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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

30
Set17

Projecto Casa Assombrada - O Internato


AVISO

O seguinte post está carregado de spoilers!

 

 

Porque é que insistem em cultivar ossos se nada nasce a partir deles?

 

Sexta-feira, onze da noite, algures em Sintra eu e mais cinco amigos entramos na casa onde decorre o mais recente projecto do Teatro Reflexo - O Internato.

 

Ao contrário da Casa Assombrada de Belas, onde o susto era rei e senhor, no Internato o objectivo é vivermos o medo. Descobrirmos que o medo não é apenas a ausência de luz ou a presença de barulhos esquisitos, são ideias, palavras, construções semânticas que o nosso cérebro transforma em aflições.

 

A experiência em si foi  positiva, porém longe de ser perfeita ou de ir totalmente ao encontro com as expectativas que eu tinha - quiçá o problema foi ter ido com demasiadas expectativas.

 

Os actores eram brilhantes, vestiram estupendamente os seus papéis e houve uma altura - aquando o encontro com os jovens rebeldes que iam explorar o Internato onde várias mulheres ao longo dos anos tinham sido mortas sempre com 17 facadas - que fiquei na dúvida se estava perante actores ou eram mesmo pessoas que tinham invadido o edifício sem a organização dar conta.

 

Os três momentos que destaco nesta experiência foram

 

~ A sala do Bingo ~

 

Marcado pela performance incrível da mulher de cadeira de rodas e boca ao lado, que com voz engasgada por saliva acumulada ditava os números do bingo para as outras personagens marcarem com feijões. Quando achamos que nada vai acontecer as luzes desligam-se, ela salta da cadeira, revela um fato justo prateado e qual acrobata salta por cima das cadeiras e bancadas enquanto bate nos armários mesmo ao lado dos nossos ouvidos e vocifera sílabas com voz satânica. Excepcional.

 

~ O jogo das escondidas ~

 

A meio da experiência ouve-se uma sineta e uma voz começa a contar. É altura do jogo das escondidas, onde devemos escolher um lugar para nos ocultarmos do cara de medo; se ele nos encontrar é o nosso fim. Encolhi-me debaixo de uma mesa, e há muito tempo que não me sentia tão aterrado. A pessoa sabe que é tudo encenação mas pensar que existe alguém à nossa procura que não sabemos o que nos irá fazer é assustador. Com um olho meio aberto e outro meio fechado vi uns pés que afastavam as cortinas da sala onde estava. Felizmente para mim não fui descoberto.

 

~ O quarto 17 ~

 

Onde vive o cara de medo. E onde se entende que o medo não é algo palpável, é muitas vezes uma construção neuronal. Quando aquela personagem se aproximou da minha cara, roçou a pele dele na minha, tocou com os seus lábios nos meus, verdadeiramente senti que a morte e o desespero invadiam todos os meus poros. Aliado ao cheiro inexplicável que apenas consigo classificar como caixão putrefacto pelo tempo e com os sussurros ao ouvido que me perguntavam como seria ver a pessoa que mais amava a decompor-se lentamente, este foi o momento mais impactante para mim. Ainda por cima o cara metade não quis vir e eu só pensava como seria ver a carne dele ser comida pelos vermes enquanto os ossos se quebravam em fragmentos pela acção do tempo. Tenebroso.

 

Agora porque é que a minha experiência não foi tão marcante como eu gostaria?

Primeiro a quantidade de pessoas que cada sessão leva é talvez exagerada. Ou as pessoas que calharam na minha sessão não eram as mais adequadas, muito conversadoras, não respeitavam os momentos dos outros, houve até a infeliz notícia que pela primeira vez neste espectáculo uma actriz foi agredida - de lamentar profundamente tal acção.

Mas tudo isto não é culpa da companhia, apenas menos boa sorte minha.

 

O que o Teatro Reflexo poderia melhorar era sim o fio condutor da história. Estarmos a subir e descer de um andar para o outro com escadas externas faz perder bastante tempo.

Isto tendo em conta que não há nenhum caminho intuitivo para seguir.

Começamos numa sala ao calhas, depois vamos para outra se não estiver ocupada, se está muita gente vamos para o andar de baixo, vemos duas ou três salas, voltamos a subir, enfim, a meu ver acaba-se por perder um pouco o ritmo e a atmosfera de medo.

O contacto com o exterior devia ser inexistente - compreendo que a logística do local possa não o permitir - e devia haver uma ordem na visita. Nem que se fizesse entradas de grupos mais pequenos de 10 em 10 minutos. Ou que se pagasse mais mas a visita fosse mais densa, que estivéssemos sempre em contacto com a história, que entrassem dentro do nosso cérebro e nos fizessem gritar com medo de sermos asfixiados pelos nossos próprios pensamentos.

 

Em suma, gostei da experiência mas num futuro preferia até pagar um pouco mais para ter algo mais exclusivo e que realmente desse um abalo maior aos meus alicerces.

