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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

13
Jan18

Desafio das 52 Semanas - Semana 2


Cabeça de alho chocho como eu sou, apenas quando vi os posts dos outros companheiros bloggers, é que me lembrei que sexta-feira era dia do Desafio das 52 semanas.

 

Como não tinha nada preparado, teve que ficar para hoje, mas aqui está a resposta para a segunda semana deste desafio.

 

desafio das 52.jpeg

 

 

Semana 2 - Eu Nunca...

 

 

É impossível não me lembrar imediatamente do jogo de bebida do Eu Nunca...., que por coincidência quando fui ao Porto para a passagem do Ano foi uma das actividades que fizemos.

 

Como quando o jogámos ainda era assim quatro da tarde do dia 1 de Janeiro achámos que não deveríamos começar logo a emborcar Martini e similares, porque começar o primeiro dia do ano logo alcoolizados antes da hora de jantar era, digamos, ligeiramente deprimente (mas longe de mim julgar quem esteve em coma alcoólico o dia todo!).

 

Fizemos então um pequeno twist, em vez de bebermos, pegámos nas notas do Monopólio e o objectivo era ver quem conseguia acumular mais dinheiro. E o Eu Nunca... basicamente tornou-se num Eu Já...., e ganhava-se mais dinheiro se nenhum dos outros jogadores já tivesse feito aquilo que nós referíamos.

 

Obviamente, e como acontece sempre nestes jogos, começa-se com coisas assim compostinhas, porque está tudo ainda meio envergonhado, mas basta alguém ter a coragem de dizer algo mais picante que pronto, é ver as coisas a descambar à velocidade da luz , os pudores são atirados pela janela e tudo é permitido na ânsia de se ganhar o jogo!

 

Há muitas coisas que eu nunca fiz, mas também descobri que há muitas outras que já fiz e provavelmente fariam corar algumas pessoas mais susceptíveis, mas para este desafio resolvi escolher apenas uma.

 

Eu Nunca Tive Relações Sexuais com uma Mulher!

(Fica muito mal se eu disser Aleluia! a seguir a esta frase?)

 

Se existisse uma espécie de anel de curso para pureza gay eu era o orgulhoso detentor de um, visto que nunca me aproximei sequer da área genital de uma mulher.

 

Porém, o tamanho da pedra do meu anel não seria o máximo, visto que quando era mais novo tive uma namorada (revelação chocante eu sei!).

 

Devia ter para aí os meus 12/13 anos quando, basicamente me obrigaram a começar um relacionamento amoroso com uma rapariga que estava completamente apaixonada por mim (também quem é que não estaria?).

 

Eu não queria, nem era por na altura ter consciência da minha orientação sexual, mas simplesmente aquilo não me dizia nada, eu gostava era de estar no meu mundinho a brincar ao Dragon Ball Z, onde eu tinha a personagem do Coraçãozinho de Satan e ela era a Android C18 (bons tempos estes das brincadeiras de criança).

 

Quando finalmente acedi a iniciar o namoro com a moça, lembro-me perfeitamente que fui com ela para os "montes" (uma zona perto do pavilhão de ginástica que basicamente era um terreno baldio com alguma elevação), seguido de um séquito de amigas, que queriam presenciar aquele momento único, que seria a confirmação do início do romane do ano, através de um beijo.

 

Eu na altura nunca tinha beijado ninguém, não fazia a mínima ideia como se fazia, e tinha apenas uma ligeira lembrança de ter visto alguém fazê-lo numa das novelas que a minha mãe via na altura.

 

Por isso, fechei os olhos, abri a boca e atirei-me. Felizmente desde essa altura que melhorei a minha técnica de beijoquice, porque naquele momento certamente que parecia um tubarão a tentar devorar um banhista indefeso, de tal forma a minha boca escancarada foi arremessada contra a cara da pobre rapariga!

 

Se para mim o beijo em si foi bom ou mau não me lembro, mas recordo nitidamente que a moça tinha estado a comer um croissant, o que fez com que os meus lábios tivessem ficado com o sabor do bolo durante uns dois dias seguidos.

