Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Jul17

Quem fui eu?


Perdi-me na minha caixa de correio virtual.

 

Mas em vez de visitar os e-mails recebidos relembrei todos os emails que tinha enviado. Desde hoje até há 10 anos atrás. E o curioso é que se me pedissem para me lembrar do que aconteceu nestes últimos dez anos eu não conseguiria, de certeza que baralhava datas, confundia nomes, ficava na dúvida se certos acontecimentos tinham sido sonhos ou realidade.

 

Todas aquelas linhas de mensagens enviadas existiam para não me permitir esquecer de quem eu fora. Cada uma das linhas continha uma história que foi em certa altura parte de mim.

 

 

30
Jul17

O peso da minha mochila


Há algum tempo atrás, não sei precisar quanto, encontrei um post de uma blogger que fazia uma analogia entre o peso dos problemas que carregamos aos ombros todos os dias e o de uma mochila que usamos quando realizamos uma caminhada.

 

Segundo ela a caminhada seria mais difícil quanto maior fosse o peso da mochila e que era da nossa responsabilidade optar sobre o que devíamos ou não por dentro dela. Defendia também que não devíamos pedir ajuda a terceiros para a carregar. É a nossa mochila, os nossos problemas, por isso nós é que temos de aprender a lidar com a situação.

 

E eu fiquei a remoer naquela história. E não consegui perceber de imediato porque é que me tinha deixado tão afectado. Só hoje é que se me deu o clique e não consigo entender porque razão não o tive antes de tão óbvio que era.

 

 

29
Jul17

Prazer a Três


O prometido é devido. Ontem revelei que tinha preparado um post sobre conversas sexuais com a minha mãe e como acho que é um tema que qualquer indivíduo mentalmente saudável deve abordar (de forma anónima claro) num blog público então vamos a isso.

 

Primeiro que tudo tenho a dizer que acho bastante constrangedor falar de sexo com os meus pais. E quem diz falar, diz ouvir, ou ver, ou outra coisa que esteja relacionada com o acto. Como aquelas alturas em que estamos a visualizar um filme chatíssimo de três horas e meia sobre o conflito bélico entre os Estados Unidos da América e o Vietname e no preciso momento em que a nossa mãe entra na sala para nos oferecer um lanchinho o ecrã da televisão começa a transmitir algo que poderia estar a concurso para melhor Curta Pornográfica Amadora 2017. A nossa mãe olha para nós, nos olhamos para ela, ela olha para o televisor e no fim não há lanchinho para ninguém.

 

 

28
Jul17

É dia de Follow Friday


O post de hoje era para ser acerca de conversas sexuais com a minha mãe mas ao abrir a página do Sapo Blogs descobri que era dia de Follow Friday. E uma pessoa tem que estabelecer prioridades!

 

Não estou à muito tempo na blogesfera mas já tenho uma mão cheia de blogs que sigo diariamente de forma quase religiosa, por isso escolher apenas um foi complicado.

 

Perdoem-me os restantes mas tive que seleccionar a The Cherry. E a razão basal foi o facto de como eu ela trabalhar numa loja e passar todo o dia a atender ao público. E muitas das coisas que ela relata eu revejo-me nelas. Além de que solto sempre umas gargalhadas ao perceber que nem todos os utentes especiais calharam a mim. Já uma colega minha dizia, partilhar é ser feliz!

 

 

P.S: A todos os outros que não seleccionei desculpem, sabem que vos adoro, e se descobrir algum cremezinho que não tenha sido atacado pelos meus dedos eu mando-vos por correio!

 

27
Jul17

Nua. Ela estava sempre nua.


Depois de escrever o post relativamente ao erotismo lembrei-me que deveria ter algures os textos que desenvolvi no curso de escrita erótica. Após muita procura encontrei um no qual ainda me revejo, ou seja poderia tê-lo escrito ontem quando na realidade já o escrevi há uns cinco anos atrás!

 

Aviso desde já que o texto que se segue não é adequado a menores de 18 anos nem a qualquer indivíduo que reaja excessivamente a estímulos literários. Não é soft porn nem nada que chegue aos calcanhares dos livros da Harlequin que a senhora das limpezas do meu trabalho lê, mas de qualquer das formas fica o aviso!

