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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

28
Dez17

Encontra alguém que tenha um blogue com menos de doze letras no título e que escreva num blogue com outras pessoas


Durante a realização deste desafio encontrei pessoas que tinham blogues com menos de doze letras e/ou que escreviam com outras pessoas num blogue.

 

Mas o engraçado é que ninguém se chegou à frente para falar sobre o tema. Provavelmente não era tão apelativo quanto os outros.

 

Claro que eu podia ter convivado alguém especificamente para me falar um pouco sobre a origem do nome do seu blog ou como é ter um blog partilhado.

 

Só que algo na minha cabeça disse-me (e não, não estou a ficar esquizofrénico ok?) que as coisas acontecem por um motivo. E que se calhar não ter completado este desafio do À Descoberta dos Bloggers era o pontapé de saída para um outro desafio em maior escala.

 

Vocês se calhar vão dizer que já existe, que é uma ideia repetida, mas e qual é o problema? Afinal há espaço na blogesfera para todos.

 

Pois que a minha ideia era desafiar todos aqueles que responderam a este maravilhoso desafio (e mesmo quem não respondeu) a criarmos um blogue.

 

Com a particularidade que o título do blogue terá que ter menos de doze letras!

 

E perguntam vocês, mas um blogue sobre o quê?

 

Na minha ideia, visto que todos nós temos estilos de escritas diferentes, vivências diferentes e modos de encarar a vida diferentes, fazia todo o sentido criarmos um blogue de opinião, onde cada um de nós escrevesse uma pequena crónica.

 

Só que em vez de cada um escrever sobre o que lhe apetecesse, o que se faria era de forma mensal, ou quinzenal, ou semanal - dependendo do número de bloggers que aderirem à ideia e da rapidez em produzir textos - escolher um tema da actualidade ou não, e cada blogger emitir a sua opinião sobre isso, sem filtros, sem pudores, sem juízos de valor.

Por exemplo, decidimos entre todos que o tema escolhido é a liberalização do consumo de drogas leves. Então cada um irá escrever um texto sobre esse assunto, independemente da sua opinião. 

 

Acham que é uma ideia que tem pernas para andar?

Quem estiver interessado pode-me mandar um e-mail para triptofano86@gmail.com

 

E para encerrar este desafio do À Descoberta dos Bloggers quero agradecer novamente a todos os que participaram, a todos os que leram, a todos os que comentaram!

A blogesfera sem vocês não tinha a mínima piada!

 

Quem tiver curiosidade pode ler as restantes histórias deste desafio aqui!

28
Dez17

Encontra alguém que tenha usado (ou use) aparelho nos dentes


Quando estava a entrar na adolescência a minha mãe literalmente obrigou-me a usar aparelho para os dentes. Dizia ela que se não o fizesse, aquele dente meio torto que tinha iria ser o responsável por não me casar.

 

Acabei por ceder às vontades da senhora minha mãe, não com medo de ficar para tio, mas simplesmente porque sabia que era uma luta que não ia ganhar - ela iria esgrimir tantos argumentos que mais cedo ou mais tarde eu iria colocar o raio do aparelho.

 

Aparentemente a relação com os aparelhos dos dentes nunca é muito pacífica, e a fantástica história da Bruxa Mimi é um belo exemplo disso!

 

~

 

"Eu nasci sem dentes (não se riam, há quem nasça com dentes!). Desconheço que idade tinha quando me nasceu o primeiro dente, mas é irrelevante para esta história.

 

A dentição de leite ficava-me bem. Devia ter-me ficado por ela – pelo menos os dentes de leite cabiam todos na minha boca – e direitinhos, lindos!

 

Assim que começou a dentição definitiva, deu para perceber que a coisa não iria correr bem… Ainda hoje lamento o tamanho dos meus incisivos de cima (quando estou mais desanimada, acho que parecem dentes de coelho, embora não sejam tão grandes quanto os dos coelhos – é, no entanto, um facto que eu gosto muito de cenoura crua, qual Bugs Bunny…).

 

 

Dentes encavalitados, num chega-te para lá entre uns e outros, levaram a que se tornasse evidente a necessidade de usar aparelho. Andava eu na 4.ª classe (hoje em dia seria o 4.º ano).