Porque todos nós precisamos de vez em quando dum terramoto interior!

29
Set17

Eu e o Salão Erótico de Lisboa


Há uns anos atrás, eu e a minha companheira de viagem/melhor amiga de faculdade, a Rachel, decidimos que íamos visitar o Salão Erótico de Lisboa.

 

Do nosso grupo de amigos éramos os únicos na altura que não tinha falsos puritanismos e que não nos iríamos importar de ver gente nua a rodopiar em varões, senhores algemados a levarem tau-tau na piloca e dildos do tamanho do meu antebraço.

 

Depois de algum tempo a vaguear pelo espaço, paramos mesmo em frente dum mini palco onde estava uma senhora a fazer um show de strip. Vemos o show e quando este chega ao seu fim, o responsável pelo espaço pega no microfone e pede a colaboração de um casal da audiência para vir ao palco e participar numa performance interactiva.

 

Olhei com curiosidade para ver quem eram os corajosos que se chegavam à frente quando começo a ouvir um Nós aqui!! Nós aqui!! mesmo colado ao meu ouvido. Olho para o lado e para meu absoluto terror era a Rachel que o gritava, com a mãozinha no ar.

 

Fiquei em pânico, nós não éramos um casal, eu era homossexual, aquilo só podia ser uma brincadeira/pesadelo.

Tentei de fininho afastar-me mas quando dei conta as pessoas tinham aberto um círculo à nossa volta por isso era impossível escapar. A menina que tinha feito o show anterior desce muito sensual do palco, pega-nos pela mão, e entre as ovações do público leva-nos para o palco onde nos senta num sofázinho.

 

Naquele momento eu colocava seriamente a hipótese de simular um coma para me tirar daquela situação, mas decidi aguentar, visto que a Rachel estava hiper-excitada, e pronto também devia ser só ver uma dança.

 

Começa a música, a jovem inicia a sua movimentação de ancas, interage comigo, interage com a Rachel, até que a certo ponto me manda tirar a t-shirt.

E eu pronto olhem no momento nem questionei e tirei-a.

O público ao rubro ao ver a minha ausência de abdominais.

A música continua e o senhor do microfone sempre a incentivar o audiência com frases feitas a roçar o ordinário até que decide que era altura de apimentar a situação.

Entra outra bailarina exótica. A primeira senta-se em cima da Rachel e ficam ali num roça roça, ao que o senhor do Micro diz, Triptofano (sim ele sabia o nosso nome) a Rachel é uma mulher disposta a tudo.

E eu só pensava bom para ela, tirem-me mas é daqui; enquanto a nova bailarina senta-se ao meu colo, agarra-me pelos cabelos, revira-se, põe as pernas nos meus ombros, faz o twerk eu sei lá mais o quê.

O público delira.

 

Até que chega o momento que ainda hoje eu não tenho explicação para ele. Eu podia-me ter recusado mas sei lá, acho que o meu cérebro estava em paragem funcional.

 

A menina levanta-me, olha-me e diz, tira as calças!

 

E eu tirei!

 

Minha gente nos dias de hoje eu tenho roupa interior bem sexy, assim justinha da Calvin Klein, que não me deixa passar vergonhas, mas naquele dia eu levava uns boxers largueirões com peixinhos. Agora imaginem um calmeirão de 1.87 com uns boxers de peixinhos com uma stripper ao seu lado! 

 

Mas as coisas ainda iam piorar. O homem do micro estava tão vermelho que podia ter um AVC a qualquer instante, a Rachel estava a ser apalpada por todos os lados, eu só a pensar que não podia ficar totalmente nu no palco, nem devia ter a depilação feita sequer; a menina olha para mim e rosna-me, põe-te de quatro como um cão.

 

E eu pus.

 

E não era porque estava excitado.

Acho que ia fazendo chichi com o medo!

Ela monta-se em mim e dá-me palmadas no rabo.

Ouço os gritos da audiência, olho na direcção dela (algo que ainda não tinha feito até então) e vejo horrorizado umas cinquenta objectivas de máquinas fotográficas e telemóveis na minha direcção. Tinha-me tornado uma estrela.

 

Quando a nossa performance acaba visto a roupa ainda com as pernas a tremer e anunciam que fomos o melhor casal do dia; iríamos receber uma estadia grátis no Algarve para uma semana. As pessoas por quem passamos felicitam-nos, dizem que fomos incríveis.

A Rachel vai ter ao encontro de um rapaz que lhe devolve a câmara dela. Fico ainda mais em choque. Não tinha sequer percebido que no caminho para o palco ela tinha encontrado um amigo que a pedido dela registou toda a nossa performance.

Havia provas.

Fotos que eu espero só verem a luz do dia daqui a muitos anos.

 

No dia seguinte regresso à loja onde estava a estagiar. A senhora das limpezas vem ter comigo. Dá-me um pequeno tapa na bunda com um risinho e diz-me. 