 

 

Nua. Ela estava sempre nua.

 

Despojada no chão da sala era difícil traçar a fronteira entre os nacos de pedra alva que se imiscuíam no branco corpo de mármore estendido.

 

Ele gostava de a ver assim, desprovida de artifícios, na sua forma natural, numa receptividade inesgotavelmente infinita.

 

Não conseguia definir o que nela lhe causava tanto anseio de consumação. Se era a perfeição das suas curvas ou a assimetria dos seus seios, se a monocromia da sua tez ou a apurada vastidão de tons dos seus pelos púbicos.

 

Talvez fosse uma mescla de tudo que fazia com que o seu pénis enrijasse descontroladamente contra o tecido barato das suas cuecas ameaçando rasga-lo fibra por fibra, tal como um mergulhador em apneia por demasiado tempo destrói a imperturbabilidade das águas no seu desvairo de possuir oxigénio.

 

Estendeu-se sobre ela, arrebatou-lhe as formas dos seios, beijou-lhe sequioso os mamilos sempre rijos espetados como que numa oração para um inerte céu.

 

Muda. Ela estava sempre muda.

 

Para ele era como uma provocação, à qual ele respondia com mais êxtase, o facto de ela ser uma inércia de sons, remetendo-se ao absoluto silêncio enquanto se deixava tocar

e lamber e esfregar e morder

como que se zombasse da sua pouca aptidão.

 

Redobrava o calor com a qual esmagava, tacteava todos os pedaços da sua [in]existência.

Tinha lido que o umbigo era o centro do desejo sexual.

 

Naufragou a sua língua naquela superfície ovaloide ao mesmo tempo que com um dedo lhe acariciava o clitóris e com outros dois lhe penetrava desesperadamente a vagina em movimentos circulares, como se fosse um saca-rolhas desvairado de carne e queratina.

Veio-se.

Inundou a roupa interior com um jacto quente e pulsante, deixando-a pegajosamente corrompida e com um odor a êxtase frustrado.

 

Fria. Ela estava sempre fria.

 

Caiu ao lado daqueles nacos de gélida carne mármore imbuídos, respirando com dificuldade, sentindo todo o seu corpo a esvair-se de energia.

 

Os lábios dela não tinham articulado um único movimento, continuavam prostrados perante o silêncio.

 

Levantou-se em fúria! Como podia ela ser assim

[fria,muda,nua]

tão desrespeitosa?

 

Com grandes passos dirigiu-se à porta, levando o seu pénis envolto em si próprio, até que parou, assolado por um pensamento.

 

Voltou-se e olhou-a com ternura.

 

Ela não tinha culpa.

 

No fim de contas tinha-a morto há mais de um mês.

26
Jul17

Erotismo


Há alguns anos atrás resolvi fazer um curso de escrita criativa. Moveu-me a vontade de saber escrever melhor, de organizar ideias e estruturar uma linha de pensamento. Pouco tempo depois de estar a frequentar  o curso surgiu a oportunidade de participar num curso de escrita erótica, algo que sempre atraiu a minha atenção.

 

Acontece que partilhei com os colegas e com a professora do curso de escrita criativa que estava a frequentar o de escrita erótica, tendo-me deixado surpreso um comentário que a docente fez.

Ao que parece, por alguma razão, talvez para dar as boas-vindas ou similar, a professora de escrita criativa foi requisitada pela escola para ter um almoço com a professora de escrita erótica. A primeira confessou-nos então que estava bastante nervosa e até receosa em conhecer a segunda, porque para ela alguém que ensina a escrever erotismo tinha que ser um mulherão, de salto alto, saia justa ao corpo e maquilhagem nos trincos. Pensou que ia sentir-se diminuída na sua feminilidade perante tal mulher. Afinal, disse entre risos, o mulherão que ia ensinar a passar o erotismo para palavras tinha excesso de peso, cabelo atado num rabo de cavalo, zero maquilhagem e usava roupa desportiva.

 

Tive pena da professora de escrita criativa, porque percebi naquele momento que ela não fazia a mínima ideia do que era o erotismo.

