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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Dez17

Os meus 12 Desafios para 2018


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Aqui estão os meus 12 desafios para 2018

 

  1. Inscrever-me na Natação (algo que há anos estou a adiar)
  2. Perder 10kgs até ao final do ano (não conta amputação de membros)
  3. Adoptar um cão (para grande felicidade do cara-metade e tristeza da mobília)
  4. Ler 24 livros até ao final do ano (vai ser bonito vai, tendo em conta que este li apenas um)
  5. Escolher uma instituição para fazer voluntariado regularmente (pelo menos uma vez de 15 em 15 dias)
  6. Ir de férias à Patagónia com a senhora minha mãe e o cara-metade (vai ser um desafio arranjar dinheiro para uma viagem destas)
  7. Saltar de para-quedas (e não ter um ataque cardíaco com a emoção)
  8. Fazer um novo piercing (sim, eu disse um novo)
  9. Voltar a conduzir (até já me estou a sentir mal só de escrever estas palavras)
  10. Correr uma meia-maratona (pronto decididamente andei a meter alguma coisa para a veia, provavelmente vá ficar pela mini mas nunca se sabe)
  11. Ir a um restaurante com estrela Michelin (e comer o resto do mês salsichas com atum)
  12. Tirar uma selfie com a Ana Malhoa (Ana se estás a ler isto por favor realiza o desejo deste pobre mortal)
31
Dez17

Os meus desejos para 2018


O que é que eu desejo para 2018?

 

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Muitas bolas de berlim do Natário. Quentinhas ou frias, carregadas de canela e açúcar ou sacudidas veementemente, a transbordar de creme para deixar os dedos pegajosos.

 

Caixas cheias delas, para podermos de forma sensual espalharmos a massa frita pelo nosso corpo enquanto.....

 

....pronto acho que não preciso de dar mais detalhes.

 

Além destes desejos hipercalóricos espero que 2018 seja o ano em que nada nos pare, que saibamos cada vez melhor exprimir o que queremos e não aceitar menos que isso.

 

Que deixemos de arrastar pesos mortos, que desenvolvamos as nossas asas para voar mais alto. Que nos assustemos com o tamanho dos fossos só para no fim nos orgulhamos do alcance do nosso salto.

 

Que 2018 seja para crescer e ter sucesso. E para amar, amar os que nos amam e merecem ser amados. Para sermos gratos, para retribuirmos, para sermos justos e para lutar pela justiça.

 

Para sairmos da inércia de certas zonas de conforto, para percebermos que bagagem andamos a carregar desnecessariamente, para confrontar medos, para eliminar dúvidas, para viver da forma mais plena possível.

 

Desejo muitos dias felizes e coragem para enfrentar os tristes.

Amigos com quem possamos falar de tudo, mesmo que concordemos em discordar, mas que sabemos que estão sempre ali para nos dar um abraço apertado.

Força para mandar à fava fantasmas do passado e perceber que o futuro é nosso e está nas nossas mãos.

 

Que 2018 seja o ano de nos unirmos e de crescermos juntos. Porque porra, nós merecemos!

30
Dez17

Um passeio calmo e cultural pelo rio Ganges na Índia


Talvez já não se lembrem mas a história de O Leitor Decide #4 acabou por não ser revelada.

Isto muito por culpa minha porque andei sempre a adiar a escrita da mesma, visto que não tenho estas histórias já preparadas e prontas a postar.

 

Por isso, e antes que o ano termine, tinha que dar uma satisfação a todos os que votaram.

 

As opções que estavam a votos eram "Um passeio calmo e cultural pelo rio Ganges na Índia" ou "Uma aventura cheia de adrenalina no Rio Nilo no Uganda".

 

Apesar das votações terem sido renhidas, acabou por ganhar o passeio calmo e cultural pelo rio Ganges, porque houve a ideia de que o título era apenas para enganar, que uma pessoa agora já não pode fazer um passeio tranquilo sem nenhuma peripécia de maior.

 

Pois bem, este passeio foi feito mais concretamente em Varanasi, localizada nas margens do Rio Ganges, sendo que a cidade além de ser a mais sagrada no hinduísmo é também uma das mais antigas no mundo.

 

O roteiro turístico que eu, o cara-metade e a minha mãe fizemos não incluía inicialmente esta cidade, mas eu praticamente exigi que a adicionassem, porque há muitos anos tinha visto um documentário na televisão e tinha ficado fascinado com a mesma.