 

Oh Dr. Triptofano você gosta que elas mandem em si não é?

 

Fiquei sem pinga de sangue!

28
Set17

O buraco negro da blogesfera


Cada vez estou mais convencido que algures na blogesfera existe um buraco negro que de vez em quando, puff, engole meia dúzia de bloggers.

 

Digo isto porque uma pessoa segue entusiasticamente outro alguém, troca comentários, alegra-se com as suas conquistas, entristece-se com os dias menos bons, e de um dia para o outro, simplesmente deixa de haver posts para ler.

 

Claro que uma pessoa primeiramente pensa que se calhar é um período de mais trabalho, não há tanta disponibilidade para o mundo virtual.

Mas depois os dias sucedem-se e não há sinais de vida; pensamos que pronto o blogger foi de férias para um destino tropical, também merece - mas lá no fundo não acreditamos nisso porque nem um post a meter pirraça com fotos de praias deslumbrantes ou coisa similar?

 

Passam três semanas - demasiado tempo para se continuar de férias a não ser que se tenham estoirado os 22 dias todos de uma vez. Começamos a pensar no pior.

 

Será que ficou sem Internet? Claro que há sempre a Internet do trabalho ou da biblioteca municipal!

Terá emigrado? Não é razão para abandonar o blog!

Aliens raptaram-no e deixaram-no com a capacidade intelectual duma couve? Pouco provável!

 

Deixamos vários comentários no último post. Mandamos e-mails para o endereço que está no perfil público. Parecemos uns ex-namorados loucos por reatarem a relação. No fim não obtemos nenhuma resposta.

 

O buraco negro da blogesfera fez mais uma vítima.

 

Esta deformação do espaço-tempo deixa-me danado, porque sempre que suga um blogger parte de mim também desaparece.

Quem me devolve o tempo que investi a ler certo blog, a trocar ideias, a pensar que estava ali alguém que se preocupava comigo e que tínhamos tudo para desenvolver uma boa relação de amizade?

 

Não consigo deixar de sentir que sempre que alguém desaparece deste mundo virtual é como se tivesse levado com os pés - é que depois não tenho o número de telemóvel para ligar à pessoa, nem a sei reconhecer na rua se a vir do outro lado do passeio, nem tenho a morada para ir bater à porta dela e perguntar porque é que me deixou assim sem mais nem menos.

 

Por causa disto (e não só) é que hoje dei o meu primeiro passo para combater este flagelo que, acredito, tantos de nós atormenta. E esse passo foi conhecer ao vivo e a cores um dos bloggers que eu sigo, a Fátima Bento.

 

Só tenho a dizer que a Fátima ainda é melhor ao vivo do que no virtual, ainda é mais simpática, mais gira e mais querida.

 

E agora mesmo que aquele local onde nem as partículas que se movem à velocidade da luz conseguem escapar quiser engolir a Fátima eu já tenho o telefone dela.

E já a consigo reconhecer a dois quarteirões de distância.

E pelas dicas que me deu quase que sei ir ter a casa dela! (minto - com o meu sentido de orientação quando desse por ela estava em Andorra!)

 

Por isso amigos da blogesfera, livrem-se, mas livrem-se mesmo de serem sugados pelo buraco negro. É que pronto, fazem-me falta!

 

27
Set17

Desafio Já fiz/Nunca fiz


The Cherry convidou-me para um desafio de Já Fiz/Nunca Fiz.

 

Quando li o título do desafio pensei imediatamente que seria algo do género do jogo do Eu Nunca e que ia emborcar uma dúzia de copos de shot de tequila. Porém este desafio além de não envolver perguntas de teor sexual onde eu iria revelar a minha intimidade que faria que ficasse sem os poucos (mas bons) seguidores que tenho também não implica ficarmos em coma alcoólico antes das onze da manhã.

 

Desafio.jpeg

 

 

Ora vamos então às regras do desafio:

 

1º Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

2º Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

3º Colocar a imagem oficial do desafio (obrigatório).

4º Referir quem vos passou o desafio.

5º Passar o desafio a pelo menos 4 pessoas (semi-obrigatório)*.

*não é de todo cariz obrigatório porque nem toda a gente gosta de nomear, era porém para dar alguma continuidade ao desafio.

 

 

Agora minha gente, peço desculpa a quem criou o desafio mas quem me conhece sabe que eu nunca iria responder a perguntas apenas com um Eu já ou Eu nunca, se existe a oportunidade de falar sobre mim claro que vou aproveitar.

 

 

Eis as perguntas e respectivas respostas.
 
1.Eu já fiz um intrarail - Eu Já! Três dias de pura loucura onde visitei entre outras Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo. Para a memória fica a noite que passei na Pousada da Juventude Navio Gil Eannes. Felizmente nenhuma das minhas amigas sofria de enjoos senão tinha sido um festival de vómitos em seco.
 
