive a capacidade de precisar de mais meio ano para perceber como é que se entrava no local.

 

Sim, eu sei que é idiota, mas o facto de eu passar sempre do outro lado da rua e a porta do restaurante ser daquelas de correr situada numa lateral, fazia com que eu não a visse, o que levou a que durante meses achasse que as pessoas entravam por uma porta secreta na parte de trás do prédio ou coisa parecida.

 

O ser humano quando consegue tem a habilidade de ser muito limitado - e eu por vezes pergunto-me como é que consegui terminar um curso universitário possuindo uns neurónios tão fracos.

 

Há uns dias atrás, vinha eu e o cara-metade de uma daquelas idas ao supermercado que supostamente vão durar 10 minutos mas quando damos por ela já lá estamos encafuados há duas horas, quando percebemos que não tínhamos nada pronto em casa para jantar. E a vontade de preparar algo era menos que muita.

 

Assim, eu, num movimento arrojado, decidi que iríamos experimentar o "restaurante mistério", que já tinha investigado ser um local mais de petiscos.

 

Este estabelecimento é a Cervejaria Boa Esperança, ideal para quando a fome aperta fora de horas, visto a cozinha estar aberta até às 23 h e o espaço em si até às 24 h.

 

Tivemos sorte, e arranjámos logo mesa.

 

O serviço foi rápido e competente, sendo que as cervejas voavam para a mesa, ao contrário de locais onde estamos quase a morrer de secura e não há forma do líquido dourado nos virar parar às mãos.

 

A comida era deliciosa.

 

O prego especial no pão vinha muito bem servido, com a carne suculenta a desfazer-se na boca.

 

O pica-pau à casa, frito, estava irrepreensível.

 

Carne com qualidade, saborosa, pontuada de pickles que lhe davam um apontamento ácido, acompanhada com batatinhas caseiras, daquelas descascadas e cortadas à mão, como as mães fazem e que sabem sempre melhor do que as congeladas de pacote.

E o molho do pica-pau? O molho (vocês já devem ter percebido que eu e os molhos, os molhos e eu...) era tão bom, mas tão bom, que quando acabou o pão para molhar usei os dedos (sem vergonha!).

 

Para finalizar umas moelas grelhadas na brasa, excepcionais, muito bem preparadas e sem nada de negativo a apontar.

 

O preço final foi simpático. A barriga ficou reconfortada. E o melhor de tudo é que o local fica a dois minutos a pé de casa.

 

Às vezes vale a pena descobrir as coisas que estão mesmo ao nosso redor, habilitamos-nos a ter uma fantástica surpresa!

Boa Esperança Petiscos Benfica

Boa Esperança Petiscos Benfica

Boa Esperança Petiscos Benfica

 

 

 

Boa Esperança Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

16
Mai18

A canção que nos devia ter representado na Eurovisão


Tudo na vida é uma questão de timing, e infelizmente a canção que nos devia ter representado na Eurovisão não foi produzida na altura certa. 

 

Tivesse sido criada uns meses antes, e a Isaura e a Cláudia Pascoal não teriam tido hipóteses contra a espectacular cantante Luciana Abreu, que acaba de lançar Pula Pula, uma canção que nos teria projectado para o primeiro lugar da Eurovisão.

 

Numa forma física invejável, mesmo depois de deitar cá para fora meia dúzia de bebés, Lucy, como é carinhosamente tratada pelos fãs, mostra toda a sua sensualidade e lembra-nos que ela sim é o grande ícone da comunidade LGBTQISTYZJD e apoiantes, pondo de lado Eleni Foureira do Chipre, que ao pé dela parece uma matrafona.

 

Se a comunidade internacional se rendeu à letra de Netta de Israel, onde há um empoderamento feminino, então entraria em loucura ao ouvir a intrincada mensagem que Lucy canta em várias línguas, mensagem esta que se pode resumir num verbo, Pular!

 

Porque toda a gente precisa de Pular, toda a gente precisa de Pula Pula, que o sedentarismo é uma epidemia e cabe a todos nós combater os joelhos enferrujados.

 

Lucy foi honrada com um apoio financeiro do Ministério da Saúde de forma a poder transmitir a mensagem do exercício físico a todos aqueles que perdem horas do seu dia a navegar no Youtube, e estou certo que foi o dinheiro mais bem gasto deste governo.

