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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

04
Dez17

O único livro que li em 2017


Eu podia vir para aqui dizer que durante este ano tinha lido uma quantidade astronómica de livros.

 

Que tinha devorado milhares de páginas de literatura nacional e internacional.

Que o meu companheiro de viagens de comboio tinha sido A República de Platão e que as férias tinham sido passadas a ler a Anna Karenina de Leo Tolstoy.

 

Só que isso seria mentir com quantos dentes eu tivesse na minha boca.

A verdade é que este ano li somente um livro. 

 

E não o teria acabado se não fosse a Equipa do Sapo Blogs a lançar o desafio da tag "o melhor de 2017", começando-se pela literatura.

 

Quando percebi que tinha praticamente passado um ano e continuava a ler o mesmo livro, num alucinante ritmo de 20 páginas por mês, peguei nele e ataquei-o furiosamente (figurativamente falando claro!).

 

Acordava mais cedo para ler, deitava-me mais tarde para ler, usava o tempo morto na casa-de-banho para ler, nas viagens do comboio, na pausa para almoço no trabalho, tudo eram boas alturas para conseguir finalmente acabar o livro.

Demorei três dias, mas quando terminei tive uma sensação de bem-estar interior incrível. Como se tivesse resolvido um assunto pendente de à muito tempo.

 

Por isso, o melhor livro que li em 2017 foi também o único, mas mesmo que assim não fosse O Vírus Mona Lisa de Tibor Rode tinha grandes probabilidades de ter sido o meu escolhido.

 

Gostei da fluidez da escrita, da capacidade do autor de conjugar várias histórias, no tempo presente e passado, saltando entre elas sem que tudo ficasse demasiado confuso ou incoerente. 

Não existem páginas mortas, conteúdo desnecessário apenas para fazer volume ao livro, tudo existe com um propósito, e a divisão da obra em pequenos capítulos torna-a de fácil leitura.

 

Pessoalmente gostaria apenas que a história tivesse mais algumas reviravoltas, acaba por a certo ponto ser bastante previsível o desenrolar da mesma; mas por outro lado, apesar de ser um thriller ficcional, a mensagem final que passa acerca da beleza e do impacto que ela tem na nossa vida faz-nos pensar até que ponto somos escravos dela.

 

E neste tipo de literatura é incomum acabar-se um livro e ficar-se a reflectir sobre algo que diariamente condiciona a vida de milhões mas poucos se apercebem verdadeiramente da dimensão desse controle.

 

 

o vírus mona lisa.jpg

 

"Nos Estados Unidos, as participantes num concurso de beleza desaparecem misteriosamente. Mais tarde, algumas delas aparecem totalmente desfiguradas. Em Milão, o mural A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, é destruído, tal como em Leipzig uma das torres da Câmara Municipal. Entretanto, alguém espalha um vírus informático em todo o mundo, que altera sistematicamente os ficheiros de fotografias para desfigurar os rostos humanos."

 

E vocês, leram mais que um livro este ano? 

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