 

Para se ser erótico não é necessário ter-se um rosto ou um corpo que se enquadre com o padrão vigente de beleza, não precisamos de ter abdominais definidos ou umas coxas livres de celulite. O verdadeiro erotismo está presente num olhar, num jogo de gestos, num tom de voz. Ser-se erótico é ter a capacidade de fazer o outro querer um todo do qual nós damos apenas uma pequena amostra, como quando vamos ao Santini e eles nos dão uma colherzinha para provar o sabor mas o que nós queremos é enfiar a cabeça dentro da caixa do gelado.

 

Muitos pensam que o erotismo está fora do seu alcance porque acreditam que a sexualidade agressiva que se vê hoje em dia em todos os cantos é sinonimo de erótico. Mas as actrizes dos filmes da década de quarenta faziam hordas de homens suspirar tirando apenas uma luva, como a fantástica Rita Hayworth em Gilda. A sedução não deve ser um oferecer dum corpo despido, mas sim um desejar dum corpo vestido.

 

O fundamental é termos confiança em nós próprios, gostar da pele que vestimos, ter a auto-estima lá no topo e basicamente lixar-nos para quem nos quer fazer sentir mal por sermos quem somos - porque é que as pessoas ficam tão incomodas por ver alguém feliz sendo como é?

 

Há dias em que sinto o erotismo à flor da pele. Nessas ocasiões sorrio para o reflexo que o espelho me devolve (é fundamental não termos medos ou vergonhas quando nos olhamos, porque nós somos únicos e perfeitos na nossa individualidade), coloco uma música lânguida, visto uma roupa confortável e deslizo em direcção do quarto com o único objectivo de seduzir.

 

Abro a porta....

 

 

 

 

 

...e a cara metade está de barriga para cima a roncar!

 

 

25
Jul17

Hora do Remédio


Não tenho filhos mas nos últimos dias passei a dar muito mais valor ao que os pais deste mundo fora passam na hora de dar medicamentos às suas crias. Quando em conversa com amigos que já tinham filhos estes me contavam que era sempre um terror a hora de dar o xarope à criancinha eu achava que eles é que estavam a ser uns grandes nabos e não percebiam nada do assunto. Pensava eu que era algo simples do género falar com a criança, explicar-lhe a necessidade de ela abrir a goela e engolir o remédio sem grande fita e pronto, assunto arrumado. Comigo não haveriam birras, nem cuspidelas, nem vómitos em catadupa.

 

Claro que engoli as minhas palavras.

 

Cá em casa além de mim e da cara metade vivem três donzelas que são na realidade umas porcas. Isto porque são porquinhas da índia, mas é-nos mais fácil chamar-lhes de porcas quando nos queremos referir a elas como conjunto. Individualmente respondem (a maior parte das vezes fingem que não ouvem mas pronto) pelos nomes de Escovinha, Priscila e Láska. Há uns dias atrás, durante uma sessão de festinhas e resmungos (são muito resmungonas estas porcas) descobrimos um pequeno caroço nas costas da Priscila. E fizemos aquilo que nunca nenhum pai deve fazer, ir à Internet. Depois de duas horas de choro convulsivo da minha parte devido a todos os diagnósticos que sites pouco fidedignos me davam, a cara metade (que é ligeiramente mais calma do que eu nestas situações) decidiu que era melhor levar as três ao veterinário. Já fazia quase um ano desde a última vez que tinham feito um check-up por isso despachava-se já o assunto.

 

Fomos à veterinária e enquanto ela andava de volta das meninas eu ingenuamente expressei a minha preocupação relativamente à Laska, porca que a meu entender era demasiado selectiva com os alimentos e não comia quase nada. Ao que a veterinária me responde

 

Não come quase nada? Não parece, visto que está obesa!!

 

Desculpe lá mas o IMC da doutora também não está assim fenomenal, não é que eu ande ai a julgar as pessoas pela rua mas também não quero que a doutora fale assim da minha porca. Ela pode estar gorda mas cresce num ambiente onde lhe ensinamos que o físico não é tudo e que os sonhos dela estão à distância da sua ambição!