2.Eu já participei em algum concurso -  Eu Já! O mais épico foi um da Lipton na altura que andava na faculdade que consistia em gravar um vídeo para recolher likes! O meu grupo de amigos juntou-se e coube-me a mim o papel principal de jabardão que arrota. Não ficámos em primeiro lugar mas deram-nos bilhetes para o cinema que nunca usámos. Consta que esse vídeo ainda circula pelo Youtube, mas eu recuso-me a procurá-lo!
 
3.Eu nunca conheci a pessoa que mais admiro - Eu Já estive a dois palmos e meio da Ana Malhoa! Eu Nunca consegui saltar para cima dela e besuntá-la de beijos porque os seguranças não me deixaram.
 
4.Eu já caí na rua - Eu Já! Mas levanto-me sempre num salto e finjo que caí porque estava chateado e queria emoção na minha vida! Não, não me aleijei. Sim posso estar com as calças rotas e os joelhos a sangrar mas foi tudo encenado, não se preocupem. (VERGONHA)
 
5.Eu nunca desmaiei - Eu Já. Primeiro dia de trabalho de campo no Uganda. Achei que era boa altura para começar uma dieta então comi pouco ao pequeno-almoço. Duas da tarde, ainda sem almoçar, um calor infernal, enfiado dentro duma cabana, com uma criança a chorar enquanto lhe tiravam pele morta devido a uma queimadura; só me lembro de cambalear para a frente, cambalear para trás, e pumba aterrar. Felizmente que houve uma alma caridosa que me agarrou a tempo senão tinha rachado a cabeça.
 
6.Eu nunca estive em coma alcoólico - Eu Nunca! Cheguei a estar tão bêbado que passei uma noite inteira a dizer que era um golfinho, metade do meu cérebro estava acordado e outra metade estava a dormir (vá lá não me levaram para o ZooMarine). Mas em coma nunca estive!
 
7.Eu nunca experimentei drogas - Eu Nunca! Quer dizer fumar um charro não é considerado experimentar drogas pois não? Nem comer um Space Cake em Amsterdão! Muito menos mastigar cogumelos alucinogénicos. E snifar aqueles pós das smartshops também é algo banal certo? Por isso eu e drogas não senhor!
 
8.Eu já me vinguei de alguém que me fez mal - Eu Nunca. Que já fiz planos elaborados para me vingar já fiz sim senhor. Só que no fim descubro que dá muito trabalho e resolvo ir dormir! No dia a seguir já nem me lembro do que aconteceu!
 
9.Eu nunca tive um acidente - Eu Já. Caí duma moto, bateram num carro onde eu estava, enfim sou um sobrevivente! 
 
10.Eu já andei de avião - Eu Já. Uma das coisas que mais gosto de fazer. E tenho a capacidade de sentar-me no meu lugar, adormecer, acordar no preciso momento em que estão a servir a comida, enfardar tudo e voltar a adormecer! Skills minha gente, skills!
 
11.Eu nunca bebi demais - Eu Já! E arrependo-me sempre de não ter alguém que me tire o telemóvel das mãos e me impeça de enviar mensagens extremamente constrangedoras a pessoas que não devo!
 
12.Eu nunca confundi uma pessoa com outra - Eu Já! Não há nada melhor que dar uma palmada no rabo da tua melhor amiga que afinal não é a tua melhor amiga! 
 
13.Eu nunca me perdi num país/cidade estrangeira - Eu Já! Pior consegui-me perder dentro dum centro comercial, mais concretamente dentro do Dubai Mall. A menos de meia hora de apanhar o avião para a Tailândia e ainda estava eu a correr desvairado a tentar sair daquele labirinto de lojas.
 
14.Eu já tive uma experiência paranormal - Eu Já. Acho que a minha experiência com extraterrestres e marcas nas costas já é do conhecimento público. Agora o que eu nunca contei foi as minhas capacidades de flutuação aérea na infância. Ficará para um post futuro.
 
15.Eu nunca roubei - Eu Nunca irei responder a esta pergunta antes de ter a certeza que o possível crime já prescreveu. Mas posso adiantar que poderão existir alguns hotéis chateados com o desaparecimento de roupões e coisas do género.
 
16.Eu nunca apaguei nada do facebook por ter poucos likes - Eu Nunca. Ia agora lá apagar os meus Nudes!!! Quem não põe like é porque está ressabiado na certa.
 
17.Eu já traí alguém - Eu Já. Era muito desbocado quando era mais novo por isso já traí a confiança de pessoas que me pediram para não contar coisas e eu descaí-me! Hoje em dia a minha boca é um túmulo.
 
18.Eu já disse que ia deixar de falar com alguém que me magoou mas não o fiz - Eu Já. Temos que saber perdoar. Às vezes também nós magoamos outras pessoas sem querer e gostamos de ter uma segunda oportunidade.
 
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas? Claro que sim. Pensam que eu sou quem? Se quiserem vou ao teste do polígrafo na TVI e prometo que se for apanhado em falso faço um ar escandalizado melhor que o do Carlos Costa.
 