Foi preciso fazer um molde. Coisa horrível, aquela pasta cor-de-rosa que me enfiaram na boca para ficarem com uma réplica da minha dentição e poderem decidir como deveria ser o aparelho, onde deveria apertar, etc..

 

 

Lembro-me muito bem da minha fala nos primeiros tempos do aparelho: esquisita, muito esquisita! Mas uma pessoa habitua-se a ter aquilo na boca e aos poucos começa a falar melhor.

 

Nesse ano, uma das minhas colegas – a que morava mais perto da minha casa – fez uma grande festa no seu décimo aniversário. A festa incluía almoço.

Ora, eu tinha a recomendação de tirar o aparelho antes de comer (pelo menos na refeições principais) e foi o que fiz. Infelizmente, não me tinham arranjado nenhuma caixa para guardar o aparelho, de modo que o embrulhei num guardanapo de papel e coloquei onde não me esquecesse dele.

 

A seguir ao almoço houve brincadeiras e jogos no exterior da casa. Tudo muito divertido. Até que me lembrei do aparelho. O sítio escolhido afinal não tinha sido assim tão boa ideia. Fui falar com a mãe da minha amiga, a anfitriã. A mesa já tinha sido desmanchada, e nada de aparelho!

 

Concluímos que o aparelho, embrulhado em papel de guardanapo, tinha sido confundido com lixo.

O lixo estava em caixotes, num canto do quintal. Nesta altura já havia outras pessoas envolvidas na busca do aparelho.

 

Esvaziámos os caixotes e vasculhámos o lixo. Sim, graças a mim, uma das atividades realizadas na festa de anos da minha amiga foi a caça ao aparelho – um jogo divertidíssimo, que ninguém ganhou. Nada de aparelho no meio do lixo.

 

Nisto, alguém diz: “O aparelho não será isto?”, apontando para um embrulho colocado numa prateleira de um armário. Era. Final feliz para uma história de lixo aparelho!

 

A história que contei não foi a única aventura que vivi graças ao aparelho dos dentes. (Digo “o” aparelho, mas com o crescimento o aparelho teve de ser substituído, uma ou duas vezes.)

 

Quando andava no sétimo ou oitavo ano, ainda usava aparelho. No verão, estive numa colónia de férias. Era um local muito giro – e enorme. Numa tarde, depois de almoçar, voltei a esquecer-me de colocar o aparelho na boca. Eu e outras colegas, vigiadas por uma monitora, fomos jogar ao mata para uma zona de pouca (ou nenhuma) circulação de pessoas. O sítio ideal para jogar ao mata, sem incomodar ninguém.

 

Faço aqui um aparte, para dizer que gostava de jogar ao mata, mas que não tinha jeito nenhum para “matar” – a minha especialidade era não ser morta.

 

Muitas vezes era a última da equipa a morrer, o que fazia de mim uma peça chave para evitar a derrota. Só nessas alturas é que eu me fartava de saltar para apanhar a bola, já que garantidamente era para mim que os restantes elementos da equipa a atiravam.

 

Voltando à tal tarde, depois do mata fomos lanchar. Deve ter sido nessa altura que me apercebi que não tinha posto o aparelho. Lembrei-me que o tinha colocado no bolso da túnica. Não estava lá.

 

Fui então falar com a monitora que nos tinha acompanhado durante o jogo do mata. Expliquei-lhe a situação. Ela foi comigo ao local do jogo procurar o aparelho. O chão era escuro, não me lembro se de alcatrão, se de pedras, e primeiro parecia que não iria encontrar nada. Depois encontrei o aparelho… aqui. Ali. Além. Acolá. Um bocadinho em todo o lado.

 

Explicitando o que é evidente: durante o jogo do mata, o aparelho saltou para fora do bolso sem ninguém dar por isso e foi pisado por sabe-se lá quantas pessoas até se tornar parte do chão…

 

Recolhi os pedaços de aparelho que encontrei. Final dramático para uma história de lixo aparelho!