 

E não desiludiu.

 

A vibração religiosa que se sente é fantástica, a quantidade de gente devota que se banha nas águas do rio é impressionante e vale muito a pena observar o pulsar desta cidade a partir do rio, em dois momentos distintos. O primeiro ao pôr do sol, o segundo ao nascer do mesmo. 

 

Algo que me lembro sempre com um pequeno arrepio na pele é da cerimónia religiosa nocturna, com todos os seus sons e cores, que visualizamos a partir do barco, sendo que há dezenas e dezenas de barcos a ocupar todo o rio, repletos de fervorosos crentes ou de entusiasmados turistas, todos numa espécie de transe, unidos por um momento tão singular.

 

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E pronto esta é a história do meu passeio pelo Rio Ganges.....

 

 

 

 

Mas quem é que eu quero enganar?!? Obviamente que houve história por detrás desta história!

 

Antes de irmos para a Índia a senhora da agência de viagens meteu-nos um bocadinho de medo, que ia ser complicado em termos de comida, que normalmente as pessoas ficavam mal dos intestinos, que até o arroz branco era incrivelmente picante.

 

Ora tendo em conta que a minha mãe não aguenta muito picante e que eu próprio não estava muito interessado em ficar com as micro vilosidades intestinais destruídas de tanta diarreia que pudesse ter, levámos uma mala cheia de barrinhas de substituição de refeição caso não houvesse outra alternativa alimentar.

 

Tenho a dizer que voltámos de férias mais gordos do que fomos, de tanta comida que enfardámos (especialmente pão naan, aquela coisa deliciosa vinda dos deuses). Obviamente que havia pratos picantes, mas além de não serem merecedores de enfiarmos um extintor na boca, muitos outros eram feitos de uma forma mais ocidental e amiga do palato turístico.

 

Claro que a senhora minha mãe, esperta, mandava-me sempre tirar um bocadinho de comida primeiro para o meu prato (comemos sempre em estilo buffet), provava, e caso aprovasse é que tirava para ela.

 

Esta história toda para quê? Para vos dizer que o meu intestino funcionava maravilhosamente, regular, a uma hora certinha, com uma consistência que muito me agradava.

 

Quando chegámos a Varanasi é que a porca torceu o rabo. Depois do passeio de barco nocturno o nosso guia informou-nos que no dia a seguir teríamos que acordar mais cedo, lá por volta das quatro da manhã, de forma a podermos ver o nascer do sol, já do barco.

 

Quatro da manhã era um bocado agressivo para nós - turistas - que já estavam mortos de andar de um lado para o outro, mas afinal eram férias e toda a gente sabe que nas férias a pessoa acaba mais cansada do que quando para lá foi.

 

Acordámos, todos com os olhos remelosos como se estivéssemos cheios de conjuntivite, enfiámos algo no estômago só para enganar a fome - que isto uma pessoa tem fome a qualquer hora que seja - e rumámos em direcção ao cais.

 

Quando lá chegados, o guia perguntou se alguém precisava de ir à casa-de-banho antes de embarcar. Ninguém se acusou e fomos então todos em direcção ao barco.

 

Ora precisamente quando estava prestes a embarcar dá-me uma cólica. E eu penso, oh diabo!, então agora que eu deixei a casa-de-banho para trás é que me dá vontade?

 

Mas ignorei, presumi que fosse apenas um pequeno movimento intestinal e quando chegasse ao fim da viagem resolvia o assunto.

 

Enganei-me redondamente.

 

Mal o barco começa a navegar dá-me outra cólica. E mais outra. E outra. O meu relógio intestinal estava furiosamente a dar horas.

 

E eu só pensava que tinha de me aguentar, desse por onde desse tinha que controlar o meu intestino.

 

E foquei-me, no nascer do sol, na cidade a ganhar vida, nas pessoas a banharem-se, nos vendedores de tudo e mais alguma coisa que nos abordavam nos seus barquinhos. Mas sempre com cólicas que me davam uns suores frios que estava a ver que ia desmaiar.

 

Eu até estava a conseguir controlar mais ou menos a situação mas basicamente não podia mexer-me nem um centímetro. E claro que a minha mãe metia conversa comigo e agarrava-me pelos braços para chamar a minha atenção, o cara-metade passava-me a máquina para a mão para tirar fotografias, e eu a cada movimento ou a cada palavra que dizia ficava cada vez mais aflito.