 
Agora quanto aos nomeados, que espero que também furem as regras e escrevam um bocadinho mais acerca de cada pergunta
 
 
Fico à espera das vossas respostas!
26
Set17

As minhas férias #3


E eis que chega finalmente o relato das minhas férias na ilha de São Tomé. Já sabem o que aconteceu no ilhéu das Rolas por isso vou-me debruçar apenas sobre o que sucedeu na ilha-mãe. Mas aviso-vos desde já que este post vai ser longo e repleto de fotos, por isso se estão ensonados toca a ir beber um café para arrebitar.

Vamos lá então.

 

~ Paisagens ~

 

A Ilha de São Tomé é, de si, uma paisagem estonteante que se embrenha em todos os nossos poros. No entanto, para mim houve locais que me marcaram, e são esses que aqui vos apresento.

 

Praia Piscina

 

De acesso não demasiado fácil a Praia Piscina mantém um ar meio selvagem que cativa o amante da natureza no seu estado puro. As águas agitadas e a sombra dos coqueiros transportam-nos para uma era onde não existe o turismo de massas. É o local ideal para estender a toalha e dormitar, tendo sempre cuidado com os caranguejos fantasmas que saem das suas tocas para espreitar.

 

Praia Piscina.JPG

 

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Praia das Sete Ondas

 

Esta extensa praia têm como segredo ser a única do planeta onde se pode encontrar uma certa "concha" de ouriço. Quando se chega somos abordados por crianças sorridentes que nos apresentam mãos cheias dessas conchas, esperando receber em troca alguns euros. Se não quiserem fazer negócio uma pequena caminhada pelo areal será suficiente para encontrarem meia dúzia de exemplares, a preço zero. Agora atenção, lavem-nas sobre água corrente durante algum tempo, é extraordinária a quantidade de areia que vai sair dentro delas.

 

Praia Sete Ondas.JPG

 

Ouriços.jpg

 

 

Lagoa Azul

 

Um óptimo local para dar um mergulho e para comer marisco nas margens. Se não quiserem banhar-se, aproveitem e subam o pequeno monte para ver as vistas e admirar os baobabs e as suas frutas pendentes - o pão de macaco!

 

Lagoa Azul.JPG

 

Pico do Cão Grande

 

De origem vulcânica este Pico é impressionante de ser visto quando as nuvens não teimam em deixá-lo parcialmente tapado. Ao seu redor podem-se ver plantações enormes de palmeiras de onde se extraem os famosos óleo e vinho de palma. Apesar de serem importantes para a economia local, uma plantação excessiva de palmeiras leva a que outras árvores, muitas delas de fruto, não se consigam desenvolver ou deixem de ter o seu espaço, o que por sua vez cria uma escassez alimentar em povoados mais pequenos.

 

Pico do Cão Grande.jpg

 

As Roças

 

Algumas estão em funcionamento, muitas estão desactivadas, mas é sempre incrível visitá-las. Com uma história repleta de detalhes fascinantes e muitos actores que por elas passaram, as roças foram importantes locais de decisão para a vida dos países, formando comunidades únicas. Ver o outrora edíficio do hospital, a casa do patrão, as senzalas e dependências e ainda perceber a história associada a cada roça torna-se imprescindível numa viagem a São Tomé.

 

Roça Agostinho Neto.JPG

 

Passeio de Barco no Rio Malanza

 

A viagem que mais me surpreendeu. Há algo de mágico num pequeno barco movido à força de remos que rompe o silêncio das águas. Depois de passarmos Porto Alegre, os mangais entram-nos pelos olhos e com sorte encontramos alguns macacos que despertam do seu sono! Quando fomos, os peludos mamíferos já tinham ido para outras paragens em busca de alimento, se soubesse tinha levado o Macaco José, pendurado-o num ramo e tirado uma foto digna da National Geographic.

 

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~ Cultura ~

 

Mercado

 

O mercado da cidade de São Tomé é uma visita repleta de sons, cores, cheiros e energia humana. Em todas as direcções que olhemos há pessoas a vender e a comprar, regateios entrecortados por gargalhadas, rostos sorridentes que nos pedem para tirarmos uma selfie, ou a nova tendência: uma groupie. Seja para comprar ou apenas para turistar o mercado é de paragem obrigatória para conhecer a diversidade de produtos santomenses.

 

O mercado.JPG

 

Museu do Café

 

Situado na Roça do Monte Café, este museu é pequeno e singelo mas mostra-nos todos os passos necessários para que possamos ter na comodidade dos nossos lares tão deliciosa bebida! Se encontrarem um cafeeiro e quiserem saber se pertence à variedade arábica ou robusta é no museu que aprendem a fazer a sua distinção.

Entrada: 3 euros com direito à degustação de uma bica.