 

A Eurovisão, que se queira quer não, também são fireworks, mesmo que sejam subtilmente mascarados de expressões faciais/ataques epilépticos, e uma parte importante de uma actuação é a performance no palco.

 

Lucy não deixou nada ao acaso e, depois de horas de investigação profunda, criou uma coreografia simples mas complexa, ao nível do brilhantismo da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, onde associa  movimentos robóticos capazes de agradar à comunidade nerd que passa o dia a masturbar-se imaginando os seus peitos desnudos, mas com um grau de dificuldade muito básico, o que torna qualquer atrasado mental com capacidades de coordenação habilitado a fazer parte da crew de dançarinos de Lucy, o que só mostra o quão inclusiva esta Diva Portuguesa consegue ser. 
 
 
Se ainda não tiveram o prazer de deliciar as vossas pupilas e os vossos tímpanos com Pula Pula, esta obra de arte digna de ser registada eternamente nos anais da música portuguesa, deixo-vos o vídeo, para perceberem que se fosse esta a canção portuguesa na Esc 2018 para o ano tínhamos o país ainda mais carregadinho de turistas.
 
 

 

 
 
Só tenho mais uma coisa a acrescentar:
 
Spasiba Russia!
 
 
 
P.S: Quem me quiser voltar a criticar por gostar da Ana Malhoa, peço que se lembre deste vídeo antes de me apontar o dedo!
15
Mai18

Onde comer bom peixe em Lisboa?


Não se importam de sair do centro da cidade? 

 

São pessoas para empregar uma hora do vosso tempo numa viagem de automóvel até a um local mais recôndito? (isto assumindo que partem da zona centro de Lisboa)

 

Querem garantidamente ficar satisfeitos com uma refeição que vos fará fazer o caminho de regresso com um sorriso no rosto?

 

Se responderam que sim às três questões anteriores o local que procuram é o Clube Naval Praia da Assenta, em São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras.

 

O restaurante fica longe de tudo, quase a tocar o mar, e se a certa altura se questionarem se estão no caminho certo, é porque muito provavelmente estão no caminho certo.

 

Antes de se deliciarem com a descoberta deste restaurante, um dos meus favoritos de sempre, onde só fiquei ligeiramente desiludido uma vez por se ter esgotado o Mariafonso, um vinho branco frisante que escorrega divinamente pela garganta, especialmente se servido em copos gelados, levantem dinheiro.

 

O Clube Naval Praia da Assenta não tem multibanco.

 

As reservas são feitas apenas até ao meio-dia e meio, a partir dessa hora é uma questão de sorte conseguir arranjar lugar numa das duas salas decoradas com temas náuticos - a fama é muita e as mesas disponíveis rapidamente esgotam.

 

O que se quer comer escolhe-se à entrada e é pago ao peso.

 

Recomendo o camarão e as amêijoas, petiscos do mar frescos e gulosos, acompanhados por um molho de perder a cabeça - e os donos tem plena consciência desse sucesso, por isso é que servem um pão também ele de fazer crescer água na boca.

 

Suave, fofinho, impossível de deixar de comer - especialmente se tiver encharcado daquele molho irresistível!

 

Nota extremamente positiva para os rissóis de peixe, generosamente recheados e muito bem temperados.

 

Para prato principal, o peixe, em toda a sua glória, perfeitamente cozinhado, acompanhado por umas batatinhas assadas. Desta última vez que visitei o espaço optei por corvina, saborosa, que alimentou de forma bastante satisfatória 4 bocas ávidas.

 

Por fim, o calcanhar de Aquiles de muitos restaurantes, a sobremesa.

 

Em alguns é demasiado cara para o que é. Em outros a qualidade deixa a desejar.

 

No Clube Naval a Espuma do Mar, o doce da casa, cativa pela sua saborosa simplicidade - doce de ovos, natas e amêndoas. E a um preço tão simpático!

 

Se estão com vontade de experimentar, mas estão a fazer contas à vida porque gasolina + refeição deve ficar para lá de uma fortuna, tenho a dizer que uma refeição para quatro pessoas, onde consumimos uma água, duas garrafas de vinho, três cestas de pão, azeitonas, rissóis, camarão, amêijoas, meia corvina, sobremesa e café, ficou pouco mais de 100 euros.

 

Não é barato barato - mas para a qualidade que nos oferecem, é sem dúvida um achado!

 

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

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Clube Naval Praia da Assenta

 

Clube Naval Praia da Assenta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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