 

O mais espantoso disto tudo? Não me lembro de ser repreendida pelos meus pais, quando lhes contei o que aconteceu. Não me estou a ver a ser assim tão compreensiva. É que a Varinha vai usar aparelho. Já fez o molde dos dentes e tudo. Mas, pelo sim, pelo não, se o aparelho não vier com uma caixa própria, vou arranjar-lhe uma. Talvez se possa evitar cenas tristes… (e poupar uns bons €)."

 

 

Bruxa Mimi, acho que em breve vai-se começar a ver por todo o país praticantes federados do extremamente exigente desporto "Procura o Aparelho no meio do Lixo"! 

Quero aproveitar para te agradecer do coração todo o empenho e olho de lince que tiveste na descoberta de alguns erros que figuravam nos posts deste desafio! O meu muito obrigado!

Não se esqueçam de visitar o blog da Bruxa Mimi aqui, de forma a saberem mais peripécias dela e da sua belíssima família, e se tiverem curiosidade em saber as restantes histórias basta irem aqui!

 

28
Dez17

Encontra alguém que tenha um animal de estimação sem ser cão/gato


Ora pois bem, era suposto neste desafio eu não poder utilizar a minha própria pessoa para responder a nenhuma das questões.

 

Só que alguma vez eu iria ficar sem meter o bedelho?

É que nem pensar.

Por isso vou partilhar convosco uma história que aconteceu com as porquinhas.

 

Como muitos de vocês sabem sou detentor de três magníficas porcas da índia, de seus nomes Escovinha, Priscila e Láska. A Escovinha e a Priscila dão-se relativamente bem e vivem numa gaiola maior, a Láska como acha que é uma porca independente prefere estar numa gaiola sozinha sem que ninguém lhe chateie a cabeça.

 

As gaiolas das meninas tem que ser limpas de forma regular, mais ou menos de seis em seis dias, porque por mais resguardos e pellets que uma pessoa ponha, de tanto chichi e cocó que elas fazem chega a uma altura que não há vela ambientadora que consiga disfarçar o cheiro das suas necessidades.

 

Agora uma coisa que vocês talvez não saibam sobre mim.

Eu sou uma pessoa da manhã, ou seja trabalho muito melhor de manhã, estou mais atento, mais criativo, mais focado, mais tudo. Só que também sou uma pessoa que não consegue acordar cedo. O que limita um bocadinho a minha janela de produtividade diária, assim digamos, para uns 25 minutos.

 

Numa certa ocasião, o cara-metade acordou por volta das sete da manhã para ir para a escolinha e perguntou-me se eu não me importava de trocar a gaiola das meninas. E eu disse que sim, claro, que tinha imenso tempo, afinal só tinha de apanhar o comboio das 10.14h.

 

Pois que não sei o que aconteceu ao tempo, quando dei por ela já era perto das 9.30h.

O meu primeiro pensamento foi deixar a tarefa para quando viesse do trabalho, mas depois já sabia que ia ouvir nas orelhas do cara-metade. Então atirei-me com unhas e dentes à tarefa de limpar a habitação das porcas.

 

Coloquei a Priscila e a Escovinha no corredor, e comecei a tratar de transferir todos os detritos para um saco do lixo daqueles XXL, rezando a todos os santos para que ele não se rompesse e me deixasse uma montanha de cocós e pellets desfeitos em cima da carpete como já tinha acontecido anteriormente.

 

Não tendo o saco rompido para minha grande alegria, peguei na base da gaiola, levei-a para a casa de banho e toca de esfregar para retirar a sujidade.

 

Até aqui parecia que estava tudo a correr fantasticamente bem. As porcas estavam sossegadas no corredor, a limpeza estava a ser feita em tempo record e eu continuava sensual mesmo estando de joelhos com um esfregão na mão com metade do corpo dentro da box do chuveiro.

 

Acabada a limpeza sequei a base da gaiola, levei-a de novo para a sala e preparei-a com os resguardos, os pellets e todas essas coisas. Só que nesse momento vi que me tinha esquecido de limpar a plataforma. Peguei nela rapidamente e voltei para a casa de banho para a lavar.

 

Agora aqui é que acontece todo o drama. No preciso instante em que estou a secar a plataforma sinto um arrepio gelado pelas costas abaixo. Acabo de me lembrar que com a pressa para me despachar, provavelmente tinha deixado a porta do corredor aberta.

