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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

06
Fev18

Seguir em frente...


Seguir em frente.

 

Um movimento tão fácil tal como a expressão indica.

Simplesmente é seguir em frente.

Deixar o ponto em que se está parado, mover o nosso centro de gravidade para a frente e ir.

 

Mas são as pequenas coisas, as aparentemente mais descomplicadas, que no fim se revelam como as de maior monstruosidade.

 

Quantos de nós não estamos presos ao chão por pesadas âncoras ferrugentas que nos impedem de prosseguir a nossa viagem de forma plena?

Quantos de nós passamos anos da nossa vida a lidar com situações do passado que teimamos em trazer para o presente, simplesmente para nos causarem transtorno e dor?

 

A solução é simples - seguir em frente.

 

Mas por ser tão banalmente fácil é que acaba por ser às vezes tão inatingível.

 

Para mim o segredo, quando o assunto é relativo a outros, sejam eles amigos, familiares, colegas, amantes, é perceber que não podemos, ou pelo menos não devemos, esperar dos outros aquilo que nós projectamos que eles façam.

 

E quando interiorizarmos esse mantra automaticamente vai sair um peso enorme das nossas costas.

 

E muitos dos assuntos pendentes que temos na nossa vida vão flutuar em direcção à estratosfera quais gigantescos balões de hélio que fugiram das nossas mãos.

 

Aquele favor não retribuído, aquele acto mesquinho, a falta de sensibilidade perante uma situação delicada em que estávamos, tantas são as acções dos outros que nos podem magoar e criar ressentimento.

 

Se interiorizarmos o facto, desconcertante mas verdadeiro, que os outros são indivíduos singulares potencialmente diferentes de nós, perceberemos que as acções de outra pessoa podem ser totalmente válidas para ela, mesmo que nós não a entendamos.

 

Significa isto então que temos de aceitar todos os gestos daqueles que nos são próximos?

 

Pois que esta "filosofia" não implica sermos pisados a torto e a direito, sempre com um sorriso no rosto.

 

O que acontece é que nós temos o poder de aceitar ou não as acções de certo indivíduo.

Aceitando que a outra pessoa pode tomar as suas decisões automaticamente também nos damos o poder de dizer se queremos ou não receber no nosso círculo aquela pessoa e de forma mais ou menos indirecta as suas decisões.

 

Temos nas nossas mãos a capacidade de valorizar ou não certa atitude. De perceber se ela nos causa dano ou nos é indiferente. Se queremos aceitar aquele ser humano ou se na verdade os caminhos são diferentes, e cada um deve seguir o que mais se adequa a si naquela fase da vida.

 

Assim podemos seguir em frente, sem rancores, sem mágoas nunca saradas, sem feridas constantemente a purgar. Sabendo que a nossa decisão, qualquer que ela seja é correcta, pois ela para nós foi naquele momento a mais acertada.

 

No fim do dia o mais importante é estarmos em equilíbrio connosco mesmo, as opiniões que os outros possam ter acerca de nós não passam de isso mesmo, opiniões, e só nos podem fazer dano se em algum momento nós lhes dermos importância suficiente para se imiscuírem no nosso ADN.

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