 

Tinha a certeza que o meu esfíncter ia rebentar a qualquer segundo.

 

A certa altura o barco dá meia volta e começa a voltar para trás.

E eu agradeço aos céus porque só tinha que aguentar mais um bocado até voltar a estar perto da casa de banho.

 

Mas as cólicas começam a ficar piores. E mais ninguém no barco parece reparar que eu estou em plena agonia porque está tudo na conversa e a rir-se. E eu desesperado, mas mesmo DESESPERADO.

 

Na minha cabeça só sei que acontecesse o que acontecesse não me podia borrar no barco. Seria mau de mais, seria uma vergonha para o resto da minha vida, era impossível fingir que não tinha acontecido.

 

Olho para as pessoas a banharem-se nos rios. O Ganges supostamente é um dos rios mais poluídos do mundo, mas naquele momento eu estava por tudo.

 

Por mais que um momento estive a um pequeno passo de me despir e saltar borda fora para fazer cocó na água.

Afinal mais poluída não poderia ficar. E entre ficar em pelota num rio e borrar uma embarcação, preferia mil vezes a primeira opção.

Claro que também podia simplesmente baixar as calças e colocar o rabo de fora do barco, mas e se houvesse um balanço e acabasse por fazer meio dentro meio fora?

 

Atirar-me para a água era a opção mais viável naquele momento.

 

Mas havia esperanças, o barco estava a chegar ao cais e eu sabia que conseguia aguentar-me mais um bocadinho, mais um bocadinho eu sabia que conseguia.

 

Então o guia diz que vamos visitar o crematório que fica na outra ponta do rio. E depois de lá saímos e vamos dar um passeio a pé antes de voltar para o hotel.

 

E eu aí soube que não dava, que não podia, que não conseguia aguentar mais.

 

Olhei para o guia e disse-lhe:

 

Eu preciso de ir à casa de banho, já!

 

Eu não sei se falei em português, se falei em espanhol, em inglês ou em hindi, eu só sei que fiz um ar de urgência tal que ele imediatamente deu uma ordem ao condutor do barco que o virou em direcção ao cais.

 

Chegámos lá num instante e o guia disse-me para o seguir, deixando a minha família assim meio sem saber o que se passava, porque eles incrivelmente ainda não se tinham dado conta que eu estava um passo de literalmente me desfazer.

 

Corri atrás do guia em direcção à casa de banho que ainda ficava a uns dois minutos do cais.

 

E foram os dois minutos mais longos da minha vida, porque a cada cinco passos que dava era assaltado por uma cólica que pensava que ficava ali.

 

Mas não podia, se tinha conseguido aguentar até aquele momento raios se não ia conseguir chegar à casa de banho.

 

Apesar do local ser extremamente movimentado, consegui chegar finalmente sem atropelar ninguém, provavelmente porque as pessoas viam o meu ar de loucura desesperada na cara e se afastavam com medo.

 

A casa-de-banho era um complexo enorme com um recepcionista à porta onde se deixava dinheiro depois de utilizarmos o espaço. O guia pergunta-me se eu tenho dinheiro e eu rapidamente digo que sim enquanto me atiro porta a dentro.

 

E nesse momento gritei.

 

 

Gritei de desespero.

 

 

Porque apesar de haver uns vinte cubículos, em todos eles estava uma fila de duas ou três pessoas.

 

Apeteceu-me atirar para o chão em lágrimas, enquanto era assolado por outra cólica, mas não, se era mau ter-me borrado no barco pior era borrar-me no meio daquela gente toda que ainda me espancava por ser um turista desrespeitoso.

 

Lembro-me perfeitamente que comecei a cantar o Turbinada da Ana Malhoa enquanto dava saltinhos atrás de dois indianos corpulentos num esforço hercúleo para me aguentar - certamente as pessoas achavam que eu tinha fumado alguma coisa que não devia.

 

Tinha percebido, aquando da abertura e fecho da porta dos cubículos, que a casa-de-banho era uma latrina, o que para muitas pessoas podia ser um problema, mas eu depois de ter passado dois meses no Uganda já tratava as latrinas por tu, por isso só pedia que as pessoas da minha frente se despachassem.