 

Quando cheguei a casa só me apetecia pegar numa pedra pomes e tirar a camada superficial dos lábios para ver se me conseguia livrar daquele gosto horrível - obviamente que a relação não durou mais do que dois dias, ainda tendo havido espaço para eu quase entrar em hiperventilação por ela querer andar de mão dada pela escola e eu só me apetecer fugir para casa a correr o mais depressa que conseguisse!

 

Algum tempo depois, já tinha eu os meus 17 anos, voltei a estar com essa rapariga e acabámos por "curtir".

Na altura eu já sabia o que queria para a minha vida em termos sexuais e afectivos, mas aquilo aconteceu porque tínhamos ido sair com um casal que basicamente se começou a comer ao nosso lado e nós, por não termos nada que fazer, decidimos que era uma maneira tão boa como outra qualquer para passar o tempo.

 

Nesse momento, fiquei em choque, por me aperceber que durante a sessão de beijos tinha desenvolvido uma erecção. Então mas se eu era um homossexual convicto, pronto para andar de casa em casa com folhetos para encaminhar os indecisos para o caminho da luz, como é que raio podia ter uma reacção daquelas?

 

Ainda estive uma semana a questionar-me arduamente sobre a minha identidade sexual, até que percebi que devia sofrer de algum síndrome de pénis hiper-reactivo ou coisa do género, e decidi não pensar mais no assunto.

 

Há uns anos atrás, tive um namorico com um rapaz que já tinha tido várias namoradas antes de aceitar que também se sentia atraído por pessoas do mesmo género. E nessa altura ela desafiou-me a termos relações sexuais a três com uma amiga dele.

 

E eu confesso-vos que nessa altura me senti tentado. Que pensei para mim mesmo que não havia de morrer ignorante. E que no fim de contas não podia ser assim tão mau, ou podia?

 

Mas não consegui.

 

Eu bem que tentei mentalizar-me que era capaz, mas sempre que imaginava uma vagina, com os lábios e fluidos e tudo o mais, vinha-me um vómito à boca que achava que ia deitar fora naquele momento a última refeição que tinha ingerido.

 

É que eu sempre ouvi dizer que as vaginas cheiram a bacalhau! Ou a ostras! É que se ainda fosse um cheirinho de limão mesclado com morango, mas sentir a maresia para mim só na praia, não quando me aproximo da área genital de alguém.

 

E mesmo que conseguisse ultrapassar a parte do cheiro, o que é que eu ia fazer ali naquela zona? É que não há nada, existe um buraco e mais o quê? É que num homem, pequeno ou grande, ainda existe um pénis que dá para a gente colocar na boca e fazer aquelas coisas que vocês bem sabem, mas e numa mulher? Dá-se beijinhos? Faz-se umas festinhas como se fosse um gatinho e esperamos ouvir um ronronar como resposta a um trabalho bem feito?

 

Claro que a pessoa podia logo passar para a parte da penetração, bastava semi-cerrar os olhos, fazer um bocadinho de pontaria, e cá vai disto.

 

Mas e se uma pessoa coloca lá a piloca e não a conseguir tirar? Se for como aquelas anilhas das latas que pomos por piada no dedo e quando damos por ela já não a conseguimos tirar porque o dedo inchou?

 

E não havia um filme qualquer sobre uma rapariga que tinha uma vagina com dentes? Isso existe realmente ou é um mito urbano?

 

São as vaginas coisas perigosíssimas e assustadoras ou sou eu que estou de alguma maneira a exagerar?

 

É que sempre que penso que podia ter ido em frente com o ménage, acho que a situação ia-se desenrolar exactamente como neste episódio do Sexo e a Cidade.

 

 

 

No entanto, se mesmo depois de todo este depoimento sincero, houver alguma moça por aí que ache que eu devia dar uma segunda chance às vaginas e sinta que tem o dom para me fazer acreditar, mande-me mensagem!

 

Provavelmente vamos acabar a falar de como os cremes para as hemorróidas são óptimos para nos livrarmos dos papos dos olhos mas nunca se sabe!

 

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