 

E tinha mesmo, uma fresta pequena mas tinha sido o suficiente para as porcas terem-se escapado para a sala.

 

Olho para o relógio, 9.50h, não podia perder o comboio de forma alguma, mas também não podia deixar duas porcas à fuga dentro de casa correndo o risco de não ter nenhum fio eléctrico inteiro quando voltasse.

 

Entro na sala e vejo as porcas a mirarem-me do outro lado. Eu olho para elas, elas olham para mim, eu olho para elas, elas estão a gozar comigo, eu aproximo-me devagarinho e elas enfiam-se debaixo do sofá.

 

Soltei um grito mudo de desespero.

 

Mas não podia sucumbir ao fracasso. Tinha que usar a inteligência.

 

Peguei no copo da ração e agitei-o em frente do sofá. A Escovinha saiu logo do esconderijo para vir comer, agarrei-a e coloquei-a dentro da gaiola.

 

Só faltava agora a Priscila.

 

E quem é que alguma vez disse que a porca ia colaborar comigo?

 

Eu bem que agitava a ração em frente dela, mas ela só metia metade do corpo de fora e quando eu a ia agarrar voltava para debaixo do sofá.

Eu ia pelo outro lado e ela fugia para a ponta oposta.

Um filme.

 

Já eram 9.57h.

 

O comboio ainda fica longe de casa, uns bons doze minutos a pé em passo rápido.

 

Naquele momento todo eu era tudo menos sensual, completamente desgrenhado e a suar em bica.

E a porca sem querer ser apanhada.

 

Então eu pensei, Triptofano ou apanhas a porca ou apanhas a porca.

 

Canalizei então toda a essência de Hulk adormecida dentro de mim, e num acto de desespero levanto o sofá com uma mão, faço uma meia espargata para me dar projecção corporal e num movimento digno de artista de circo rodo o corpo na direcção da porca em fuga e apanho-a com a outra mão.

 

Se fiquei todo escanchado? Fiquei!

Se consegui apanhar o comboio? Tive que correr feito louco mas apanhei!

Se voltei a colocar as porcas no corredor? Agora ficam dentro de uma bacia alta para não se armarem em parvas.

 

 

 

 

Se tiverem curiosidade em ler as histórias dos outros bloggers que aceitaram participar neste desafio basta irem aqui!

 

 

 

28
Dez17

Encontra alguém que tenha mais do que três irmãos


Quando o Carlos me mandou a história dele fiquei com um sorriso nos lábios. E um calor no peito.

 

É sempre bom saber que ainda existem pessoas como ele por este mundo fora!

 

~

 

"Bem que a minha mãe podia ter ficado pela mão cheia de filhos, contudo a prole só ficaria completa com a 6ª gravidez!

Aquela que mais lhe deu dores de cabeça, o meu nascimento pois claro!


Sim somos meia dúzia de irmãos, onde eu faço 19 anos de diferença do mais velho, e 7 da mais nova! A verdade é que tenho irmãos que poderiam ser meus pais.


Segundo a educação que a nossa mãe nos deu, nos incutiu, o amor e o respeito entre nós jamais deverá ser quebrado, daí que somos muito unidos, principalmente os quatro mais novos! E é tão lindo, é tão forte o amor de irmãos...


Infelizmente o meu irmão mais velho já nos deixou há seis anos, num domingo de Páscoa, foi acometido de um ataque cardíaco!

Já sabíamos que devido aos excessos o desfecho não iria ser o mais favorável...


Foi uma machadada forte nesta união, doeu, ainda dói, mas serviu também para nos unir ainda mais. E ainda hoje sinto a força dele entre nós, e sabes porquê?


Porque o verdadeiro amor não morre e fortalece-se, mesmo que a ausência física seja eterna!"

 

 

 

Muito obrigado pelo teu testemunho tão comovente Carlos . Não se esqueçam de visitar o blog do Carlos aqui, um lugar muito especial, e se tiverem curiosidade podem encontrar as outras histórias aqui!

28
Dez17

Encontra alguém que nunca tenha andado de avião


Quando recebi o texto da Joana acerca de nunca ter andado de avião não pude deixar de me rir porque instantaneamente me lembrei do senhor meu irmão, que também nunca andou e acho que tinha de ser raptado e sedado para o fazer, tal é a carga de nervos que o assola só de pensar no assunto.

