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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

08
Nov17

O Controlo de Raio-X


O leitor decidiu, está decidido!

 

As votações foram renhidas, mas ganhou a história relativa ao controlo de raio-X numa viagem a Inglaterra. Então vamos lá!

 

Há meia dúzia de anos atrás, eu tinha um namorado estrangeiro, que vivia no Canadá. Gostávamos muito um do outro e essas coisas todas, mas a distância era um bocado chata, já uma pessoa ir de Lisboa ao Porto é complicado, quando mais ter que atravessar o Atlântico.

 

Por isso é que, quando ele me disse que precisava de vir a Inglaterra durante um período de tempo, eu fiquei todo contente e propus-me logo a ir visitá-lo durante uns dias, o que ele achou ser uma óptima ideia - também se não achasse a relação muito provavelmente tinha ficado por ali.

 

Eu como namorado dedicado que era, resolvi logo levar umas prendinhas, afinal já não estávamos juntos há algum tempo e eu tinha de mimar o senhor. Encafuei tudo o que consegui dentro da minha mala de mão - não levava bagagem de porão de forma a economizar algum dinheiro - e no dia combinado lá fui eu todo sorridente para o aeroporto, excitado por ir rever a pessoa de quem eu gostava na altura.

 

Só que o problema foi quando tive de passar a minha bagagem pelo controlo de raio-X.

 

Eu já estava um bocadinho nervoso porque sabia que algumas das coisas que transportava eram menos convencionais. Mas lá no fundo acreditava que ia conseguir atravessar o controlo sem ser parado.

 

Estava enganado!

 

Mal a minha mala passou pelo raio-X um agente de segurança abordou-me e disse-me que tinha de inspeccionar manualmente a minha bagagem.

Naquele momento foi como se me tivessem tirado o chão de debaixo dos pés. Comecei a sentir a boca seca, a cabeça a andar à roda, o coração a bater a mil.

 

O meu cérebro estava furiosamente a pensar no que fazer - dizia alguma coisa, não dizia, fingia que não tinha sido eu a colocar aquilo dentro da bagagem?

Só me conseguia lembrar de todos aqueles episódios que tinha visto sobre pessoas que ficam presas em aeroportos, algo que não estava a contribuir para diminuir a ansiedade descontrolada que estava a sentir.

 

Decidi que o melhor era ser honesto, declarar-me culpado logo naquele momento, porque talvez isso atenuasse a minha condenação.

 

Enchi-me de coragem, e antes que o segurança abrisse o fecho, olhei-o nos olhos, e disse-lhe:

 

Sim, eu trago um vibrador dentro da mala!

 

Ele olhou-me de volta, manteve o olhar durante intermináveis segundos e respondeu-me:

 

Ainda bem para si. Mas desconfiamos que leva fruta consigo.

 

Fiquei mais vermelho que um tomate.

Se houvesse um buraco para eu me enfiar garanto-vos que me tinha colocado lá dentro e só saído depois de hibernar durante quatro meses.

 

O segurança abriu a minha mala, e logo no topo descobriu a fruta que supostamente eu levava comigo. Era uma daquelas bombas de banho da Lush, umas bolas que se colocam na banheira e dissolvem-se ficando a água toda cheirosa. Ele olhou para ela, rodou-a entre as mãos, virou-se para o colega e gritou:

 

Eu bem te disse que não era uma laranja. Se fosse tínhamos de ter visto no monitor os caroços!

 

 

 

 

 

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