 

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Os secadores de cacau na Roça de Água-Izé

 

Sabiam que aquela película branca deliciosa que envolve o grão de cacau ao secar pode ser usada para fazer licores? E que os grãos de cacau que são secos ao sol são de maior qualidade do que aqueles que são secos em estufa? Os secadores são impressionantes e a Roça Água-Izé, uma das mais antigas de São Tomé, é merecedora também de uma visita.

 

Secador de Cacau.JPG

 

 

A fábrica de chocolate de Cláudio Corallo

 

Ou melhor dizendo a micro-fábrica de chocolate onde nos dão a conhecer a paixão pela qualidade e perfeição que Cláudio Corallo coloca em cada chocolate que produz. Não gostam de chocolate negro por ser demasiado amargo? Depois da prova de mais de dez chocolates diferentes vão perceber que se calhar não andavam a comer os certos. Impossível terminar a degustação sem querer levar metade da loja para casa.

Entrada: 4 euros com direito à degustação de variados tipos de chocolate (repito, mais de 10!). A visita só se realiza em determinados dias e horas específicas, existindo um sistema de senhas que permite que quem possui senha entre primeiro e se possa sentar. É normal haver vendedores de artesanato ao pé da fábrica ligeiramente mais insistentes que o habitual.

 

Chocolate.JPG

 

 

~ Comida ~

 

Chef João Carlos Silva

 

Não sei se o restaurante do Chef João Carlos possui algum nome específico, visto que toda a gente o conhece pelo nome dele. É um espaço amplo, um laboratório gastronómico fervilhante de vida, privilegiado com uma vista de tirar o folêgo sobre a baía de São João dos Angolares. Tem ainda para tocar, cheirar e trincar diversos produtos utilizados na gastronomia local, desde o limão-francês, ao ossame, ao pau-pimenta, ...

As doses são pequenas, porém a refeição é composta por sete entradas, três limpa palatos, um prato principal e duas sobremesas. Dúvido que vão ficar com fome.

Conhecemos a filha do Chef, a Olinda. O João Carlos estava a descansar, o malandro.

 

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Casa Museu Almada Negreiros

 

Comida deliciosa, vista linda, ritmo leve-leve. As memórias deste restaurante são boas, sendo que a minha mãe ficou babada quando no final da refeição lhe ofertaram uma líndissima rosa porcelana.

Um detalhe que eu considerei deleitante foi a sala cheia de máscaras tribais - houvesse dinheiro e espaço na bagagem e tinha-as levado todas.

 

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Papa Figos

 

O melhor local para comer na minha opinião. Peixe fresquíssimo a entrar literalmente restaurante dentro (vimos passar um cherne com, seguramente, mais de 100kg!). Marisco de óptima qualidade. A carne (visto que a mamã não pode comer peixe) era tenra e os acompanhamentos deliciosos (que saudades da fruta pão e da banana fritas, das quais sempre pediamos uma dose extra sem pagar mais por isso, diga-se, neste ou em qualquer outro restaurante). Cerveja Rosema fresquinha para matar o calor. E o melhor de tudo, um preço tão barato que achámos que não podia ser verdade.

 

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~ Alojamento ~

 

N'Guembu

 

Não fiquei alojado neste local mas se voltar certamente será a minha opção. Meia dúzia de villas, uma vista de cortar a respiração, um restaurante razoável e um acesso quase privado à praia com o mesmo nome são argumentos mais que suficientes para aqui passar um par de noites.

 

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Pestana São Tomé

 

Nada a apontar a este hotel, tirando o facto do cara metade ter ficado preso no elevador com uma senhora das limpezas. Comida fantástica, quartos espaçosos e confortáveis, staff simpático. Agora para ser uma estadia mesmo perfeita peçam um quarto com vista para o Golfo da Guiné. Não há nada mais memorável do que estarmos sentados na varanda, a ver o sol nascer (carregados de repelente para não sermos comidos pelos insectos claro) e sermos brindados com golfinhos e baleias a brincarem alegremente.

Se quiserem ser ainda mais específicos peçam o quarto onde fiquei, o 1220, que possui uma vista sem grandes palmeiras a tapar a linha de horizonte, além de que se um dia eu ficar hiper famoso podem dizer que já dormiram no quarto onde o Triptofano também já dormiu. Espero é que entretanto tenham mudado os lençóis.

 

Pestana SãoTomé.JPG

 

 

~ As Pessoas ~

 

Se há vendedores mais insistentes? Há alguns!

Se existem crianças que pedem doces quase sem parar para respirarem? Poucas mas há!

Se o mais incrível nesta viagem foi o sorriso tímido das crianças, a alegria dos adultos, o carinho no olhar dos idosos, a felicidade que irradiava de cada ser humano? Sem qualquer sombra de dúvida.

 

Pax.JPG

 

Espero que este relato tenha despertado a vontade de visitarem São Tomé. Garanto-vos que não se vão arrepender!

 

25
Set17

A Cozinha Leve Leve


Olá! 