 

Cá eu fui abençoado com uma tranquilidade fora do normal a meu ver.

 

Ainda não descolou o avião já estou eu a dormir de boca aberta, babando-me em todas as direcções, para acordar quando pressinto que o carrinho da comida se está a aproximar, voltando a babar-me profundamente quando acabo a minha refeição.

 

~

 

"Fui convidada pelo Triptofano para participar num desafio que me pareceu super giro e interessante! Muito obrigada pelo convite!
 

Então é assim, eu nunca andei de avião!! E porquê?! Simples!

 

Pessoas - terra, aves - ar, peixes - água!! Não queiram mudar a Natureza!!


Não me venham cá dizer que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo!! Eu não caio nessa! Pensem lá comigo! Têm um acidente de carro, pode abrir o airbag e pum, ainda têm possibilidade de sobreviver! No avião, basta um pássaro aparecer à frente do avião, e pronto, lá vamos todos nós com os porcos! Eu tenho muito amor à vida, meus amigos!!
 

Pior: o tempo que demoram até sair de casa, ir para o aeroporto, esperar 5 horas para embarcar e com sorte nenhum barbudo esqueceu-se de uma mochila e não adiam o voo para o dia seguinte!

 

Depois destas coisas todas, 10 horas mais tarde, lá entram no avião! Confiam que o piloto não é maluco e não se vai pôr a fazer manobras à Red Bull Air Race!

 

Depois, dá-vos a vontade de "aliviar", com alguma sorte não há ninguém na casa de banho!

 

E, por fim, não menos importante, veem todo o caminho a ver a magnífica e absoluta.... Nada!!! Céu com céu!! Pronto, passadas umas 10 horas para embarcar, mais a viagem, mais umas 3 horas para desembarcar e, com sorte, não perdem as malas todas, lá chegam ao vosso destino!!
 

Eu, saio de casa, ponho-me no carro e lá vou eu!! O tempo que vocês demoram a embarcar, já eu estou a chegar!!


Por isso, não, nunca andei de avião!! Talvez um dia, ou não....."

 

 

Muito obrigado Joana por teres participado no desafio e espero que um dia te possa dizer um olá de dentro de um avião, preferencialmente um que esteja a voar em segurança . Não se esqueçam de visitar o interessantíssimo blog da Joana aqui, e se tiverem curiosidade de ler as restantes histórias basta irem aqui! 

27
Dez17

Encontra alguém que tenha publicado um livro (ou mais)


Encontrar alguém que tenha lançado um livro. Quando percebi que tinha de descobrir alguém que tivesse feito uma proeza deste tamanho comecei a ver a minha vida a andar para trás. Mas quem raio é que poderia ter lançado um livro?
 
Depois lembrei-me que a Hipster Chique já o tinha feito. E que eu tinha estado na apresentação do livro dela. E que tinha sido fantástico. E que provavelmente eu não deveria ter deixado de fazer a medicação para a memória que o médico me prescreveu!
 
~
 
"Lancei um livro e foi e está a ser um sonho...

 

Lançar um livro fazia parte daquela lista que muitos de nós temos chamada “Bucket List” e que consiste na enumeração de coisas que gostávamos de alcançar ou fazer na vida.

 

E porque é que fazia? Porque já não faz. Eu tenho o orgulho de dizer que risquei da lista “Quero lançar um livro”.

 

Após muita dedicação, trabalho, suor, ranho, cuecas no candeeiro e uns e-mails, lá veio a oportunidade e o livro nasceu. “A Hipster Chique” é o meu bebé e é um orgulho.

 

Eu só tenho de agradecer à Chiado Editora, a todos os que me apoiaram e apoiam, aos meus seguidores no blog que aturam os meus devaneios e aos que abriram as carteiras e que neste momento tem o meu livro em casa, seja para ler, animação no acto de castigo da porcelana sanitária ou para dar lume à lareira porque “A Hipster Chique” é na verdade um livro multifunções."

 

 

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Muito obrigado Hipster por teres participado e ficamos à espera de mais livros para um futuro breve. Não se esqueçam de visitar o hilariante blog da Hipster aqui, e se tiverem curiosidade em ler o resto das histórias basta irem aqui!

