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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

23
Out17

A Loucura da Shakira em Amesterdão


A votação deste último o Leitor Decide foi emocionante - de tal modo que até prolonguei um pouco o prazo para ver se havia alguma reviravolta digna de filme - e, apesar de muitos terem ficado com a pulga atrás da orelha sobre o que se teria passado em Banguecoque, foi a aventura em terras Holandesas que ganhou.

 

Primeiro que tudo, peço desculpa a todos os que ficaram na expectativa, mas não, eu não conheci a Shakira em Amesterdão. Não tive o prazer de tirar uma selfie com ela, não dançámos o Waka Waka no meio da rua nem tive a oportunidade de lhe mostrar como é que se faz um rebolanço de ancas como deve ser - Shakira amiga se estiveres a ler isto e precisares de umas aulas manda-me um email ok?

 

Antes que seja processado por publicidade enganosa deixem-me contar-vos a história, porque sim, houve loucura, e sim, a Shakira esteve de alguma forma envolvida.

 

Quando visitei Amesterdão a pessoa que me acompanhou foi a Rachel, aquela moça que me fez passar a vergonha da minha vida no Salão Erótico de Lisboa.

Ora tínhamos nós acabado de jantar, estávamos muito tranquilamente a passear pelas ruas da cidade, e eis que diante de nós se ergue um sinal luminoso que anunciava um show de sexo ao vivo. Garanto-vos que naquele instante não soube o que brilhava mais, se o fachada do prédio ou os olhos da Rachel. 

 

Tal como eu temia, ela pediu-me para irmos ver. Que ia ser giro, que era uma experiência diferente, que eu tinha que ter pena dela que já não tinha sexo há algum tempo. Fiquei um bocado com medo depois deste último argumento - afinal era para irmos ver o show ou para participar nele? - mas como sabia que não ia ganhar a discussão lá me arrastei para ir ver tamanha performance artística.

 

O espaço era o que se podia chamar de um verdadeiro antro. Dum lado um bar de onde saíam hordas de imperiais. Do outro uma fileira de bancos de madeira, que mais me lembravam os assentos de uma igreja. No meio, o espaço de devoção, um palco não muito grande onde toda a acção iria decorrer.

 

Rapidamente percebemos que o sexo ao vivo não seria logo naquele momento. Meninas dançantes entretinham o público com exibições de talento e personalidade. Uma das jovens chamou um rapaz ao palco (ainda bem que não fui eu se não teria o tal AVC) e usando uma vagina musculada escreveu-lhe com um marcador o nome no peito. Depois aproveitando o balanço colocou uma banana no sítio onde outrora tinha estado o marcador, e deu de comer ao rapaz, que ao ingenuamente se inclinar para trincar a mesma, sofreu uma chave de pernas chafurdando o rosto na genitália da senhora. E ainda dizem que os exercícios de Kegel não servem para nada...

 

Após mais algumas actuações chega o momento do sexo ao vivo pelo qual todos aguardavam. Aparece um senhor muito bem parecido, vestido de presidiário, e uma senhora também muito compostinha, com a farda de polícia. Poucos instantes depois já as calças dele estavam para baixo e ela se empenhava a fundo num sexo oral.

 

Ora naquele momento fiquei baralhado. Então se ela era a posição dominante daquela dupla porquê sujeitar-se a ficar de joelhos? A meu ver seria ele que teria que fazer algum favor sexual para não ir parar à solitária. Estava eu nos meus pensamentos sociológicos e quando dou por ela o par já está despido.

E aqui, qual acto de magia digno de programa de televisão, aparece um mini colchão voador vindo de um pequeno compartimento oculto no chão, que o palco deveria estar frio e o seguro dos actores certamente não cobria joelhos esfolados. Pimba pimba para a esquerda, pumba pumba para quem estava a assistir pela direita, mais uns pimbas por detrás, e acabou-se a brincadeira.

 

Garanto-vos, que se no momento do visionamento de tal performance houvesse algum virgem na sala, iria continuar a sê-lo por muitos anos, porque o acto sexual foi tão mecanizado, tão pouco interessante, que até esvaziar aqueles pacotes pequeninos de açúcar que gamamos no café para um açucareiro é uma actividade mais interessante.

 

Mas então e onde é que raio entra a Shakira nesta história perguntam vocês?

 

Ora depois do sexo ao vivo, eu já estava pronto para ir embora, mas parecia que ainda ia haver mais um acto. Começa então a entoar pela sala a canção do Loca Loca da Shakira e surge uma moça, pequenina, engraçadinha, a dançar.

Ora no que é que eu imediatamente reparo, que ela tinha-se esquecido de tirar o tampão, porque havia uma fitinha pequenina pendente da sua vagina. Ia eu comentar isto com a Rachel quando ela começa a puxar a dita fita, e a puxar e a puxar, e só se via fita e fita a sair. Em cada ponta do palco havia um varão e ela andava à volta deles, e a fita ficava presa entre os varões, e cada vez havia mais fita, e a fita mudava de cores e eu não conseguia perceber como raio é que aquilo cabia tudo na vagina da mulher, e a raio da Shakira continuava a cantar o Loca Loca e eu ia jurar que ela devia ter fita até o útero, porque o que já tinha saído cá para fora dava para mumificar uma ovelha, e não dava sinais de parar.

 

Ligeiramente incomodado olhei para a Rachel que estava de queixo caído, certamente a pensar em como é que podia fazer o mesmo em casa; olhei na direcção oposta e pela primeira vez reparo no meu vizinho de banco, um senhor dos seus sessenta anos que estava muito vermelho, num esgar que lhe fazia desaparecer o pescoço. Num primeiro instante pensei que se estava a sentir mal mas, quando me debrucei para o ajudar, percebi que estava com a pila de fora a poucos segundos de explosão.

 

Peguei na Rachel e saímos daquele local de perdição. Ainda hoje quando ouço a música da Shakira me lembro do pénis do homem. E das fitas vaginais. Depois admiram-se que uma pessoa fique avariada das ideias.

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