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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

17
Nov17

Com o coração nas mãos


A Escovinha vai ter de ser operada.

 

A primeira porquinha da índia que veio viver cá para casa connosco vai ter de ser submetida a uma intervenção cirúrgica.

 

Ontem, enquanto brincávamos com ela, descobrimos uma massa estranha debaixo do maxilar.

Confesso que a minha primeira reacção, totalmente instintiva, é mentir a mim mesmo e dizer que não é nada.

Mas lá no fundo sei que algo se passa e que vou ter de encarar a situação, mas naqueles primeiros instantes sinto quase a necessidade de ludibriar o meu cérebro.

 

Momentos depois, uma rápida pesquisa em sites da especialidade confirma-me que sim, tenho de me preocupar.

Só que já é demasiado tarde e a veterinária habitual só atende urgências.

Ela está a comer, a fazer cocó e a reagir a estímulos, por isso terá que ficar para o dia a seguir.

 

Entretanto, o choque da descoberta leva-me a fazer o que faço sempre quando estou mais abalado - dormir!

Há pessoas que sofrem com insónias quando algo de mais stressante aparece nas suas vidas; eu sou totalmente o contrário, não sei se é um mecanismo de defesa mas o meu cérebro basicamente suplica que eu vá dormir.

E quando acordo estou pronto para enfrentar a realidade, por mais complicada que ela seja.

 

Hoje fomos à veterinária.

 

Depois de vários exames, incluindo uma picada na massa estranha, que fez a Escovinha reclamar de uma forma como eu nunca tinha visto antes, concluiu-se que tinha desenvolvido um abcesso dentário.

E que a única forma exequível de proceder será fazendo uma operação para drenar todo o pus, seguida de várias semanas de tratamento com o objectivo de cicatrizar a ferida resultante da intervenção.

 

Apesar de todo o procedimento ficar caro, fiquei aliviado por saber que não era tão dispendioso como alguns a que cães e gatos tem de ser submetidos, que rapidamente atingem valores com 4 casas.

 

O que aqui me aflige, que me deixa com o coração nas mãos, é a anestesia.

A veterinária foi realista, disse que as probabilidade de correr tudo bem eram muitas, mas tal como com os seres humanos, é sempre uma incógnita.

Ao tentar solucionar um problema poderá gerar-se uma situação irreversível, que tenho a certeza me ia fazer sofrer durante uma longa temporada.

 

Sei que ninguém é para sempre, nem animais nem pessoas!

Que a nossa vida é emprestada e que devemos aproveitar da melhor forma esta nossa passagem.

Mas apesar de lidar, infelizmente, com alguma regularidade com a morte, sempre que penso nela não consigo deixar de ficar com um aperto cá dentro!

 

 

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