 

27
Dez17

Encontra alguém que tenha assistido a um jogo de futebol ao vivo


Aqui está uma coisa que nunca fiz - quer dizer já vi jogos de futebol de salão ao vivo mas não deve ser a mesma coisa.

 

Provavelmente o que aconteceria se me enfiasse no estádio do Sporting (sim sou do Sporting, nada de me arremessarem vegetais pessoas dos outros clubes ok?) era ficar totalmente perdido a olhar para uma zona do campo enquanto o esférico estava na ponta oposta. Por isso acho que vou continuar a ver os jogos (os poucos que vejo) pela televisão.

 

Quem já assistiu a mais que um jogo foi a C.S. que resolveu partilhar uma história com um pingo de nostalgia que me deixou de sorriso nos lábios.

 

~

 

"Eu escolhi falar sobre uma ida ao futebol e é isso que irei fazer, mas antes vou recuar no tempo.
 
Algures entre 1997 e 1998 a adolescente que havia em mim compreendeu que o desporto que o meu pai gostava de acompanhar, fervorosamente, era feito por jovens jeitosos, entre eles havia um que se destacava: Nuno Gomes. Foi para o ver durante 90 minutos que eu comecei a ver os jogos do Benfica. E a verdade é que após uma meia dúzia de perguntas ao meu pai eu já sabia o que era um fora-de-jogo e para que servia o quarto árbitro.
 
Quando dei por mim, eu já estava completamente embrenhada no futebol. Já não era só a carinha laroca do n.º 21 do Benfica. Era o Benfica em si, com toda a sua história, (que eu fiz questão de descobrir), e era a emoção que o futebol nos é capaz de transmitir.
 
Passei a ver religiosamente todos os jogos com o meu pai, comentava os lances e sabia bem do que falava e um dia fui à Luz. Ele levou-me à Luz. Perdemos, mas valeu a pena.
 
Caramba! Foi deslumbrante. O antigo estádio do Benfica fascinou-me e eu fiquei ainda mais envolvida. Benfiquista para sempre.
 
Depois da primeira ida à Luz seguiram-se muitas outras. Eu e o meu pai. Bela dupla que nós fazíamos. Tenho recordações maravilhosas desses tempos. Vi, ao vivo, o último jogo do antigo estádio e tive a sorte de estar na inauguração do atual.
 
Há muitos anos que não vou à bola. A certa altura afastei-me, mas às vezes tenho muitas saudades.
 
Já disse ao meu pai que temos de repetir, como nos velhos tempos.
 
Talvez em 2018 vá à bola..."
 
 

 

Querida C.S., muito obrigado por teres participado no desafio e espero que 2018 seja o ano em que voltes à bola na companhia do senhor teu pai! Não se esqueçam de visitar o blog formidável da C.S. aqui e se tiverem curiosidade em ver as outras histórias basta clicarem aqui!

 

27
Dez17

Encontra alguém que cante no duche frequentemente


Se cantar no duche fosse uma modalidade olímpica certamente que eu daria orgulho a Portugal arrebatando uma medalha de ouro.

 

Foi por isso que quando soube que A Desconhecida também é praticante assídua deste desporto que comecei logo a imaginar um dueto entre nós. Eu agarrado ao gel de banho, ela ao amaciador, numa performance musical de deixar os vizinhos loucos de emoção.

 

Obviamente que teríamos de arranjar uma box de chuveiro maior do que a que eu tenho em casa, já que se ela é pequena só para mim quanto mais para dois.

 

Mas querida Desconhecida, sabes que eu gosto muito de ti, mas caso formemos um dueto musical lembra-te que eu sou a Beyonce e tu és na melhor das hipóteses a Kelly Rowland, que eu sou a Diana Ross e tu uma das outras duas que integravam as Supreme, que eu sou a Iggy Azalea e tu a Anitta....

 

Não é que eu ache que seja superior, mas a idade é um posto, e como já estou a caminhar para velho as minhas hipóteses de estrelato já são poucas por isso nada de me roubares o protagonismo ok?