 

Nesta altura vocês pensam que nada mais me podia acontecer certo?

 

Errado!

 

Quando já não tenho ninguém à minha frente e sou o próximo para entrar aproxima-se de mim um indiano que me agarra pelo braço. Dá-se-me outra cólica fortíssima e começa a cantar desesperadamente o turbinada. Finco os pés no chão mas ela olha-me muito sério e abana a cabeça.

 

E eu só penso o que é que aconteceu? Mas o que é se passa. Deixe-me usar a latrina!!.

 

Ele puxa-me com mais força enquanto continua a abanar a cabeça mas agora com um sorrizinho.

 

Leva-me para à frente de um cubículo que está trancado, enquanto grita algo que eu assumo ser em hindi. Rapidamente aparece um senhor com uma chave, e eu com os olhos cada vez mais esbugalhados, até que abrem o cubículo que surpresa das surpresas, é o único que tem uma sanita.

 

Agradeço rapidamente - naquele momento eu só queria um buraco qualquer para cagar - entro, fecho a porta, arranco as calças e.....AAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

 

Fico uns bons cinco minutos numa espécie de meditação a tentar repor o meu equilíbrio interno. Tinha sido bem sucedido em não passar a vergonha da minha vida.

 

Acabo o que tenho a fazer e abro a torneira que havia ao lado da sanita para encher um pequeno recipiente que servia para lavar a dita cuja, devido à inexistência de autoclismo.

 

E não consigo fechar a torneira.

E em vez de jorrar menos água começa a jorrar cada vez mais. Começo novamente a entrar em pânico. O chão está a ficar inundado a um ritmo alucinante.

 

Abro a porta, rapidamente fecho-a atrás de mim para ninguém se perceber da desgraça que está a acontecer, e voo casa-de-banho fora.

 

Passo pelo senhor da recepção que tem uma mesa repleta de moedas e num movimento rápido coloco à frente dele duas notas enquanto balbucio um obrigado.

Ele fica a olhar num misto de surpresa e incredulidade para um valor tão alto enquanto eu me afasto o mais célere possível.

 

Digam o que disserem, a dignidade não tem preço!

 

30
Dez17

Triptofano no Norte


Acho que todos nós merecemos ter uma amiga que nos telefone e com a qual fiquemos horas a falar e só desliguemos porque já são duas da manhã e no dia a seguir temos que nos levantar às sete para ir para o trabalho.

 

Uma amiga que nos dê casa, cama, comida e toalhas já assim meio para o exfoliantes para nos limparmos depois do banho.

 

Uma amiga que nos ofereça um chá ao fim da noite só para aconchegar o peito e quando damos por ela já é quase de madrugada porque a conversa fluiu tão naturalmente que nem demos conta do tempo passar - apesar da nossa bexiga estar quase a rebentar devido à quantidade de líquido ingerido mas nós aguentamos ao máximo porque não queremos cortar o fio condutor.

 

Uma amiga que tenha um gato que se enfia dentro do armário do quarto onde o cara-metade está a dormir descansado, faz um estardalhaço tal que meio minuto depois aparece o cara-metade completamente esbaforido, com uma meia pendurada na orelha a dizer em pânico que está um bicho no quarto.

 

Uma amiga que nos recebe sempre tão afectuosamente depois de uma viagem longa mas tranquila rumo à maravilhosa cidade do Porto.

 

Acho que todos merecemos ter uma amiga assim! 

 

29
Dez17

12 Desafios para 2018


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Pois que, minhas amigas e meus amigos, aqui temos um tag fresquinho by Triptofano & Fátima Bento! E é para ajudar a entrar no ano novo com o pé direito - ou o esquerdo, ou os dois, é ao gosto do freguês!

Este vai dividir-se em duas fases, a saber:

 

A primeira fase:

 

Escolher doze decisões, objectivos, desejos, desafios que pretendem cumprir/enfrentar em 2018 a postar dia 31 às 23.59h (sim, só agendando...).

 

[Pequena batota: 24 horas de tolerância :)

Batota média: downsizar o número de decisões, objectivos, desejos, desafios.]

 

Segunda fase:

 

Uma vez por mês fazemos o ponto da situação, revendo o que já fizemos, ou ainda não.

 

Tudo certo?