 

- pensei eu extremamente indignado, apesar de da minha boca só ter saído um Ah pois realmente... enquanto me recriminava por ser um pai negligente que devia ter-se controlado na altura de dar snacks.

 

E elas devem comer imenso pimento, reparei que estão todas vermelhas na parte debaixo do pêlo.

 

Pois comem, e hão-de comer todo o pimento que quiserem porque gostam, e hei-de-lhes dar pimento até elas ficarem engasgadas e ninguém tem nada a ver com isso.

 

- pensei já preste a saltar-me a tampa, ao mesmo tempo que olho para a cara metade e vejo que ela está impávida e serena e percebo que estou a criar drama a mais na cabeça e ainda bem que não respondi porque a pergunta era claramente retórica.

 

Saímos do consultório com um diagnóstico de tricofoliculoma e uma prescrição para anti-inflamatório em solução oral. A veterinária deu-nos também os parabéns por sermos uns pais tão atentos e termos detectado o problema ainda muito no início, o que me encheu de orgulho e fez-me dar graças por não ter espetado antes um tabefe na cara da veterinária.

 

A doutora explicou-nos como dar o xarope à Priscila. Facílimo segundo ela. Básico pensei eu. Vão ver como se lixam pensou certamente a Priscila.

 

Primeiro temos que a arrastar para fora da gaiola. Ela deve ter um sexto sentido e adivinha quando é altura de lhe darmos o remédio. Tentámos suborná-la com salsa mas isso não funcionou. Depois de a termos no colo temos de descobrir onde está a boca dela, que de alguma forma ela parece conseguir sempre tornar inacessível. Por fim fazer com que ela abra a boca para colocarmos a seringa e dar o anti-inflamatório. Durante todo este processo é vê-la a espernear, a guinchar, a tentar morder-nos os dedos.

 

A única coisa que me consola é ela não conseguir cuspir o remédio na minha cara!

24
Jul17

Coisas que me fazem feliz #3


Comer manteiga com pão.

 

Sim leram bem, manteiga com pão. Não é pão com manteiga, nem sequer pão com muita manteiga. É mesmo manteiga com pão. Ou tostas. Ou bolachas torradas. Ou em casos extremos com o dedo (previamente lavado claro).

 

Não sou manteigo-fóbico mas tenho preferência pela de vaca, dos Açores, salgada o suficiente para sentir um pico de tensão. Manteiga rijinha, saída do frigorífico, que pessoalmente não me dá aquelas vontades quando está mole toda assim que lambuzada.

 

Depois do meu amor eterno pelas batatas fritas está a paixão sempre renovada por manteiga. A polaridade da situação acaba por ser anedótica porque o que o meu coração anseia com toda a sua força é o mesmo que vai fazer com que uma carga de colesterol lhe entupa as artérias e faça com que tenha um enfarte antes dos 40.

 

Estou a esforçar-me por tirar as batatas fritas da minha vida mas se me levam também a manteiga o que me resta?

 

 

(O sushi...............!)

23
Jul17

Felicidade a que custo?


Comecei a ver hoje uma série do Netflix chamada "Friends from College". A história é acerca de um grupo de amigos do tempo da faculdade com um passado romântico complicado que volta a estar junto. É uma série leve, fácil de ver, mas um dos episódios fez-me remoer um assunto que já varias vezes assaltou a minha mente.

 

O episódio em questão gira à volta dum casamento que apenas aconteceu porque uma das partes foi infiel à pessoa com quem estava casada antes. Depois de alguma discussão sobre o quão reprovável ou não era toda a situação uma das personagens diz

 

"A vida é curta. Temos que fazer o que queremos senão podemos arrepender-nos. Mesmo que implique magoar algumas pessoas."

 

Não sou ninguém para julgar ninguém. Não vou atirar pedras porque todos temos telhados de vidro, todos erramos, todos gostaríamos de ter agido de forma diferente em alguma situação na nossa vida. Mas não consigo deixar de pensar se na demanda para a felicidade não deixamos para trás os valores mais básicos.

 

Qualquer relação tem os seus altos e baixos. E na maior parte das relações o sentimento que existia no início não permanece exactamente igual, transforma-se, às vezes aumentando outras vezes diminuindo, consoante a dinâmica do casal. Mas o que creio que nunca se deveria alterar era o respeito!