 

~

 

"Ora bem, não nasci numa família de cantores, nem sequer numa família de artistas... 

Quer dizer, depende do que vocês interpretarem da palavra "artista"... 😁 

 

Todos nós o somos... Enfim...

 

Aqui a menina Desconhecida adora ouvir música, a qualquer hora do dia. E como é claro, adora cantar...

 

Só para terem uma ideia, no outro dia acordei às 05h30 para ir para a universidade, e a primeira coisa que fiz foi ligar o YouTube, colocar musiquinha e cantar...

 

Outro dos locais onde gosto de ouvir música e cantar, é a tomar banho... Não sei bem porquê, mas tudo soa melhor no duche...

 

E desde o dia em que o meu professor de música me avaliou com 16 valores na aula de canto...

 

MEU DEUS... Sou cantora e ninguém me disse nada, acho que vou passar do duche, para o palco....

 

ME AGUARDEM... "

 

 

 

Querida Desconhecida, se por acaso o sucesso sorrir a ti e a mim não, se faz favor não esquecer que tenho óptimas qualidades de groupie ok? Não se esqueçam de visitar o fenomenal blog da Desconhecida aqui, e se tiverem curiosidade em ler as restantes histórias basta irem aqui!

 

27
Dez17

Encontra alguém que vá a pé para o trabalho/escola


Há pessoas neste país com sorte e que podem ir a pé para o trabalho.
 
Uma dessas pessoas é o P.A. (quer dizer eu digo com sorte porque suponho que ele não tenha que andar 6 kms todos os dias para chegar ao trabalho ou coisa que o valha).
 
Depois há outras pessoas, menos sortudas, nas quais eu me incluo, que a sua sina é basicamente correrem de casa para o comboio, fazerem uma viagem de 45 minutos a suar em bica enquanto todos os outros passageiros estão tapados até às orelhas, para depois voltarem a correr até ao trabalho e quase terem um piripaque, simplesmente por não perceberem que se acordarem todos os dias à mesma hora vão estar sempre atrasados para o emprego.
 
~
 
A rapariga no Autocarro
 

Finalmente a semana passada passou.

 

Finalmente porque foi uma semana longa, cansativa e desgastante. Mas felizmente nem tudo foi mau.

 

A avaliar pelo título, o texto de hoje podia ser uma versão Lisboa Viva do livro < A Rapariga do Comboio > de Paula Hawkins. Ou um claro apelo ao uso da Carris sobre a CP. Mas na realidade só o estou a escrever, não pela referência ao livro, ou para alimentar derbys lisboetas de transportes públicos, mas sim pela rapariga que conheci esta semana.

 

Ao longo da nossa vida, muitas são as raparigas no autocarro que conhecemos. Mesmo sem nunca falarmos, muitas são as pessoas que cruzam diariamente rotinas connosco, umas que nos apercebemos primeiro, outras que se apercebem antes de nós próprios.

 

 

Vamos coleccionando caras, aprendendo a reconhecê-las nos dias seguintes. Seja desde novos a caminho da escola, seja depois para a faculdade ou trabalho. Quem não tem a memória daquele senhor ou senhora que surge, todos os dias, no mesmo metro/autocarro/rua, na mesma carruagem e, se possível, sempre no mesmo lugar? Ou, para quem faz esta travessia, sempre no mesmo barco, a caminho de Lisboa?

 

Quem nunca fixou a cara de uma pessoa que se cruza consigo todos os dias na rua? 

 

Esta semana "conheci" a rapariga no autocarro. E ela "conheceu-me" a mim.

 

Esta semana chata e cansativa que me obrigou a esticar horários, a ligar noites com manhãs e manhãs com noites fez com que chocasse pela primeira vez com outras rotinas, com outras pessoas.

 

Neste novo horário cruzei-me pela primeira vez com ela. Passo todos os dias por aquela escola mas normalmente já deu o toque de entrada. A semana passada não. Fui bem mais cedo.

 

Tão cedo que o autocarro de transporte de alunos que nunca antes tinha visto, estava ali parado, bem em frente à escola, de porta aberta e com o motorista a preparar a rampa para poderem descer os alunos. Sendo novidade, acabo por olhar por aquela porta aberta e lá estava ela, sentada na sua cadeira de rodas, à espera da sua vez. À espera de ajuda para ir à escola.