 

Duvidas? Perguntem-me a mim - triptofano86@gmail.com ou à Fátima Bento - fatima_bento@sapo.pt Estamos aqui para esclarecer. E vão pensando nas decisões,objectivos, desejos para 2018... the clock is ticking...

 

29
Dez17

Triptofano Rumo ao Norte


Visto ter recebido um magnífico convite para passar a Passagem de Ano no Porto, eis que hoje à tarde parto de armas e bagagens (Macaco José incluído) rumo à Invicta, com o secreto desejo de ser esborrachado na Ribeira enquanto tento ver o fogo de artífício.

 

Se virem um moço com ar totalmente esgroviado a passear pelas ruas do Porto posso muito bem ser eu.

Já sabem, a palavra código é marmelada no chinelo, se eu vos responder doce no regaço é porque sou eu!

 

E vocês, onde é que vão passar o Réveillon?

28
Dez17

Encontra alguém que tenha um blogue com menos de doze letras no título e que escreva num blogue com outras pessoas


Durante a realização deste desafio encontrei pessoas que tinham blogues com menos de doze letras e/ou que escreviam com outras pessoas num blogue.

 

Mas o engraçado é que ninguém se chegou à frente para falar sobre o tema. Provavelmente não era tão apelativo quanto os outros.

 

Claro que eu podia ter convivado alguém especificamente para me falar um pouco sobre a origem do nome do seu blog ou como é ter um blog partilhado.

 

Só que algo na minha cabeça disse-me (e não, não estou a ficar esquizofrénico ok?) que as coisas acontecem por um motivo. E que se calhar não ter completado este desafio do À Descoberta dos Bloggers era o pontapé de saída para um outro desafio em maior escala.

 

Vocês se calhar vão dizer que já existe, que é uma ideia repetida, mas e qual é o problema? Afinal há espaço na blogesfera para todos.

 

Pois que a minha ideia era desafiar todos aqueles que responderam a este maravilhoso desafio (e mesmo quem não respondeu) a criarmos um blogue.

 

Com a particularidade que o título do blogue terá que ter menos de doze letras!

 

E perguntam vocês, mas um blogue sobre o quê?

 

Na minha ideia, visto que todos nós temos estilos de escritas diferentes, vivências diferentes e modos de encarar a vida diferentes, fazia todo o sentido criarmos um blogue de opinião, onde cada um de nós escrevesse uma pequena crónica.

 

Só que em vez de cada um escrever sobre o que lhe apetecesse, o que se faria era de forma mensal, ou quinzenal, ou semanal - dependendo do número de bloggers que aderirem à ideia e da rapidez em produzir textos - escolher um tema da actualidade ou não, e cada blogger emitir a sua opinião sobre isso, sem filtros, sem pudores, sem juízos de valor.

Por exemplo, decidimos entre todos que o tema escolhido é a liberalização do consumo de drogas leves. Então cada um irá escrever um texto sobre esse assunto, independemente da sua opinião. 

 

Acham que é uma ideia que tem pernas para andar?

Quem estiver interessado pode-me mandar um e-mail para triptofano86@gmail.com

 

E para encerrar este desafio do À Descoberta dos Bloggers quero agradecer novamente a todos os que participaram, a todos os que leram, a todos os que comentaram!

A blogesfera sem vocês não tinha a mínima piada!

 

Quem tiver curiosidade pode ler as restantes histórias deste desafio aqui!

28
Dez17

Encontra alguém que tenha usado (ou use) aparelho nos dentes


Quando estava a entrar na adolescência a minha mãe literalmente obrigou-me a usar aparelho para os dentes. Dizia ela que se não o fizesse, aquele dente meio torto que tinha iria ser o responsável por não me casar.

 

Acabei por ceder às vontades da senhora minha mãe, não com medo de ficar para tio, mas simplesmente porque sabia que era uma luta que não ia ganhar - ela iria esgrimir tantos argumentos que mais cedo ou mais tarde eu iria colocar o raio do aparelho.

 

Aparentemente a relação com os aparelhos dos dentes nunca é muito pacífica, e a fantástica história da Bruxa Mimi é um belo exemplo disso!

 

~

 

"Eu nasci sem dentes (não se riam, há quem nasça com dentes!). Desconheço que idade tinha quando me nasceu o primeiro dente, mas é irrelevante para esta história.

 

A dentição de leite ficava-me bem. Devia ter-me ficado por ela – pelo menos os dentes de leite cabiam todos na minha boca – e direitinhos, lindos!