A convite do Exmo. Triptofano, sou eu – o cara-metade – quem vai fazer o post de hoje a propósito da nossa (rica) visita, como já sabem, a São Tomé e Príncipe. Da viagem, dá-vos ele conta: dos hóteis, das praias, das gentes, enfim… Uma experiência única da qual, ele, não vos deixará faltar prosa!

 

Já eu, num registo mais guloso, ah, Eu… Falemos de matabalas, pau-pimenta, temperos, muzongué, calúlú, fruta-pão, esparregado de lússúa, molho de fogo, bananas – pão, ouro, Gran Machel, maçã, prata… todas - enfim… falemos um bocadinho da alquimia e da alma que encontrámos na culinária santomense. Uma certa magia que liga a natureza ao prato, resultado de anos e séculos de miscigenações étnicas e mutações botânicas conseguidas a expensas do leve-leve que carateriza a ilha, da calma na pesquisa e de utilização da natureza no equilíbrio do corpo e do espírito (as caixas de primeiros socorros santomenses, acreditem ou não, precisam de ser regadas e catalogadas com tanta folha e utilização que para lá vai!); e, falemos, claro, da introdução de novos aromas na cozinha do dia-a-dia.

 

Algumas destas utilizações resultam de anos de utilização em calúlús, feijoadas da terra, sôôs ou molhos da culinária típica de São Tomé. Da humildade e da honestidade com que os santomenses põem a comida na mesa, ainda que cheia de sabor. E a resposta é breve: “Porque sempre fizemos assim”. Outras nascem da adaptação de novas receitas aos ingredientes locais dos novos atores da cozinha santomense (como a combinação de chocolate, banana e erva mosquito do João Carlos Silva com os chocolates únicos do Cláudio Corallo). Todas elas, porém, com um potencial de fazer chorar por mais, foram provadas e aprovadas por mim e vou partilhar algumas convosco!

 

Mikókó

 

A folha e a flor do Mikókó, com uma ligação convencionada pelos santomenses aos mesteres afrodisíacos, que tivemos oportunidade de provar numa das famosas omeletes da terra, é de um potencial aromático incrível e talvez a mais utilizada pelos santomenses! Podemos dizer que os orégãos estão para os italianos como o mikókó está para os santomenses. Conhecemo-la (quem conhece!) em Portugal como alfavaca (!), pertence à família do manjericão, e pode ser usada fresca ou seca.

No mercado de São Tomé não há vendedora que se preze que não tenha um bom molho desta erva para vender por poucas dobras, tal é a sua profusão na mata crioula.

Uma das formas em que a experimentamos, para lá das suas utilizações na feijoada à moda da terra, no calúlú, foi numa simples omelete! Só por introduzi-la na sua preparação, com peixe seco para ser mesmo local, ou não, passamos a ter a famosa omelete da terra, aqui servida com fruta pão frita, búzios-de-mar e pimpinela com cêlo-sum-zon-maiá!

 

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Lússua

 

Semelhante ao espinafre em termos de tratamento, a lússua é uma erva bem aromática que pode servir para um esparregado de requinte ou simplesmente salteada. O óleo de palma tem de acompanhar para saber a local, no entanto, é bastante versátil! Aqui vem acompanhada de uma espetada de atum, barracuda e espadarte e arroz com flor de mosquito.

 

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Folha e flor mosquito

 

A fiá mesquito é de uma subtileza incrível. Provámo-la com banana num ceviche reinterpretado pelo João Carlos Silva (que muito surpreendeu, também, pelo azeite baunilhado!) e ainda no arroz que já vimos acima. E mosquito porquê? Precisamente porque a sua folhagem é muito semelhante a este inseto! Pese embora a chatice que tais criaturas representem numa viagem deste tipo (eheh, eu safei-me!!), esta folha foi outra das grandes descobertas 

 

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Cêlo-sum-zon-maiá

 

Ou coentro selvagem. Se nada como um pato, se grasna como um pato, se voa como um pato, então, só pode ser um pato… É o caso deste coentro! Com um cheiro exatamente igual aos coentros que estamos habituados, faz parte do espólio aromático presente na gastronomia do dia-a-dia santomense. Com a diferença de que é, vá lá, fisionomicamente (totalmente) diferente! As duas vezes que provei cêlo-sum-zon-maiá foi na mata, quando o encontrei e conheci com a ajuda do Gaspar, o nosso guia local, e a segunda quando comíamos um creme de fruta-pão com esta folha de guarnição. É incrível o seu sabor.

Imagem retirada de http://oestadodacozinhaportuguesa.blogspot.pt/2011/02/alguns-produtos-de-stome.html

 

Haveria muito, muito mais para vos contar sobre a gastronomia que ali encontrámos. Mas tanto que não acreditariam! Eu próprio ainda estou a digerir muitos nomes e, … resta saber como é que vamos fazer para encontrar as folhas todas quando delas precisarmos!

 

Triptofano, tens alguma ideia ? 

 

Um abraço!