 

Respeito pela pessoa que esteve connosco, que nos amou e que nós amámos de volta, da pessoa que um dia dissemos ser a tal. E mesmo que um dia descubramos que essa pessoa já não é a tal devemos respeitar e guardar todas as coisas boas que vivemos a dois.

 

A vida é realmente curta e devemos fazer o que queremos de forma a não nos arrepender-mos. Mas nunca devemos magoar os outros. Ou pelo menos não devemos fazer por magoar os outros. O fim de uma relação pode trazer mágoa qualquer que seja a forma que esta acabe, mas é preciso trazer uma dose extra de sofrimento esfregando na cara da pessoa que já se tinha outra enquanto a relação durava?

 

Podem-me dizer que não escolhemos por quem e quando nos apaixonamos! Concordo totalmente. Mas podemos escolher quais são as acções que vamos tomar a partir daí. Podemos ser honestos, frontais e respeitadores, terminando as coisas e seguindo o nosso caminho. Ou podemos ver como é que são as coisas com a nova pessoa e deixar a outra de reserva em casa, porque na realidade o que importa é a nossa felicidade e os outros que se danem!

 

Incomoda-me muito, demasiado até, quando algum colega de trabalho começa com conversas do já não aguento a minha mulher. Ou estou farta do idiota do meu marido. E eu penso, por favor façam algo e sejam felizes, mas respeitem a pessoa com quem escolheram estar. Porque se é para vivermos na nossa bolha só a pensar na nossa felicidade e menosprezar o efeito das nossas acções sobre os outros, então é preferível viver isolado.

 

Friends.jpg

 

 

P.S: Hoje fiz uma água aromatizada deliciosa de pepino e morango. Obrigado à  Fátima Bento pela receita.

 

 

22
Jul17

Amor em tons de girassol


Uma das melhores coisas de estar numa relação é saber que temos na outra pessoa um farol para nos guiar nos dias mais escuros.

 

O meu farol, ou seja a minha cara metade, ontem preparou-me uma pequena surpresa. Parecia que adivinhara que o meu dia tinha sido emocionalmente pesado e que precisava de desanuviar. Mal entrei em casa disse-me que iamos jogar um jogo.

Imediatamente pensei

 

  1. Colocou-me enquanto dormia uma chave atrás do globo ocular e vai-me prender num barraco cheio de ratazanas e baratas famintas e a única forma de fugir é usando a chave que está no meu olho
  2. Vamos fazer uma adaptação caseira das 50 Sombras de Grey e não vou poder sentar-me durante a próxima semana e meia
  3. Casino aqui vamos nós! Enquanto sobrar ordenado é enfiar notas e berrar com a máquina

Escusado será dizer que estava totalmente errado. Deu-me uns bocados de papel para a mão e disse-me agora procura.

Ora os papelitos tinham letras escritas e basicamente tinha de criar uma palavra que seria o sítio onde iria encontrar a pista seguinte. Uma espécie de Palavra Guru (o jogo da moda) em versão real.

Andei por todas as divisões da casa a recolher papéis e a formar palavras até que ao dirigir-me à última - secretária - encontrei debaixo dela uma prenda com uma mensagem.

 

 

WP_20170722_08_10_55_Pro.jpgWP_20170722_08_09_21_Pro.jpg

 

 

Fiquei de lágrimas nos olhos e dei-lhe um grande beijo. Ele segurou-me nas mãos, olhou-me fixamente e disse "Tenho mais uma coisa para ti."

Senti o meu coração saltar um batimento. Seria possível que a minha dança interpretativa do Single Ladies da Beyonce tivesse passado a mensagem?

Levou-me para a cozinha. "Abre o armário" disse ele. Com as mãos a tremer alcancei o armário e escancarei-lhe a porta tal era o nervosismo.

 

Dois pacotes de batatas fritas reluziam perante mim.

 

Sorri e dei-lhe um abraço apertado enquanto lhe sussurrava ao ouvido:

"Sacana, afinal não andas a ler o meu blog!"

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Follow

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D