 

Assim que começou a dentição definitiva, deu para perceber que a coisa não iria correr bem… Ainda hoje lamento o tamanho dos meus incisivos de cima (quando estou mais desanimada, acho que parecem dentes de coelho, embora não sejam tão grandes quanto os dos coelhos – é, no entanto, um facto que eu gosto muito de cenoura crua, qual Bugs Bunny…).

 

 

Dentes encavalitados, num chega-te para lá entre uns e outros, levaram a que se tornasse evidente a necessidade de usar aparelho. Andava eu na 4.ª classe (hoje em dia seria o 4.º ano).

Foi preciso fazer um molde. Coisa horrível, aquela pasta cor-de-rosa que me enfiaram na boca para ficarem com uma réplica da minha dentição e poderem decidir como deveria ser o aparelho, onde deveria apertar, etc..

 

 

Lembro-me muito bem da minha fala nos primeiros tempos do aparelho: esquisita, muito esquisita! Mas uma pessoa habitua-se a ter aquilo na boca e aos poucos começa a falar melhor.

 

Nesse ano, uma das minhas colegas – a que morava mais perto da minha casa – fez uma grande festa no seu décimo aniversário. A festa incluía almoço.

Ora, eu tinha a recomendação de tirar o aparelho antes de comer (pelo menos na refeições principais) e foi o que fiz. Infelizmente, não me tinham arranjado nenhuma caixa para guardar o aparelho, de modo que o embrulhei num guardanapo de papel e coloquei onde não me esquecesse dele.

 

A seguir ao almoço houve brincadeiras e jogos no exterior da casa. Tudo muito divertido. Até que me lembrei do aparelho. O sítio escolhido afinal não tinha sido assim tão boa ideia. Fui falar com a mãe da minha amiga, a anfitriã. A mesa já tinha sido desmanchada, e nada de aparelho!

 

Concluímos que o aparelho, embrulhado em papel de guardanapo, tinha sido confundido com lixo.

O lixo estava em caixotes, num canto do quintal. Nesta altura já havia outras pessoas envolvidas na busca do aparelho.

 

Esvaziámos os caixotes e vasculhámos o lixo. Sim, graças a mim, uma das atividades realizadas na festa de anos da minha amiga foi a caça ao aparelho – um jogo divertidíssimo, que ninguém ganhou. Nada de aparelho no meio do lixo.

 

Nisto, alguém diz: “O aparelho não será isto?”, apontando para um embrulho colocado numa prateleira de um armário. Era. Final feliz para uma história de lixo aparelho!

 

A história que contei não foi a única aventura que vivi graças ao aparelho dos dentes. (Digo “o” aparelho, mas com o crescimento o aparelho teve de ser substituído, uma ou duas vezes.)

 

Quando andava no sétimo ou oitavo ano, ainda usava aparelho. No verão, estive numa colónia de férias. Era um local muito giro – e enorme. Numa tarde, depois de almoçar, voltei a esquecer-me de colocar o aparelho na boca. Eu e outras colegas, vigiadas por uma monitora, fomos jogar ao mata para uma zona de pouca (ou nenhuma) circulação de pessoas. O sítio ideal para jogar ao mata, sem incomodar ninguém.

 

Faço aqui um aparte, para dizer que gostava de jogar ao mata, mas que não tinha jeito nenhum para “matar” – a minha especialidade era não ser morta.

 

Muitas vezes era a última da equipa a morrer, o que fazia de mim uma peça chave para evitar a derrota. Só nessas alturas é que eu me fartava de saltar para apanhar a bola, já que garantidamente era para mim que os restantes elementos da equipa a atiravam.

 

Voltando à tal tarde, depois do mata fomos lanchar. Deve ter sido nessa altura que me apercebi que não tinha posto o aparelho. Lembrei-me que o tinha colocado no bolso da túnica. Não estava lá.

 

Fui então falar com a monitora que nos tinha acompanhado durante o jogo do mata. Expliquei-lhe a situação. Ela foi comigo ao local do jogo procurar o aparelho. O chão era escuro, não me lembro se de alcatrão, se de pedras, e primeiro parecia que não iria encontrar nada. Depois encontrei o aparelho… aqui. Ali. Além. Acolá. Um bocadinho em todo o lado.