 

Olhou-me também. E dos seus não mais de 10 anos de idade sorriu e acenou-me.

 

Eu estava cansado, exausto do fim-de-semana, também ele passado a trabalhar, mas ali, naquele instante, passou.

 

Sorri quando nem pensava em sorrir. Sorri quando há dois segundos atrás só pensava no dia chato que me esperava.

 

Sorri e acenei de volta.

 

Ela riu. E eu ri.

 

No dia seguinte, repetiu-se. Voltámos a cruzar-nos agora já cá fora e reconhecemo-nos. Toca a acenar e a sorrir com fartura!

 

Quarta-feira vi o autocarro a chegar e fiz questão de abrandar o passo e com isso perder, para ganhar, uns instantes. Ela viu-me pela janela e de lá acenou. Acenei de volta. 

 

Quinta-feira, não a vi.

 

Sexta-feira, perguntei-lhe o nome.

 

Obrigado Inês.

 

P.A.

 

bus-kid.jpg

 

Texto e Imagem retirado deste link:

http://aminhanamoradaapanhouobouquet.blogs.sapo.pt/a-rapariga-no-autocarro-99401

 

 

Obrigado por teres participado neste desafio P.A. Não se esqueçam de visitar o blog do P.A., um local de paz e reflexão como ele próprio o define, aqui, e se tiverem curiosidade em ler as restantes histórias basta irem aqui!

27
Dez17

Encontra alguém que saiba falar três línguas (ou mais)


Quando a Happy recebeu o desafio À Descoberta dos Bloggers, as opções que restavam já não eram muitas, mas atrevo-me a dizer que ainda bem, porque de outra forma talvez não tivesse tido o privilégio de ler esta história fenomenal que ela partilha.

 

~

 

"Falo algumas línguas. Gosto de mostrar o esforço quando vou a algum país. Assim como nós gostamos quando um estrangeiro vem cá e se esforça por dizer algumas palavras em português.

 

Há muitos equívocos que podem acontecer quando comunicamos com alguém.

 

Especialmente se não for na nossa língua. 

 

Especialmente se mesmo que fluentes na outra língua, não se trata do inglês que conhecemos. 

 

Especialmente quando ao inglês do Canadá, se junta uma certa pronúncia regional.

 

Estão a ver a coisa?

 

E foi o que aconteceu numa conversa que tive durante uns bons 15 minutos, com um canadense que me jurava a pés juntos que o cunhado tinha estado em Portugal este ano e que tinha finalmente encontrado uns “djjins” que eram um sonho.

 

Comecei freneticamente a procurar o que poderia ser e lembrei-me da marca de Jeans Salsa. Expliquei-lhe que Salsa era uma marca portuguesa e que tinha em especial atenção a figura feminina e as curvas portuguesas (a acompanhar, fazia aquele gesto das duas mãos a ondular, exemplificando a anca feminina) e repetia female shape.

 

Ele começou a falar menos e eu a falar cada vez mais, entusiasmada pelo facto de um estrangeiro ter gostado de uma marca de calças de ganga portuguesa. E quando começo a falar, entusiasmo-me mesmo! E então comecei a falar (não sei porquê) das calças de ganga brasileiras que assentam que nem uma luva. E repetia o gesto com as mãos.

 

Até que ao fim de uns 15 minutos ele me diz, com uma cara estranha:

 

- I don’t think we are talking about the same thing…(penso que não estamos a falar da mesma coisa)

 

O meu cunhado adorou o vosso gin (ler dgin) – e faz o sinal de bebida, de polegar à boca!!

 

Todos os que estavam à mesa, se desmancharam a rir, porque todos tinham entendido “djins” de jeans e não de gin, tal como eu. Até os americanos presentes. Portanto, estavam embevecidos a ouvir a minha explicação sobre calças de ganga portuguesas, com tantos gestos à mistura e referências às curvas femininas… "

 

 

Muito obrigado Happy por teres participado. Não se esqueçam de lhe fazer uma visita aqui, para descobrirem um blog incrível, e se tiverem curiosidade de descobrir as outras histórias podem encontrar o post do desafio inicial aqui!

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