 

P.S: Por insistência do Trip (como até eu carinhosamente já lhe chamo) deixo aqui o meu Instagram caso haja alguém com curiosidade em seguir os meus desvarios culinários.

 

24
Set17

Goiabada


Tínhamos feito novamente amor.

 

Poderia dizer que tínhamos feito sexo mas com ele as coisas eram tão melancolicamente calmas que a palavra sexo conotava-se duma agressividade que não fazia jus aos nossos movimentos ritmadamente lentos. No sofá cama ao som da música de algum templo budista os nossos corpos transpirados uniam-se durante longos minutos.

Era o nosso quarto ou quinto encontro, não sabia bem ao certo.

 

Depois de tomarmos banho sentámos-nos na frugal mesa da cozinha e ele serviu-me um café acompanhado de tostas e goiabada.

 

Como eu gostava de goiabada. Como eu gostava dele.

 

Tenho uma coisa para te dizer.

 

Franzi a testa. Parte de mim achava que era demasiado cedo para uma declaração daquelas. A outra parte ansiava que ele pronunciasse uma palavra tão simples mas capaz de mudar o destino de alguém.

 

Sou HIV positivo.

 

Olhei-o nos olhos. Vi o medo, a tristeza, o sofrimento, a angústia. Comi mais uma fatia de goiabada. 

 

E então? - perguntei enquanto lambia o doce dos dedos.

 

Não te importas? - havia alguma incredulidade na sua voz, como se não acreditasse no som que tinha chegado aos seus ouvidos.

 

Porque haveria de me importar? - respondi-lhe com a maior franqueza possível. Se tivesses colesterol elevado ou hipertensão importar-me-ia?

 

Levantei-me e dei-lhe um beijo. Senti o corpo dele estremecer quando os nossos lábios trocaram partículas de saliva.

 

Hoje tantos anos depois olho para trás e percebo que não foi um vírus que nos impediu de sermos felizes.

 

Foi somente o facto de ele nunca ter conseguido dizer a palavra Amo-te.

23
Set17

O Regresso


Voltei voltei

Voltei de lá

Ainda ontem estava em São Tomé

E agora já estou cá

 

 

Pois é pessoal a minha boa vida em frente da piscina e a enfardar tudo o que era humanamente possível no buffet do hotel acabou.

Já estou de regresso a Lisboa e felizmente que a temperatura ambiente até está agradável porque se tivesse que vestir já um camisolão acho que desenvolvia uma depressão pós férias.

A única coisa que me vai fazer mais confusão a habituar nos primeiros dias é chegar à cozinha e descobrir que só tenho meia fatia de pão duro e água da torneira para o pequeno-almoço; uma pessoa estava habituada às omeletes a pedido, ao bacon, às batatinhas assadas assim logo pela manhã, e agora chapéu!

Peço desculpa por ter andado mais ausente dos vossos blogues e mesmo a responder aqui aos comentários, mas sabem que nas férias uma pessoa em vez de descansar anda sempre de um lado para o outro, excursão para aqui, praia para acolá, ir almoçar a uma ponta da ilha, ver uma roça na outra ponta, e quando chega ao fim do dia já só pensa é em dormir.

 

Mas agora que voltei prometo colocar tudo em dia porque honestamente já não consigo passar sem os meus amigos da blogesfera!

 

Agora novidades, eu sou moço muito pouco ligado às tecnologias e redes sociais, mas achei que estava na altura do blog ter, imaginem só a loucura, um Instagram!

Descobri uma conta antiga que não usava, mudei o nome de utilizador e apaguei as fotos antigas que não eram nada de por ai além e tchanã, nasceu o Instagram do Triptofano.

Por isso quem quiser pode seguir as minhas aventuras neste diário fotográfico e se também tiverem instagram partilhem o link nos comentários para eu vos poder seguir.

 

Um beijinho/abração a todos e muito obrigado por todo o carinho que tenho recebido aqui da blogesfera. Vocês são demais!

22
Set17

Ni Hao


Suspeitamos que algo de estranho se passa quando ao passear pelas ruas de São Tomé um grupo de jovens nos sorri e cumprimenta-nos com um poderoso Ni Hao.

 

Olhamos novamente para o grupo e tentamos descobrir o elemento oriental do mesmo. Sem sucesso, nenhum dos jovens sorridentes é (à primeira vista) oriental.

 

Temos a certeza que algo de estranho se passa quando descobrimos na parede do restaurante local um anúncio a cursos de língua mandarim.

 

Quando chegamos ao hotel e vemos as notícias do dia na TVS tudo se torna mais claro. O governo de São Tomé e Príncipe assinou um acordo de cooperação económica, comercial e técnica com o governo da China.

 

Penso na minha mãe com alguma pena. Ela estava tão contente por poder visitar um país onde eu não tivesse que a ajudar como intérprete. Se ela quiser aqui voltar daqui a uns 10 anos acho que nem eu lhe vou poder valer!

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