 

Explicitando o que é evidente: durante o jogo do mata, o aparelho saltou para fora do bolso sem ninguém dar por isso e foi pisado por sabe-se lá quantas pessoas até se tornar parte do chão…

 

Recolhi os pedaços de aparelho que encontrei. Final dramático para uma história de lixo aparelho!

 

O mais espantoso disto tudo? Não me lembro de ser repreendida pelos meus pais, quando lhes contei o que aconteceu. Não me estou a ver a ser assim tão compreensiva. É que a Varinha vai usar aparelho. Já fez o molde dos dentes e tudo. Mas, pelo sim, pelo não, se o aparelho não vier com uma caixa própria, vou arranjar-lhe uma. Talvez se possa evitar cenas tristes… (e poupar uns bons €)."

 

 

Bruxa Mimi, acho que em breve vai-se começar a ver por todo o país praticantes federados do extremamente exigente desporto "Procura o Aparelho no meio do Lixo"! 

Quero aproveitar para te agradecer do coração todo o empenho e olho de lince que tiveste na descoberta de alguns erros que figuravam nos posts deste desafio! O meu muito obrigado!

Não se esqueçam de visitar o blog da Bruxa Mimi aqui, de forma a saberem mais peripécias dela e da sua belíssima família, e se tiverem curiosidade em saber as restantes histórias basta irem aqui!

 

28
Dez17

Encontra alguém que tenha um animal de estimação sem ser cão/gato


Ora pois bem, era suposto neste desafio eu não poder utilizar a minha própria pessoa para responder a nenhuma das questões.

 

Só que alguma vez eu iria ficar sem meter o bedelho?

É que nem pensar.

Por isso vou partilhar convosco uma história que aconteceu com as porquinhas.

 

Como muitos de vocês sabem sou detentor de três magníficas porcas da índia, de seus nomes Escovinha, Priscila e Láska. A Escovinha e a Priscila dão-se relativamente bem e vivem numa gaiola maior, a Láska como acha que é uma porca independente prefere estar numa gaiola sozinha sem que ninguém lhe chateie a cabeça.

 

As gaiolas das meninas tem que ser limpas de forma regular, mais ou menos de seis em seis dias, porque por mais resguardos e pellets que uma pessoa ponha, de tanto chichi e cocó que elas fazem chega a uma altura que não há vela ambientadora que consiga disfarçar o cheiro das suas necessidades.

 

Agora uma coisa que vocês talvez não saibam sobre mim.

Eu sou uma pessoa da manhã, ou seja trabalho muito melhor de manhã, estou mais atento, mais criativo, mais focado, mais tudo. Só que também sou uma pessoa que não consegue acordar cedo. O que limita um bocadinho a minha janela de produtividade diária, assim digamos, para uns 25 minutos.

 

Numa certa ocasião, o cara-metade acordou por volta das sete da manhã para ir para a escolinha e perguntou-me se eu não me importava de trocar a gaiola das meninas. E eu disse que sim, claro, que tinha imenso tempo, afinal só tinha de apanhar o comboio das 10.14h.

 

Pois que não sei o que aconteceu ao tempo, quando dei por ela já era perto das 9.30h.

O meu primeiro pensamento foi deixar a tarefa para quando viesse do trabalho, mas depois já sabia que ia ouvir nas orelhas do cara-metade. Então atirei-me com unhas e dentes à tarefa de limpar a habitação das porcas.

 

Coloquei a Priscila e a Escovinha no corredor, e comecei a tratar de transferir todos os detritos para um saco do lixo daqueles XXL, rezando a todos os santos para que ele não se rompesse e me deixasse uma montanha de cocós e pellets desfeitos em cima da carpete como já tinha acontecido anteriormente.

 

Não tendo o saco rompido para minha grande alegria, peguei na base da gaiola, levei-a para a casa de banho e toca de esfregar para retirar a sujidade.

 

Até aqui parecia que estava tudo a correr fantasticamente bem. As porcas estavam sossegadas no corredor, a limpeza estava a ser feita em tempo record e eu continuava sensual mesmo estando de joelhos com um esfregão na mão com metade do corpo dentro da box do chuveiro.

 

Acabada a limpeza sequei a base da gaiola, levei-a de novo para a sala e preparei-a com os resguardos, os pellets e todas essas coisas. Só que nesse momento vi que me tinha esquecido de limpar a plataforma. Peguei nela rapidamente e voltei para a casa de banho para a lavar.

