Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

14
Fev18

Uma mensagem para este Dia dos Namorados


Apesar deste dia ser cada vez mais comercial a cada ano que passa, o objectivo dele é o de celebrar o amor.

 

E o amor, desde que seja consentido, é amor, não há amor de primeira e de segunda categoria, não há amores mais correctos que outros, nem uns que devem ser apresentados à sociedade e outros vividos atrás de portas fechadas. 

 

Não falo apenas do amor entre duas pessoas do mesmo género, refiro-me a amores entre classes sociais diferentes, com grandes diferenças de idade, de nacionalidade e etnias díspares (...).

 

Hoje à conversa com um amigo, a certa altura ele recordou-me de uma história que a minha mãe costumava-me contar quando era criança.

Provavelmente todos vocês já a ouviram, mas se calhar poucos são aqueles que a tem presente na memória.

 

O Velho, o Menino e o Burro

 

"O burrico vinha trotando pela estrada. De um lado vinha o velho, puxando o cabresto. Do outro vinha o menino, contente, que o dia estava fresquinho e o sol brilhava no céu.

 

Sentados no barranco estavam dois homens. Quando viram o burro, o velho e o menino, disse um para o outro:


– Veja só, compadre! Que despropósito! Em vez do velho estar montado no burro, vem a pé a puxar por ele!

 

O velho e o menino olharam um para o outro. Assim que viraram a primeira curva, o velho parou o burro e montou-o. O menino segurou o cabresto e lá se foram os três, muito satisfeitos. Até que perto da ponte havia uma casa com uma mulher á janela.


– Olha só, Maria, vem ver isto! O velho no bem-bom, montado no burro, e o pobre do menino a andar pé!

 

O velho e o menino olharam de novo um para o outro. Assim que saíram do alcance da vista da mulher, o velho desceu do burro e sentou o menino na sela. E foram andando um pouco ressabiados, o velho puxando o burro pelo cabresto, pensando no que o povo podia dizer.

 

Logo, logo, passaram a uma porta onde estavam paradas uma velha e uma menina.


– Mas que absurdo, pessoal! Um velho que nem se aguenta nas pernas a andar a pé, e a criança, bem sem-vergonha, escanchado no burro!

 

Os dois se olharam e nem esperaram. O velho mais que depressa montou na garupa do burro e lá se foram os três. Dali a pouco encontraram um padre que vinha pela estrada mais o sacristão:


– Olha só, que pecado, onde é que já se viu? O pobre do burro, coitadinho, carregando dois preguiçosos! Mas isso é coisa que se faça?

 

O velho e o menino, desanimados, desmontaram e nem discutiram, saíram carregando o burro. Mas nem assim o povo sossegou! Cada vez que passavam por alguém, era só risada!


– Olha só os dois burros carregando o terceiro!

 

Quando chegaram em casa, o velho sentou cansado, se assoprando:


– Bem feito! — ele dizia. — Bem feito!


– Bem feito o quê, vô?


– Bem feito para nós. Que a gente já faz muito de pensar pela própria cabeça, e ainda quer pensar pela cabeça dos outros. Agora eu sei por que é que meu pai dizia:


– Quem quer agradar a todos a si próprio não faz bem! Pois só faz papel de burro e não agrada a ninguém!"

 

Texto retirado daqui!

 

 

Se calhar estão a pensar o que é que esta história tem a ver com o amor, mas a resposta é simples.

 

Amem, amem como quiserem, quem quiserem, onde quiserem e com a intensidade que quiserem.

 

Vai haver sempre alguém a torcer o nariz, a dizer que devíamos fazer assim ou assado, que vamos magoar-nos, que não é a pessoa certa para nós. 

 

Haverão aqueles que estarão do nosso lado e outros que tentarão criminalizar o nosso amor. Fazer com que nos sintamos mal por termos dentro de nós um sentimento tão puro.

 

Qual é o meu conselho?

 

Lixem-se para a opinião dos outros.

 

É uma opinião vinda de outra pessoa. Vão mesmo deixar que ela afecte a vossa vida? 

 

Quando alguém quiser mudar a cor energética da vossa vida para um negro carregado lembrem-se que vocês merecem viver num laranja eléctrico, num verde choque, num azul turquesa.

Bloqueiem tudo o que vier de negativo e abram os braços para quem vos deixa um sorriso no rosto.

 

Vamos viver a nossa vida sempre dependentes da opinião que os outros tem acerca de como ela deveria ser?

 

Ou criaremos a nossa história independentemente das vozes discordantes?

 

Amem, amem o máximo que puderem, com toda a força que quiserem colocar e sem medos das opiniões dos outros.

 

Vivam o amor. Os outros que se lixem! 

9 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D