 

Agora aqui é que acontece todo o drama. No preciso instante em que estou a secar a plataforma sinto um arrepio gelado pelas costas abaixo. Acabo de me lembrar que com a pressa para me despachar, provavelmente tinha deixado a porta do corredor aberta.

 

E tinha mesmo, uma fresta pequena mas tinha sido o suficiente para as porcas terem-se escapado para a sala.

 

Olho para o relógio, 9.50h, não podia perder o comboio de forma alguma, mas também não podia deixar duas porcas à fuga dentro de casa correndo o risco de não ter nenhum fio eléctrico inteiro quando voltasse.

 

Entro na sala e vejo as porcas a mirarem-me do outro lado. Eu olho para elas, elas olham para mim, eu olho para elas, elas estão a gozar comigo, eu aproximo-me devagarinho e elas enfiam-se debaixo do sofá.

 

Soltei um grito mudo de desespero.

 

Mas não podia sucumbir ao fracasso. Tinha que usar a inteligência.

 

Peguei no copo da ração e agitei-o em frente do sofá. A Escovinha saiu logo do esconderijo para vir comer, agarrei-a e coloquei-a dentro da gaiola.

 

Só faltava agora a Priscila.

 

E quem é que alguma vez disse que a porca ia colaborar comigo?

 

Eu bem que agitava a ração em frente dela, mas ela só metia metade do corpo de fora e quando eu a ia agarrar voltava para debaixo do sofá.

Eu ia pelo outro lado e ela fugia para a ponta oposta.

Um filme.

 

Já eram 9.57h.

 

O comboio ainda fica longe de casa, uns bons doze minutos a pé em passo rápido.

 

Naquele momento todo eu era tudo menos sensual, completamente desgrenhado e a suar em bica.

E a porca sem querer ser apanhada.

 

Então eu pensei, Triptofano ou apanhas a porca ou apanhas a porca.

 

Canalizei então toda a essência de Hulk adormecida dentro de mim, e num acto de desespero levanto o sofá com uma mão, faço uma meia espargata para me dar projecção corporal e num movimento digno de artista de circo rodo o corpo na direcção da porca em fuga e apanho-a com a outra mão.

 

Se fiquei todo escanchado? Fiquei!

Se consegui apanhar o comboio? Tive que correr feito louco mas apanhei!

Se voltei a colocar as porcas no corredor? Agora ficam dentro de uma bacia alta para não se armarem em parvas.

 

 

 

 

Se tiverem curiosidade em ler as histórias dos outros bloggers que aceitaram participar neste desafio basta irem aqui!

 

 

 

28
Dez17

Encontra alguém que tenha mais do que três irmãos


Quando o Carlos me mandou a história dele fiquei com um sorriso nos lábios. E um calor no peito.

 

É sempre bom saber que ainda existem pessoas como ele por este mundo fora!

 

~

 

"Bem que a minha mãe podia ter ficado pela mão cheia de filhos, contudo a prole só ficaria completa com a 6ª gravidez!

Aquela que mais lhe deu dores de cabeça, o meu nascimento pois claro!


Sim somos meia dúzia de irmãos, onde eu faço 19 anos de diferença do mais velho, e 7 da mais nova! A verdade é que tenho irmãos que poderiam ser meus pais.


Segundo a educação que a nossa mãe nos deu, nos incutiu, o amor e o respeito entre nós jamais deverá ser quebrado, daí que somos muito unidos, principalmente os quatro mais novos! E é tão lindo, é tão forte o amor de irmãos...


Infelizmente o meu irmão mais velho já nos deixou há seis anos, num domingo de Páscoa, foi acometido de um ataque cardíaco!

Já sabíamos que devido aos excessos o desfecho não iria ser o mais favorável...


Foi uma machadada forte nesta união, doeu, ainda dói, mas serviu também para nos unir ainda mais. E ainda hoje sinto a força dele entre nós, e sabes porquê?


Porque o verdadeiro amor não morre e fortalece-se, mesmo que a ausência física seja eterna!"

 

 

 

Muito obrigado pelo teu testemunho tão comovente Carlos . Não se esqueçam de visitar o blog do Carlos aqui, um lugar muito especial, e se tiverem curiosidade podem encontrar as outras histórias aqui!

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